quarta-feira, 7 de maio de 2014

Carta a Rachel Sheherazade

Selo de "qualidade" feito pelos fãs da moça
POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO



Olá, Rachel. Sei que não vais ter tempo de ler esta singela cartinha, porque és famosa e tens muitos seguidores para atender. Aliás, confesso que cometi um erro. Pensei que os teus seguidores fossem apenas os conservadores da classe média (se eu disser “reaças” levas a mal?), aqueles caras que têm sangue nos olhos e odeiam todos os que pensem diferente deles. Sabes do que estou falar, né? Mas errei numa coisa.



Hoje percebo que o teu público é mais vasto. Também és inspiração para uma turba selvática que precisa de poucos motivos para cair na barbárie. Parece que esse pessoal te ouviu  e agora embarcamos nessa onda de fazer justiça com as próprias mãos. Não importa se as vítimas são culpadas ou inocentes, homens ou mulheres, doentes ou sadias. São meros detalhes que não impedem um belo linchamento.


Outra questão. Não sabia quem eras exatamente. Primeiro pensei que fosses alguém a interpretar um personagem para conquistar a audiência de um punhado de imbecis. Depois imaginei uma arrivista a fazer o possível e o impossível para subir na vida. Mas hoje sei que estava errado: não passas de uma ignorantona a quem alguém, sem ter a noção do mal que estava a fazer, entregou um microfone na televisão.

Dizem que o sucesso é chegar onde se planejou chegar. Então, imagino que estejas feliz, porque te tornaste um símbolo daquilo que tens pregado ao longo dos tempos: a intolerância, a arbitrariedade e a falta de solidariedade para com o mais fraco. E são os mais fracos a pagar um preço alto demais. O que dizer de Fabiane Maria de Jesus, espancada até a morte no Guarujá? Ora, que talvez seja apenas mais um nome para as estatísticas da intolerância.

Não estou a dizer que és culpada. É claro que os responsáveis são os anormais que perpetraram o crime. É claro que o estado tem culpa porque não protegeu uma cidadã inocente. É claro que as comunidades têm culpa por assistir impassíveis à barbárie. É claro que os autores do site que espalhou o boato também são responsáveis pela tragédia. Mas não acho que possas ficar incólume... e aposto que tens muito para conversar com a tua consciência.

78 comentários:

  1. Baço, sério mesmo, tu achas que ela vai conversar com a sua consciência?

    ResponderExcluir
  2. 1.- Tais misturando alhos com bugalhos;
    2.- Não foram pessoas da “classe média” que lincharam aquela pobre mulher;
    3.- Pois é, que bom se a culpa por essa barbárie toda fosse da apresentadora de televisão;
    4.- Pena que o buraco é mais embaixo. Desde a última década a democracia brasileira vem sido bombardeada por um governo populista e irresponsável que, para manutenção do seu poder, vem exercendo influência sobre o legislativo (afrouxando ainda mais as leis para os crimes do colarinho branco, que podem ser replicadas para toda a sociedade) e judiciário (subjugando decisões).
    5.- A justiça é morosa, não tem segurança, a educação idem.
    6.- “Reaça” é um termo para os com sangue nos olhos que odeiam todos que pensam diferente? Bom saber que você e a maioria que escreve para este blog também se enquadra nele;

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 1. Faço isso sempre. 2. Onde leste isso? 3. Incitar a violência ajuda, né? 4. Ah... como é que tudo sempre acaba no PT? 5. Conta uma nova... 6. Reaça é que nem doido... nunca admite que é.

      Excluir
    2. 6 - Igual aos comunistas caviar.

      Excluir
    3. 6 - Eu já escrevi sobre isso: sou esquerda festiva.

      Excluir
  3. Ah, um pouco de atenção ao ler o texto, antes de comentar bobagens, não?
    O autor diz claramente que "pensava" que apenas a classe média ouvia as bobagens da Sherazedo, mas a tragédia citada prova que há mais imbecis que a seguem. E infelizmente, os comentários que venho lendo nos últimos tempos também.
    Independente da morosidade da justiça, da corrupção, de qualquer outra reclamação de um povo que só reclama, nada justifica usarmos a vingança como solução. Se assim for, rasguemos os códigos civil e penal e voltamos aos tempos das cavernas, onde vence a lei do mais forte.
    Vale lembrar que a vítima do linchamento foi confundida com outra pessoa (se é que a outra existiu), devido a divulgação de um retrato-falado. Fato que pode ocorrer com QUALQUER pessoa.
    Mas, como já dizia o ditado popular: "Pimenta no c... do outros é refresco", não é?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não há provas que a população que promoveu o linchamento assiste a apresentadora de TV. Afinal, a foto que provocou a ação foi exposta numa página do “feicebuque” e a horda do linchamento é da classe F (basta assistir o vídeo), os mesmos que votaram/votarão na Dilma. A malfadada classe média (e a Sheherazade) não tem nada a ver com esse atentado.

