quinta-feira, 23 de maio de 2013

134 reais no dos outros é refresco

Um grande preconceito, um péssimo design
POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO
“Nunca dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Tenho uma birra com essa frase, porque é o slogan de uma direita ignara, que a repete ad nauseam e sem qualquer pudor. Mas fazia muito tempo que não lia ou ouvia essa expressão com tanta frequência como nos últimos dias, desde que rolou o boato sobre o fim do Bolsa Família.

É uma frase com poderes mágicos para os caras da direita. Para começar, porque ficam com a sensação de estarem a dizer algo inteligente. Também é um álibi para os que rejeitam a solidariedade com os mais fracos. E, por fim, porque é um discurso pret-a-porter para atacar as ações sociais do governo, como no caso do Bolsa Família.

A frase feita é a muleta de uma direita que se recusa a pensar. Os processos ideológicos (segundo Marx, ideologia é falsificação) assentam na poupança de neurônios e numa fraseologia específica. A frase feita ajuda a explicar o mundo de maneira simplória, com base em “verdades irrefutáveis” que dispensam qualquer comprovação. Está dito, está dito... não se questiona.

Mas o que os caras realmente querem dizer com “não dar o peixe”? Ora, é evidente: os beneficiários do Bolsa Família são todos uns vagabundos que não querem trabalhar e preferem viver às custas dos impostos da gente de bem. Ah... essa fortuna de 134 reais é mesmo capaz de fazer uma pessoa não querer progredir na vida. No dos outros é refresco...

Estigmatizar a pobreza, lançando sobre ela o anátema da vagabundagem, mostra o quanto a direita brasileira é atrasada. Tão atrasada que defende ideias do século 18, como podemos ver no “Traité de la Police”, de Nicolas Delamare, onde se propunha a “vigilância dos indivíduos perigosos, caça aos vagabundos e eventualmente aos mendigos, perseguição dos criminosos”. Muito moderno.

“Ensinar a pescar”? Até dava para levar a sério se o conselho não viesse de pessoas que recusam qualquer ensinamento. Um reaça é o cara tem a oportunidade de aprender e não aprende. Porque se aprendesse deixava de ser reaça. É o tipo de gente que tem as portas das oportunidades abertas, mas prefere viver na anorexia intelectual. E depois quer criminalizar pessoas que, nem de longe, têm as mesmas oportunidades.


A direita é iletrada. A direita é preconceituosa. A direita é atrasada. A direita espalha intolerância e ignorância pelas redes sociais (viram a foto no começo do texto?). E a direita tem representantes nos maiores meios de comunicação do país. É o caso da mocinha do vídeo, uma representante típica dos reaças nacionais: gente que é fraca com os fortes, mas gosta de ser forte com os fracos.



113 comentários:

  1. Queria entender uma coisa sem ter que pesquisar muito.
    Os da ESQUERDA querem que o povo fique bem e lutam para isso? (oi)
    Os da DIREITA querem que o povo se foda. (oi)
    É isso?
    Essa conversa de esquerda e direita enche o saco.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Essa conversa de esquerda e direita enche o saco" é outra frasezinha marota que a direita inventou para evitar discussões a sério. Aliás, quem a usa é sempre de direita.

      Excluir
    2. Nego, eu já fui da esquerda! Hoje nem esquerda, nem direita. Coluna do meio é melhor né? ;) ehehehehe

      Excluir
    3. "Coluna do meio"= social democracia (por muitos anos e em muitos lugares) = corrente onde surgiu as políticas de transferência de renda.

      Excluir
    4. Para mim, a esquerda é iletrada. A esquerda é preconceituosa. A direita é esquerda. A esquerda espalha intolerância e ignorância pelas redes sociais.

      Excluir
    5. 1/4 de Lexotan pra você, 11:15.

      Excluir
  2. Demagogo, hipócrita!
    Volte ao Brasil e trabalhe cinco meses para esse governo vagabundo bancar um exército de dependentes. 10 ANOS de bolsa-família e o assistencialismo só aumenta. Demagogo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu pago impostos no Brasil, João Acácio. É pouco, mas não me importo que usem o meu dinheiro.

