segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Recusar Marx é recusar a busca pelo conhecimento

POR CHARLES HENRIQUE VOOS

Fui estudante da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) por quase quatro anos. Lá fiz minha graduação em Ciências Sociais, de 2006 a 2009. Convivi com muitas pessoas diferentes do que até então eu havia convivido. Muito do que sou hoje vem daqueles tempos em que o curso era espremido em um bloco dominado pelo curso de Direito. Ainda em 2009, antes de eu me formar, a instituição, por questões internas, decidiu fechar o curso de Ciências Sociais e colocar o de Relações Internacionais na estrutura do meu antigo curso.

Vários dos meus professores saíram. Outros, continuaram a dar aula, até mesmo para o novo curso do bloco. Tenho amigos que ainda estudam por lá, e tenho contato até hoje com aqueles professores que continuaram.

Fui obrigado a lembrar destes bons momentos após ler a carta do estudante da Univali que fez sucesso pela internet. Deu saudade de quando aqueles corredores eram ocupados por pessoas que sabiam reconhecer que o conhecimento era construído a partir de diferentes perspectivas.

Desconsiderando o preconceito, a desinformação, e o manifesto típico de um "cidadão de bem" que é "pressionado psicologicamente", o estudante faz duras críticas ao marxismo, após um de seus professores (eu não sei qual foi, mas é alta a chance de ser um ex-professor meu) pedir um trabalho acadêmico sobre Karl Marx. Ao recusar fazer o trabalho, o garoto está recusando a busca pelo conhecimento. O problema não está em discordar, de forma democrática. O problema é ignorar a importância de uma importante linha de construção cognitiva sobre o que é a sociedade.

Se fizesse o trabalho, ao menos saberia reconhecer que Marx foi um dos mais brilhantes estudiosos sobre o capital: sua origem, importância e também seus modos de aplicabilidade na sociedade. Além disso, saberia reconhecer, no mínimo, que a contraposição feita por este autor, no desenvolver da Revolução Industrial, fez o próprio capitalismo se reprogramar, e até se aperfeiçoar, para sempre fugir das "garras" estatais e ser esta potência que é hoje, principalmente após o neoliberalismo (usurpando-se do Estado, se for preciso).

Mas não. Ao recusar Marx, ele caiu na armadilha de sempre: colocar a "liberdade" e a "democracia" como situações inexistentes em governos ditos "socialistas" e dignas de governos "de direita".

É necessário um parênteses. Marx não foi o responsável pelas "atrocidades" de Stalin. Marx não governou a URSS, Coreia do Norte, ou até mesmo Cuba. O contexto histórico e a intenção de Marx foram outros, só para começar. Se o estudante tivesse estudado e feito o trabalho, não confundiria as coisas.

Voltando, o capitalismo foi o responsável pelo colonialismo na África, por duas guerras mundiais, pelo assassinato de Constituições de países latinoamericanos através de ditaduras, dentre outras situações, e tudo em prol de uma "liberdade" e uma "democracia". É este mesmo sistema responsável por poucos terem bilhões, e muitos terem fome. A desigualdade social é algo presente em todos os países: democráticos, liberais, de esquerda, de direita, etc...

Por fim, é triste olhar e saber que a busca pelo conhecimento, para muitos, virou apenas um "agregado de compatibilidades". Ou seja, se faz parte da minha linha, eu agrego. Se não faz parte, eu nem quero saber. Talvez este seja o problema da geração que já nasceu dentro do neoliberalismo (a qual eu me incluo): tomar a parte pelo todo, ser individualista, e achar que todos os problemas da sociedade irão ser resolvidos dando oportunidade de trabalho para quem necessita.

Já que estamos falando de Marx, é aí que os problemas começam...

PS: fica aqui também a crítica ao modelo universitário brasileiro que, cada vez mais, segue "tendências de mercado" e extirpa cursos onde o debate e a construção de diferentes correntes de pensamento são a base de tudo. O mesmo corredor que abrigou e construiu alteridade em seus alunos, hoje acomoda preconceituosos e a falta de abertura para o diferente.

42 comentários:

  1. Pô, Charles, o cara é a piada pronta. E piada não se explica.

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  2. A leitura de "O Capital" é obrigatória para o bom desempenho de todos estudantes das ciências sociais, como bem sabem e aceitam os acadêmicos de economia.

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    1. O Marx perigoso é o outro, o filósofo.

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    2. Dirk, a sua piada superou a do menino da Univali. Sintética, quase um chiste. Parabéns.