      Excluir
    2. Engraçado. Tem muita gente boa achando que tem... Vai entender, né?

      Excluir
    3. Eu já sabia que a culpa de tudo mais uma vez seria do PT, do Lula e da Dilma, esta tríade do mal. E claro, dos milhões de ignorantes que votam neles.
      A midia isenta, a classe média trabalhadora nem um pouco preconceituosa, a querida e meiga Sheherazade, os humanistas Prates e Datenas, tudo isto são meros detalhes...

      Excluir
    4. Muita gente? Eu só vi uns poucos idiotas, quase todos esquerdistas assumidos ou enrustidos.

      Excluir
    5. Você é doente, amigo. Recomendo que tome o seu Prozac e vá dormir antes que faça mal a si mesmo.

      Excluir
  4. A tempos a midia televisiva perdeu o interesse de informar, agora é só envenenar e criar caos.

    ResponderExcluir
  5. Além desta jornaleira, podemos creditar endosso para os linchadores: Bolsonaro, Magno Malta, Bancada Evangélica, Datena, Resende e alguns que me fogem da memória. Algumas pessoas embora não pertençam a "classe F", comportam-se como. Com toda a informação que dispomos, alguns procuram fechar os olhos ou minimizar o ato: "ah, eles são analfabetos, olha a classe, vestimentas. São ignorantes. Olha só, provavelmente vivem de bolsa esmola por causa do PT e blablabla". E se realmente a mulher fosse praticante de "magia negra", mereceria ser espancada só porque foge dos preceitos cristãos? Vivemos em uma histeria coletiva. Classificar a turba como "animais" não está errado, todos somos. Racionais? apenas alguns.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. /\
      Ih, olha o fogo amigo.

      Excluir
    2. /\
      Faltou argumento ou é tudo culpa do Foro de SP?

      Excluir
  6. Já que você abriu a caixa de ferramentas contra a moça, eu também farei o mesmo. Baço, o ignorantão, o seletivo à esquerda, fazendo suas esquerdices, como sempre. Omitir para ganhar likes. Quando os imbecis como o Boechat, Paulo Henrique Amorim, Chico Buarque, Caetano e mais um punhado de artistas cretinos apoiaram os Black Bloc, antes da morte do cinegrafista Santiago Andradade, da Band, atingido por um artefato vindo desses grupelhos, enquanto cobria uma manifestação, você, Bação, velho de guerra, que adora as muchachas do partidão - um bando de trubufu, não se manifestou, não repudiou, não esperneou, não fez nada contra esses idiotas chapa branca. Muito provável porque você é um abobado tão quanto essa turma toda; é um deles, um babão que parou no tempo, mais precisamente na dec. de 60, e por isso ainda é sedento por revolução. Se a Rachel tem que conversar com a consciência, você tem que reprogramar a sua, pois está completamente perdida. Talvez sem chances de recover. Não há formatação possível numa cabeça desmiolada como essa, só nascendo de novo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ai vc. confirma os argumentos dele Baço, vc. é simplesmente um velho saudosista. Um rebelde sem causa da terceira idade. Vc. viu que seu projeto de vida não deu certo, passou cabo da Boa Esperança e agora aguarda suas horas se findarem, não sem causar repulsa, que é o único sentimento que ativa outras pessoas em relação a vc.

      Excluir
    2. Uai! Mas causar repulsa era o meu projeto de vida. Vê como são as coisas. Eu aqui na Europa há 20 anos e, mesmo à distância, ainda consigo ativar a tua repulsa e fazer com que venhas ao blog. Então sou um sucesso. Ueba!

      Excluir
  7. é isso, vamos apontar o dedo e espancar a sherazade tb!!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E quem não apontar vai já ser amarrado num poste...

      Excluir
    2. isso, eu quero o sangue que reafirme as minhas convicções...

      Excluir
  8. Porra,Baço...me dissestes que não era pra dar pão pra maluco, e tu abres a padaria,opá?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pô, Sandro. Eu apenas sou simpático. Vais ver que se os caras tirarem o nariz de palhaço até ficam parecidos com seres humanos.