      Excluir
    2. Cuidado,Baço...esse parece bravo! ahahahaha

      Excluir
    3. Eu moro no Brasil, trabalho e pago impostos aqui. E não me importo de que meu dinheiro seja usado para "bancar um exército de dependentes", segundo sua definição tosca.

      Me importo, sim, que usem meu dinheiro para salvar grandes corporações e seus executivos incompetentes e desonestos. Mas isso não parece incomodar você, não é João Acácio?

      Excluir
    4. João, este assistencialismo que julgas mal é o único retorno digno que o seu, o meu, o nosso imposto tem.

      Ou você preferia o tempo que os governos distribuíam cestas básicas a equivalentes R$ 300,00 quando as mesmas custavam R$50,00?

      NelsonJoi@bol.com.br

      Excluir
    5. João Acácio! Aprenda uma coisa: Não adianta querer debater com esses chuvas. São todos da esquerda. Aliás, vir aqui e dar ibope pra eles? kakakaka, fuiiiiiiiii

      Excluir
    6. Aê, Anônimo das 15:32. Eu sou de esquerda e nunca escondi. Pelo contrário, sempre fiz questão de ressaltar, para evitar confusões. Mas pelo que depreendi do teu comentário ser de esquerda é mau. Certo?

      Excluir
    7. Não foi isso que eu quis dizer, Baço. E eu sei que vc tem inteligência para saber disso. E nem se dê o trabalho de responder, porque eu não volto mais aqui. O Chuva Ácida parece que se perdeu...

      Excluir
  3. Prefiro o Prates, um reaça muito mais argumentativo! Este reaça eu respeito!
    Agora esta critãzinha de bosta, nem me dou o trabalho de ouvir!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mas tem que escolher, Anônimo? Eu escolho desligar a televisão.

      Excluir
    2. Prefirir o Prates ou comer bosta é a mesma coisa!

      Excluir
    3. eu quero que aumemtem o valor da sesta bazica, presizo comprar uma calsa nova.

      Excluir
    4. Não precisas de calças novas, Anônimo das 15:24. Tu pareces ser o tipo de cara que abre as pernas para os reacionários. Sem calças ficas mais fácil...

      Excluir
    5. Poxa, que elegância heim Baço? Parabéns!

      Excluir
    6. Putz, podem chamar o Prates de reaça e o escabau, mas vocês não têm um dezesseis avos da inteligência daquele homem.

      Excluir
    7. E não é preciso ligar a televisão para ver o Prates, hoje se compartilha tudo pela internet, até os textos do Baço.

      Excluir
    8. É, eu sou uma prostituta mesmo... e prostitutas só abrem as pernas quando pagas, mesmo sem calças. E não importa a cara do cliente.

      Excluir
    9. O teor de "fecalidade" dos artigos do Baço é igual ou superior aos devaneios desta Sherazade, só muda o lado, Baço é o lado esquerdo da nádega...

      Excluir
    10. É, logo se percebe porque o senhor além mar não ocupou o cargo a que foi convidado. Não é de boa estirpe.

      Excluir
    11. Como estou de férias, respondo a todos os desafetos: "uaaaah... tédio".

      Excluir
  4. O Bolsa Família (oriundo do bolsa escola do Senador Cristóvão Buarque, copiado pela tucanagem na época de FCH e turbinado pelo Molusco)é elogiado no mundo inteiro como um dos mais eficientes programas de transferência de renda.

    Mas no Brasil, qualquer estímulo à mobilidade social é sempre visto pela direita como um risco.

    Pois com R$134,00 dinheiros mal dá pra comprar a rolha do caniço, quiçá a vara inteira...

    NelsonJoi@bol.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. FHC Nelson, FHC.

      Excluir
    2. É verdade, o Molusco só deu continuidade à transferência de renda. Não tinham comPeTência para criar um programa assim. Aliás, nunca se roubou tanto neste país, como na era do Molusco e agora continua...

      Excluir
    3. Mas quem criou o programa não foi o Cristovam Buarque que era, à época, do PT? Então quem não tinha competência pra criar um programa novo e copiou o que estava pronto foram o PSDB e o FHC.