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  3. Não. Ao recusar fazer o trabalho o rapaz recusou-se a reproduzir a mesmas ideias equivocadas e ultrapassadas de Karl Marx. Contrariando seu adendo, há muito tempo as universidades brasileiras tornaram-se redutos de professores esquerdistas que lecionam nos cursos das ciências Humanas e Sociais Aplicadas (tem um colega seu, autor deste blog, que não me deixa mentir). Diferentes perspectivas? Conta outra! Nas ciências humanas e sociais aplicadas só existe uma perspectiva política, a da Esquerda. Apenas os futuros economistas e contadores expostos às obras de Marx enxergam o barbudo como um personagem das histórias da carochinha: o leem, o entendem e o ignoram.

    Para a esquerda militante, Karl Marx deixou de ser um pensador do capital para se tornar um ícone. 99% dos esquerdistas citam as obras de Karl Marx, como os evangélicos citam a bíblia, a diferença é que esses últimos ao menos leram.

    Marx não governou a URSS, Coréia do Norte, Cuba, China ou o Camboja, mas suas ideias serviram de combustível para esses governos comunistas e as consequentes atrocidades cometidas por eles, então não venha citar o capitalismo na África sem considerar o marxismo nesses governos sangrentos.

    Parabéns ao jovem que recusou o cabresto, na minha época de faculdade eu não tive a mesma coragem dele.

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    1. Ih... amiguinho... estás longe, mas tão longe...

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    2. Eduardo, o Dirk se saiu melhor. Muito rame-rame... Piada, pra ter graça, tem de ser curta e, de preferência, com um final inusitado. Piada com spoiler é coisa de amador.

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  4. Deixando de lado a retórica tosca,acho que o guri disse que gostaria de fazer TAMBÉM trabalhos sobre o Adam Smith...

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    1. As escolas também estudam Adam Smith. Eu estudei...

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    2. Eu estudei Adam Smith. Aliás, "Tratado dos sentimentos morais" é muitíssimo superior a "A riqueza das nações", que muita gente toma como bíblia.

      E não, o guri não disse que gostaria de "fazer TAMBÉM trabalhos sobre o Adam Smith...". Por detrás da retórica tosca, só tem mesmo retórica tosca.

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    3. Não disse literalmente, ó gênio da raça...

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    4. Sair do anonimato e ser mais claro quando escreve ajuda bagarai, ó gênio incompreendido.

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    5. Sair do anonimato? Quem sabe um dia.
      Por enquanto tenho medo de uma ditadura do proletariado, vc é historiador, sabe como as ditaduras agem com quem pensa diferente...

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    6. Tadinho de você, tão frágil e desprotegido...

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  5. Medo. É o que eu sinto quando vejo o que esta nova geração anda fazendo. Este cara é o exemplo da sua própria alienação e da alienação de muitos que foram pra rua no dia 20 de junho. Em sua carta ele insiste em promover a discussão de idéias sem a influência da idéias socialistas, confundindo liberdade com liberalismo, fala com propriedade do Cambodja que visitou em uma de suas viagens (provavelmente estava fazendo obras sociais e não passeando), com o dinheiro que adquiriu com seu trabalho e não dado por seus pais. Falando em Cambodja ele se esquece que o comunismo se instalou lá, devido ao ataque criminoso promovido ao país pelos americanos durante a guerra do Vietnã.
    Vejo dezenas de pessoas acreditando em vários hoax que aparecem na internet, sem fazer uma pesquisa simples para saber a verdade. É a lei da atualidade, o que me interessa eu absorvo e o que não eu ignoro.
    Quando cursava a 8ª série tive uma professora de história que solicitou um trabalho: fazer um julgamento/debate sobre Hitler. Eu fui um dos escolhidos para fazer o trabalho, peguei a parte mais difícil, tentar inocentar Hitler. Pois é, nós fomos a biblioteca municipal (quando ela funcionava decentemente, há 15 anos atrás) pesquisamos vários livros sobre o assunto. Vimos o contexto geopolítico da época, o contexto social, o contexto psicológico de Hitler, e reunimos argumentos para fazer o debate. No final do debate o grupo que defendia Hitler estava muito mais preparado do que o grupo que acusava. Com certeza o grupo que acusava Hitler não fez uma pesquisa extensiva sobre o assunto, buscava somente as idéias repassadas e incrustadas na cabeça das pessoas. O fato de estudar e tentar achar razões do porque Hitler cometeu aqueles vários crimes de guerra, não me fizeram simpatizar com Hitler ou virar um neo-nazista. Voltando pro caso do cidadão ai, ele é um ignorante que procura ficar cada vez mais ignorante, seguindo a lei da atualidade.

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    1. Eu li o "Mein Kampf". É uma merda em todos os sentidos. A palavra "propaganda" aparece mais de 150 vezes.

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    2. Ah, sim. Karl Marx e Hitler tem muita coisa em comum, uma delas é o desprezo pelos judeus, mesmo o pai do marxismo tendo emergido numa família judaica.