      Excluir
  9. Ridículo querer fazer qualquer relacionamento entre o comentário da jornalista e os recentes fatos de espancamento promovidos por grupos. Não vou nem argumentar sobre, só reafirmar: ridículo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Baço, vc. é um coitado.

      Excluir
    2. Diego. Ridículo é achar que o discurso de ódio não produz efeitos. E mais ridículo ainda é não entender que a função da mídia é mediar a relação dos indivíduos com o mundo.

      Excluir
    3. Baço.
      Não vi um discurso de ódio. Interpretei a opinião sem preconceitos esquerdistas/direitistas. Procurei no dicionário a frase "até compreensível" e não encontrei qualquer significado referente a "incentivo/apoio". Ouvi verdades quanto ao volume da violência, a omissão do governo e a fragilidade da justiça. Entendi que a "legítima defesa coletiva" é um RESULTADO devido à gravidade da situação. Esse "resultado" não foi apoiado ou reprovado na opinião. O "adote um bandido" foi a única besteira dita.
      E quanto a mídia funcionar como mediador, eu concordo. Mas, diferentemente da imparcialidade de uma notícia, uma opinião é sempre e somente uma opinião: algo parcial que não deve ser simplesmente acatado, mas sim pensado para a formação da sua própria opinião.

      Excluir
    4. O dicionário traz frases agora? Pobre Hoauiss. E se eu dissesse, numa rede de televisão, que o nazismo é "até compreensível"? Ou que a chacina do Khmer Vermelho era "até compreensível". Ou que as mortes do stalinismo eram "até compreensíveis"? O que seria? Há um princípio elementar: não se pode achar crimes contra a vida "compreensíveis". Porque a manutenção da vida - de todas as vidas - é um imperativo categórico.

      Excluir
    5. não nos alimentamos com pedras...

      Excluir
    6. Baço, se você dissesse qualquer um desses absurdos na mídia, eu simplesmente te acharia um alienado e discordaria. Porém, não apoiaria um movimento tentando censurá-lo, nem contribuiria para repercussão da sua opinião. Se é algo que eu não concordo, dou minha visão e pronto. Ficar batendo na mesma tecla, remoendo esse tipo de opinião, para mim, é discurso de ódio.
      Nenhum crime é compreensível? Nem numa situação de legítima defesa onde, por instinto, você tenta preservar a sua vida ou a de alguém próximo perante alguma ameaça? Acho que as teorias filosóficas podem se conflitar quando a nossa pele estiver em jogo.
      E não seja irônico. Se sabes que um dicionário não define frases, procure no mesmo o significado das palavras que a compõem para saber do que a mesma se trata.

      Excluir
    7. Você e seus cumpanhêros acham que Fidel, Che, Chavez são compreensíveis, pois não? Antes que você diga que nunca os defendeu eu adianto que, no mínimo, pecou por omissão ao não condená-los. Mas estou certo de que você os compreende...

      Excluir
    8. Diego. Se você não entendeu o que eu quis dizer, sinto muito. Mas não vou tentar te convencer. De qualquer forma, recomendo uma viagem a qualquer democracia a sério e vais entender.

      Excluir
    9. Anônimo das 14:04. Por mais que seja difícil, tenta entender. Eu nada tenho a ver com as tuas esquizofrenias e nem com essa escuridão que habita o teu cérebro.

      Excluir
  10. Entendo o Baço... a decepção com a política deixa as pessoas iguais a ele: revoltado, desgostoso, perdido...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É fato. Devo andar perdido. Sou eleitor do Bloco de Esquerda, mas ando a considerar a ideia de votar no Livre, um partido novo que vai concorrer às eleições europeias, agora em maio. É disso que estás a falar?

      Excluir
    2. Te chamaram de coitado,Baço. Coitado não vem de coito?

      Excluir
    3. Também pensei nisso, Sandro. Coitado não tem relação com coito. Mas o coitado sou eu? Imagina um cara que passa a vida a vir ao blog - que eu criei com os meus amigos - só para me ofender. E que, sem sequer me conhecer, repete sempre a mesma ladainha débil mental. Afinal, quem é o coitado?

      Excluir
    4. Ah, você não vota no Brasil? Quem bom!
      Tenho o mesmo desprezo sobre o “florão da américa”, por isso espero que o atual governo se mantenha no poder em 2015.