      Aliás, os tucanos - muito bem representados na caixa de comentários do blog - tem com o programa uma relação extremamente oportunista. Na campanha de 2010, para angaria os votos da classe média, José Serra não cessou de reforçar o discurso de que o programa produzia e/ou atendia gente preguiçosa e pouco afeita ao trabalho. Num encontro com militantes aqui em Curitiba, sua mulher chegou a se referir ao programa como "bolsa vagabundagem".

      Surpreendido com os números do IBOPE, que continuavam a apontar a liderança da candidata petista, Serra foi do achincalhe a promessa de dobrar o número de beneficiários e o valor do benefício, além de instituir o 13o. Claro, não disse de onde sairia o dinheiro, nem precisava: era, como diria um grande historiador joinvilense, uma promessa de "efeito retórico". A intenção não era aumentar o benefício, mas o número de votos. Não deu.

      Excluir
    4. Foi criado pelo Buarque (em quem, inclusive, votei nas eleições de 2006) mas foi implantado no Governo FHC, ou seja, o Bolsa Família não é nenhum fato inédito, pelo contrário.

      E o Lula, como sempre, tão preocupado com a educação que demitiu o mentor do Bolsa Escola, então ministro da educação de seu governo. Buarque chegou a declarar que "eu não saí do PT, o PT saiu de mim".

      Uma pena que ele não tenha recebido mais de 2% dos votos...

      Excluir
    5. Youtube, seu lindo!

      https://www.youtube.com/watch?v=QAkLJygtY3U

      Excluir
    6. Sério, Anônimo das 17:14. Isso é tudo o que tens? Que parte do "explicar o mundo de maneira simplória, com base em verdades irrefutáveis que dispensam qualquer comprovação" não entendeste?

      Excluir
    7. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  5. Eu acho que a classe média deveria se sensibilizar pelo assistencialismo do governo para com os menos favorecidos. Afinal, 134 reais, embora pareça pouco, faz com que, segundo o governo, o indivíduo saia da situação de miséria. Para o governo 134 reais mensais per capita é o limiar entre a miserabilidade e a pobreza. Desta forma, através dos dados estatísticos, os recursos do programa bolsa-família eliminariam os mais de 14% da população de miseráveis e os transformariam em pobres. É simples assim: selecione os 26 milhões de miseráveis do país, dê a eles R$134,00 de mesada e, voilà, o Brasil erradicou a miséria. Não sei por que esses reacionários, incentivados pelo PIG, criticam tanto as ações afirmativas do governo popular. É estatística, minha gente. ES-TA-TÍS-TI-CA pura e simples!
    Parabéns, Dilma! Parabéns, Lula!
    Podem contar comigo.

    ResponderExcluir
  6. A maioria das pessoas que reclamam do valor que os beneficiários do Bolsa Família recebem não se importam com os tantos mil reais que os deputados recebem para manter um gabinete que funciona 3 vezes por semana, não se importa com a alta taxa de impostos que pagamos para o Governo, acha o máximo as obras da Copa que estão custando bilhões, com construção de estádios (sim porque um estádio em Manaus era muito necessário) mobilizações neste sentido não importam pra eles, o que importa é mantar o povo pobre e ignorante para que possam ser manipulados a pão e circo para sempre.
    R$ 134,00 é o valor que algumas pessoas recebem, o valor real é algo em torno de R$ 34,00 por criança que tem 85% de frequência escolar.

    ResponderExcluir
  7. Baço, não precisava ter desenhado a diferença entre esquerda e direita com tamanha perfeição, mas prá uns malas destes tem mais é que ser assim mesmo! O problema é que mesmo assim jamais entenderão...