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    3. O Papa Pio XII também desprezava os judeus. Seria ele um marxista ou um nazista?

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    4. É a velha discussão... vamos discutir idéias ou pessoas? Coisa que no Brasil pouco importa, principalmente no campo político. Não importa se o cara estava filiado ao DEM e agora está no PSD, ou estava no PSD e foi pro PSB. O que esta importando por aqui, é se o cara é honesto, se é religioso e se ele defende os bons costumes. Poucos estão preocupados em discutir idéias. Quando falei sobre Hitler era pra enfatizar as idéias que fizeram sua ascensão ser possível e sua relevância para o mundo, e não discutir o seu ódio por judeus. Tem gente que tem a mente tão fechada que acha que Hitler foi culpado pela 1ª guerra mundial. Muitos enaltecem tanto o Charles Darwin que desconhecem que a teoria da evolução foi uma idéias principais em que se apoiava o nazismo.

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  6. 1-) Eu fiz graduação, mestrado e doutorado em História - a primeira, em universidade particular, os outros em instituição pública. Lecionei por 12 anos em instituição particular, nos cursos de História e Comunicação. Há um ano, sou professor em universidade federal.

    2-) Neste tempo todo eu devo ter tido meia dúzia, se muito, de professores marxistas. Eu nunca li "O Capital" e nem pretendo ler: posso atravessar minha vida sem ter de passar pela penosa tarefa de fazê-lo. De Marx, prefiro "O 18 Brumário", uma obra entre a reflexão histórica e o jornalismo analítico. Bem escrita. A melhor coisa que li dele.

    3-) Na Universidade Tuiuti, onde lecionei, tive dois colegas marxistas no curso de História. Na UFPR, onde leciono, acho que o número deles não chega a dois.

    4-) Eu não sou marxista. Mas eu sei porque não sou, porque já li o velho barbudo e uma bom número de marxistas.

    5-) Não se compreende o século XIX sem ler Marx, assim como não se compreende o século XIX sem ler Tocqueville, um autor liberal, ou Carlyle, um conservador. Se recusar a ler Tocqueville e Carlyle por que se é de esquerda - como eu já vi gente fazendo - é tão estúpido quanto não querer ler Marx por ser de direita.

    6-) O melhor do marxismo, hoje, é aquele praticado por intelectuais não militantes - como o recentemente falecido Marshall Berman -, que o utilizam como uma entre outras ferramentas teóricas para fazer a crítica da cultura e da modernidade.

    7-) Last but not least: só imbecis desinformados que nunca passaram nem perto de uma sala de aula acreditam que as Ciências Humanas são majoritariamente marxistas. E me dá vergonha alheia sempre que leio ou escuto alguém afirmar isso.

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    1. 1-) Fez graduação em história e não leu O capital?! Diz muita coisa...

      2-) Bom, se não leu O capital e já identificou 6 dúzia de professores marxistas, imagine se tivesse lido...

      3-) Lecionou na Universidade Tuiuti de Curitiba?! Explica muita coisa...

      4-) Não é marxista porque admitiu que não leu O capital, logo nem sabe que é marxista...

      5-) Sem comentários: "Não se compreende o século XIX sem ler Marx"... Bem, você não leu uma das principais obras de Marx, logo não compreende o século XIX!

      6-) Marshall Berman??? Realmente é uma referência e tanto...

      7-) Last but not least: só imbecis desinformados que já passaram perto de uma sala de aula de história, acreditam poder discutir Marx sem ler o Capital. E me dá vergonha alheia sempre que leio ou escuto alguém afirmar isso.

      Fui.

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    2. Tá, você guardou um pouquinho daquela da lata, né?

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    3. Qualquer idiota sabe que na universidade, em determinados cursos (como história) a gente só tem que ler uns capítulos (que são os que interessam).

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    4. Zé, exceção feita aos estudantes de Economia e Contabilidade, que leram todo "O capital" e sabem que é tudo história da carochinha.

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    5. Depois de polêmica, professor da UFSC afirma que o marxismo é descartável

      Sérgio Colle
      Professor da UFSC
      "O jovem que se negou a fazer o trabalho sobre Marx na Univali, onde se supõe que haja liberdade de escolha dentre inúmeros outros pensadores luminares de filosofia e economia, pode ter razão. O marxismo foi descartado como filosofia, teoria econômica e mais ainda como ciência. Com efeito, o método científico determina que toda teoria inteiramente negada pela experiência deve ser rejeitada. Precisamente por essa razão, laureados pelo Nobel, tais como J. K. Galbraith, Paul Samuelson e o pai intelectual do liberalismo moderno Milton Friedman (que assessorou a recuperação da economia chilena no governo de Pinochet) descartaram Marx ao formular suas reconhecidas e inovadoras teses, com as quais as democracias modernas alcançaram a prosperidade.