      Excluir

  11. Só para saber... para você o ocorrido no estádio com o vaso sanitário é culpa dela também?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Faz sentido... ela diz muita merda.

      Excluir
    2. Merdas que desagradam a uma ínfima minoria que se considera ungida e agradam a imensa maioria que sofre na pele a desgraça de viver num país em que marginal é produto da sociedade capitalista. Oportunista barato, gostei da definição!

      Excluir
    3. Não é oportunista barato. É oportunista grátis. Aqui todos escrevemos de graça. O único preço é ter que aturar energúmenos do teu calibre.

      Excluir

  12. Tenho uma dúvida também... os problemas na Petrobras também é culpa dela?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei quals é os problema da Petrobras. Ainda não li a Veja.

      Excluir

  13. Orgulha-se por morar na Europa há 20 anos e assistir de camarote o caos no Brasil, e ainda assim considera-se no direito de discordar, criticar, rechaçar, opinar tudo e todos, mas não considera o fato de que a jornalista pensa diferente de você?
    Pensei que esses 20 anos na Europa tivessem levado você a aprender que a democracia está diretamente ligada a liberdade de pensamento e expressão, o que implica na possibilidade de não aceitares a visão do próximo, mas ainda assim lhe conceder o direito de exprimi-la.
    Mas te entendo, na teoria fica tudo muito fácil né?
    Podes até não gostar de muitas coisas que ela fala, mas há de convir que muito do que diz tem fundos de verdades inquestionáveis.
    Mas te entendo novamente, afinal, muito de tudo que ela tem coragem de dizer está direta ou indiretamente ligado ao governo que está no poder (sem inocentar os anteriores), e digo desta forma porque ainda que fosse outro, grande parte da responsabilidade deste caos que você observa à distância continuaria sendo de quem tem o poder nas mãos no presente momento, mas não a exerce com a outorga que o próprio povo lhe concedeu.
    Pensei que você, que se orgulha tanto pelo fato de morar na Europa, tivesse aprendido que nenhum país consegue ser verdadeiramente democrático quando permite que as questões sociais se sobreponham às leis que o rege, tal atitude não nos torna iguais, portanto não nos faz livres, e consequentemente não nos torna um país democrático.
    Lei deve ser lei independente quem é vítima ou réu, e sabemos que esta não é a realidade em nosso país, basta ver os últimos episódios políticos e sociais.
    Falar de escalada de violência sem falar de irresponsabilidade governamental parece não fazer muito sentido, especialmente ao que diz respeito à falta de segurança, refletida neste e em muitos episódios visto pelo país a fora.
    Vou além, falar de violência, de espancamento, de linchamento, ou de injustiça no Brasil é também falar de suas vertentes, muitas delas com raízes no próprio governo.
    Sugiro a você passar 1 dia dentro de um hospital escola, pode ser o HC de São Paulo, ou o de Curitiba, interagir com pais, mães, crianças, pacientes, que estão ao longo de anos sendo lentamente “espancados”, “torturados”, “linchados” por burocratas e políticos corruptos, que desviam verbas que lhes permitiriam ser curados, ou no mínimo ter um final de vida digno.
    E sei do que estou falando.
    E você acha que a culpa do presente ocorrido e de tantos outros que poderiam ser citados aqui é dessa jornalista, e pelo fato dela ter mostrado nossa realidade através de sua ótica?
    E você ainda se considera alguém digno de ter sua ideologia e posturas respeitadas, ainda que não concordem com elas?
    Se você realmente considera o que disse a respeito de você mesmo:
    “Uai! Mas causar repulsa era o meu projeto de vida. Vê como são as coisas. Eu aqui na Europa há 20 anos e, mesmo à distância, ainda consigo ativar a tua repulsa e fazer com que venhas ao blog. Então sou um sucesso. Ueba!”

    Na minha humilde opinião, você não é muito diferente do muito do que usa para definir a jornalista, talvez a diferença esteja apenas na forma, no público e no alcance de suas grosserias.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só para esclarecer, antes de responder. Você não é o mesmo anônimo que só entra aqui para me ofender (e que já me chamou de tudo neste post). Ou é?

      Excluir
    2. Realmente você é um cara estranho, onde leste alguma ofensa em minha postagem?
      Percebe-se que teus julgamentos não condizem muito com o que diz ou faz .
      Não precisa responder, principalmente se for para ofender, o que você faz muito bem.

      Excluir
    3. Baço, eu acho que é UM DOS muitos anônimos que entram aqui para te ofender. A rede está repleta deles, e o interessante é que vestem a roupa tucanalha mas se declaram sempre apartidários, pessoas de bem e que vão votar no Enébrio. Dá prá entender?

      Excluir
    4. Anônimo das 6:17, como queres que eu saiba. São todos anônimos. Só perguntei porque o nível de agressividade diminuiu, mas os temas continuam os mesmos. 1. Não me orgulho de viver na Europa. A gente não escolhe onde nasce e a geografia não traz mérito inerente. 2. Sim. Posso opinar sobre o Brasil. Existe uma coisa chamada sociedade em rede. E se eu pago impostos no Brasil, então também posso opinar. 3. Exatamente. Aqui a democracia está ligada à liberdade de expressão, mas os jornalistas seguem um código deontológico. Significa que não podem incitar à violência. 4. Sim, tenho escrito que a democracia no Brasil tem muito o que caminhar porque ainda não igualdade de oportunidades. 5. Eu já trabalhei como repórter e andei pelos hospitais. E também tenho o depoimento das pessoas. Sei como é. 6. A jornaista não mostrou a realidade pela ótica dela. Ela mostrou a sua versão preconceituosa e mal formada dos fatos. 7. O termo ideologia não significa um conjunto de ideias, mas a reprodução das ideias das classes dominantes. 8. A coisa da repulsa é pura zoa. 9. Grosseiro é o...

      Excluir
    5. Sérgio. É apenas um. Mas o cara me admira tanto que passa a vida a entrar e sair para postar ofensas. Aí fica a parecer um exército.

      Excluir
    6. Sergio, qual a diferença entre PT e PSDB?
      Só porque o PT tem o apoio do Maluf, Sarney e Calheiros?

      Excluir
    7. Negativo anônimo 10:36, para mim a principal diferença de nós e voces já foi colocado aqui: prezamos a vida, qualquer vida, acima de tudo, e tudo que a partir dai se relacionar com esta opção. Deve ser por isto que existe esquerda e direita.

      Excluir
    8. Sei, a velha história que a Venezuela e outras republiquetas de banana vêm conhecendo do "nós vs. vocês", ou seja, o maniqueísmo esquerdista de araque.

      Excluir
    9. Se você tivesse feito um post esculhambando o Boechat quando ele incentivou os Black Blocs eu não te consideraria um esquerdista boçal, mas como não o fez, és mesmo um boçal...

      Excluir
    10. "Esquerdista" é uma expressão que só se usa no sub-terceiro-mundo. Na civilização é diferente. Mas nunca estiveste lá, certo?

      Excluir
    11. José, o esquerdismo só existe no sub-terceiro-mundo.

      Excluir
    12. Jorge, a palavra esquerdismo sim. Já ninguém usa desde que o termo foi criticado por Lênin no seu famoso "Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo". Mas a esquerda está bastante viva, apesar dos conservadores do terceiro mundo confundirem tudo. Portugal, por exemplo, é um país que nas últimas eleições deu mais votos aos partidos considerados de esquerda, apesar de ser governado pela direita (coisas do parlamentarismo). Portanto...

      Excluir
    13. Sim. O problema é comparar a esquerda europeia (antenada, realista e limitada pela democracia) com esse embuste chamado de esquerdismo presente na América Latina.

      Excluir
  14. Poderia lhe indicar postagens minhas em outros artigos concordando e elogiando algumas ideias suas, assim como outros comentários em momentos que discordei de você, dai então veria que não tenho o costume de ser grosseiro ou mal educado, mas não o farei, pois se não conseguiu perceber isso na participação acima creio ser em vão.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não consegui identificar. Se tivesses um nome talvez ficasse mais fácil, né?

      Excluir
  15. Parabéns! Cumpriu a meta de comentários da postagem!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não. Ainda faltam 51. Ops! Com este meu, agora só faltam 50. Sai e torna a entrar e faz outro comentário. Ajuda aí, pá!