      É a razão pela qual o marxismo não mais é objeto de pesquisa nas melhores universidades do planeta. A negação da corrente marxista é justificada nas evidências experimentais dos desastrosos resultados de sua imposição como modelo socioeconômico. O inventário do genocídio marxista-leninista é abundantemente detalhado nas 950 páginas do Livro Negro do Comunismo, referenciadas em extensa bibliografia. Ele detalha os métodos de disseminação, a prática de destruir culturas, incluindo-se a religiosa e de suprimir a história das nações, condição necessária para impor as utopias marxistas.

      O sagrado direito à liberdade — lembrado em texto publicado na contracapa do DC de 17/10, criticando o mencionado aluno — certamente não foi concedido pelo professor dele ao impor o trabalho objeto dessa polêmica. O aluno tem razão pelo menos ao recusar-se a dedicar seu tempo para fazer um exercício sobre uma doutrina anticientífica, obsoleta, perniciosa e inútil às sociedades modernas."

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  7. O jovem em questão cita o decálogo de Lenin para dar aval ao seu discurso. Aos que defendem este jovem, favor citar a fonte original deste texto sobre o decálogo de Lenin... a maioria dos blogs de direita falam sobre tal decálogo, porém, não apresentam a fonte original. É o maior hoax que existe na internet para colaborar com a causa conservadora.
    Até o site da CNBB fala sobre isto... mas para eles Stalin e Lenin são a mesma pessoa.
    http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-aldo-di-cillo-pagotto/1048-o-decalogo-de-stalin
    Se vai criticar o socialismo, favor criticar direito. Uma mentira contada diversas vezes se torna verdade. Não é atoa que tem diversos brasileiros que defendem a ditadura. Vai entender....

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  8. Eu não gosto de matematica, acho que vou fazer o mesmo.

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  9. Essa atitude é tão ridicula quanto a implicância da direita com a cor do vestido da Dilma.

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  10. O guri perdeu seu precioso tempo pra criticar a divindade da Igreja da Esquerda Utópica dos Últimos Dias, agora vai ter que encarar a militância raivosa dos fiéis.

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    1. Meio clichê seu trocadilho, Marcos. Mas passável se o seu padrão de humor for, sei lá, o do Zorra Total!

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  11. piada é o Charles Henrique se dizer democrático o suficiente para buscar conhecimento partir de diferentes perspectivas.

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  12. Já vi e me diverti muito com discussões parecidas em seminários dentro do curso de história. Há pessoas que não podem ver alguém vestido de "vermelho" que já tremem e "discriminam" como sendo "Comunista". Preconceito e ignorância na sua mais singela forma.

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  13. Outro dia xinguei meu professor por usar caneta vermelha no meu boletim, maldito comunista.

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    1. Parabéns Rogério. A melhor piada entre todas. Fez-me rir.

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  14. Como eu só bebo laranjinha Max Wilhemm não posso falar nada do Marx.

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    1. E eu bebo a Cini. Eu disse que não era maxista.

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  15. O capitalismo na época de Marx eram jornadas de trabalho de 16 horas nas fábricas e minas de carvão da Europa.
    Se hoje temos jornadas reduzidas, CIPA, descanso remunerado e seguro saúde é, em boa parte, causada pela chacoalhada que ele deu no mundo com suas ideias.
    O lado triste é que, assim como todas as boas ideias, elas são sempre deturpadas pelos que detém o poder, sejam eles vermelhos, azuis ou rosa-choque.

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    1. 16 horas de jornada em minas de carvão e fábricas na cidade ou morrer precocemente ou desassistido no interior: das duas, uma. As 16 horas de jornada viriam a diminuir porque a produção foi distribuída para novos postos de trabalho, os salários aumentaram, itens de conforto que antes eram exclusivos da burguesia passaram a fazer parte do cotidiano proletariado e as novas tecnologias da medicina chegaram também a classe trabalhadora. O capitalismo da revolução industrial resultou na reurbanização das cidades e vilas, tratamento de água e esgoto, acesso à saúde, diminuição da mortalidade infantil e do analfabetismo, mas Karl Marx morreu antes de enxergar esse novo lado do capitalismo e deixou um legado em forma de bíblia que a maioria dos leem adotam como a mais absoluta verdade.

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  16. Fico com vontade de postar um comentário, mas quando leio as réplicas sarcásticas e inteligentes do Gruner, fico intimidado e fico no meu canto.

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    1. Ah, tadinho. Será que eu fico sem dormir hoje ou amanhã?

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