      Excluir
  16. Parodiando Sandy e Junior: "vamo negá, vamo negá, vamo negá!!!". Vamos negar que o discurso da mídia influencia a massa, vamos negar a força da linguagem de quem fala na televisão, vamos negar a força da linguagem, não vamos responsabilizar eticamente quem tem esse poder, afinal eles só falaram, eles não fizeram nada, eles não deram os socos nas vítimas... Deve ser bom viver nesse mundo de vocês em que a linguagem televisiva não é um instrumento de manipulação, incitação, de força sobre todos nós. Onde compra a passagem pra ir pra ele?

    ps. eis minha colaboração na contagem do Baço :)

    ResponderExcluir
  17. Baço das 09:29

    Gostei de sua resposta, embora não concorde com tudo, especialmente quando diz: "o nível de agressividade diminuiu, mas os temas continuam os mesmos."
    Não consigo ver em minha postagem agressividade maior ou igual às suas na maioria dos seus comentários, comuns ao calor de uma discussão, e quanto ao tema continuar o mesmo, se a conversa é com pessoas que possuem visão e opinião diferentes das suas, como espera que ele mude?
    Digo porém, que sou capaz de ouvir, pensar, rever posturas e até mesmo mudá-las ao me convencer de que estou enganado, e muitas vezes podemos estar sinceramente enganados.
    Entendo que esse deveria ser o propósito maior de todos que se dispõe a ler um texto exposto aqui, o de no mínimo aceitar a opinião do outro e refletir a respeito da sua própria, mas concordo que a minoria entende desta forma.
    Aproveito para pedir desculpas por ter chamado você de grosseiro e agradecer por ter se importado com meus questionamentos e respondido.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então é isso. Se quiseres contrapor argumentos, conta com o meu respeito e a explicitação das minhas posições. O problema aqui é que a coisa sempre descamba para o ataque pessoal... aí não tem jogo. Bola pra frente.

      Excluir
  18. ACABOU O PÃO PARA MALUCO. OFENSAS PESSOAIS ESTÃO A SER LIMINARMENTE ELIMINADAS.

    ResponderExcluir
  19. Baço realmente alguns "jornalistas" estão passando dos limites no quesito opinar. A mídia com estes comentaristas incentivam e muito, a violência, como também, conseguem levar as pessoas a só enxergarem um mundo único inundado de tristezas e violência. Não conseguem contribuírem em nada para que as pessoas possam saborearem a vida, estimulando a alegria, a visão positiva, a enxergarem que evoluímos. Buscam impregnarem um negativismo que só mantem as industrias farmacêuticas em milionárias e as pessoas em zumbis ambulantes e em pânico. Ufa!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo. Os jornalistas deviam, por exemplo, enaltecer nossa paixão pelo futebol, mostrar depoimentos sobre os jogadores milionários, os estádios novos e o orgulho de sediarmos a copa das copas. É um absurdo os jornais mostrarem, em plena copa, pacientes morrendo nos corredores de hospitais, greves nos transportes públicos sucateados, a constante diminuição do nível de educação dos nossos estudantes em provas de conhecimentos específicos, os aumentos do desemprego e da inflação e a guerra civil entre bandidos e policiais nas grandes cidades. Por isso eu voto por uma lei que limite a apresentação de notícias negativas e só enalteça o que nós temos de bom, como o carnaval, o futebol e a alegria do povo.

      Excluir
    2. Bianca, o discurso moralista contra o futebol não produz divisas. Uma economia e algo mais complexo do que a oposição "futebol x saúde-educação". Existe uma coisa chamada indústria do futebol que ajuda a produzir dividendos...

      Excluir
  20. Bianca assim como o mundo todo tem suas mazelas e também coisas boas, o nosso Brasil não é diferente, porem 24 horas por dia " Sheherazade's " só mostrando e as vezes até criando mais mazelas, resolve???

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu queria saber quais são as mazelas que têm, por exemplo, os EUA, em comparação ao Brasil? Devo imaginar que lá, quando os apresentadores reforçam exaustivamente a necessidade de os civis possuírem o direito de ter armas, a criminalidade avança, a violência entre os civis exacerba, entre outras falácias. Esse discurso cheio de penduricalhos serve para daqueles pedagogos que vivem no mundo da lua, no mundo de Alice. Mazelas todos têm, mas as nossas se sobressaem fora do normal, do limite, e a culpa está em quem? No povo? Nos telejornais? Apontar o dedo para o governo, para o Estado, jamais, né? Volta pro mundo real, Alice!

      Excluir
  21. Culpar a Sheherazade pela barbárie é o mesmo que dizer que o culpado pelo estupro foi o decote...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Depende. Se disseres num jornal que o decote está mesmo a pedir um estupro... quem sabe?

      Excluir
  22. Marco Aurelio Carriço18 de maio de 2014 15:19

    Agora, conta uma de papagaio???

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Havia um papagaio chamado Marco que vivia na Reaçolândia e tinha uma preguiça danada de ler...

      Excluir

O comentário não representa a opinião do blog; a responsabilidade é do autor da mensagem