    ResponderExcluir
  8. The Walking Dead - Ávidos por bolsas

    ResponderExcluir
  9. Não ofendam a inteligência das pessoas. O problema não está no valor da bolsa-família, nem no número de beneficiários, mas no feedback do programa que está aquém do esperado. O Bolsa-Família deveria ser um complemento, um auxílio para que as famílias mais carentes pudessem sobreviver de forma um pouco mais digna. Por outro lado o auxílio virou uma pensão que, no imaginário de muitos, é e deveria ser vitalícia. Ora, cavalheiros, uma família de cinco pessoas recebe do Bolsa-Família um valor maior do que um salário mínimo, porque o chefe da casa haveria de ir garantir seu sustento lá fora? Existem, sim, pessoas acomodadas que se contentam com essa miséria, infelizmente. A maioria dessas pessoas é jovem, saudável e que poderia contribuir para a sociedade e para os seus. Isso entristece-me, justo a mim que vim de família pobre e batalhei sozinha para criar meus três filhos. Daí eu ligo a TV e assisto baderneiros formados por mulheres e homens fortes e saudáveis destruindo bens públicos porque corriam o risco de perder essa miséria que recebem todo mês do governo? Teria de haver um controle mais rigoroso na seleção, pois garanto que olhar para um IDOSO, para um ENFERMO ou uma CRIANÇA beneficiada pelo Bolsa Família desperta compaixão em TODOS.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marlene, um pouco de informação sempre ajuda na hora de opinar:
      1-) Com o programa "Brasil carinhoso" - nome, aliás, horroso - a média paga por família cadastrada no Bolsa Família aumentou para R$ 325,00, abaixo do salário mínimo.

      2-) Recebem o valor aquelas famílias que tem crianças de até seis anos; passou disso, não recebe - logo, o benefício não pode ser vitalício.

      3-) A contrapartida das famílias é matricular e manter matriculados seus filhos na escola.

      4-) Cerca de 70% dos beneficiários trabalham. O benefício é um complemento da renda, não a única renda.

      5-) Desde a criação do benefício, em 2003, cerca de 5 milhões de famílias foram descredenciadas do programa, segundo fontes do governo. Deste número, uma boa parte simplesmente deixou de atualizar seu cadastro de renda - o que deve ser feito semestralmente - por inúmeras razões, entre elas, provavelmente, porque tiveram sua renda melhorada e puderam abdicar do Bolsa Família.

      E enfim, com raras e honrosas exceções, a choradeira em torno do Bolsa Família exala a preconceito de ódio de classe. É mais ou menos como o tal do Marcos, que postou um vídeo de uns poucos segundos de uma mulher reclamando que não podia comprar a roupa da filha co mo dinheiro do benefício.

      Subjacento ao vídeo, editado, cortado, manipulado, mas postado como se expressasse o caráter dos beneficiários do programa - os que recebem os tais 134 dinheiros - está a afirmação de que todo pobre é desonesto ou ignorante.

      Excluir
    2. Eu assisti aquele vídeo e, de fato, ele pode ter sido cortado, editado ou manipulado, mas o trecho em que a mulher (que recebe benefício do bolsa-esmola) reclama sobre a impossibilidade de comprar uma calça de trezentos pilas para filhota de dezesseis aninhos dançar funk está claro e em bom som.

      Excluir
    3. A parte do dançar funk é coisa sua, Anônimo, o que não chega a me surpreender. Afinal, honestidade não é exatamente o forte da maioria de vocês, não é mesmo?

      Excluir
    4. O problema nem é esse. A mulher falou asneira na TV. Mas ela não representa a grande massa de pessoas que se beneficiam do programa.

      O problema é que ela é apresentada como um resumo dos beneficiários do Bolsa Família. O que, sabemos, está longe da verdade.

      Discutir sobre esse vídeo é perda de tempo.

      Excluir
    5. Opaaaa, só os que pertencem à ala da esquerda é que são honestos então? Santa Zica, nos proteja!

      Excluir
    6. 9:13, onde você leu que "só os que pertencem à ala da esquerda é que são honestos então"? Eu acusei a maioria dos anônimos daqui, e particularmente o imbecil cujo comentário rasteiro e preconceituoso eu não preciso reproduzir.

      Pode guardar o rosário, portanto.

      Excluir
  10. Muito bom! Ainda acho bizarro que as pessoas se choquem com tanta coisa mas não se choquem com a miséria.

    ResponderExcluir
  11. Muito bom! Ainda acho bizarro que as pessoas se choquem com tanta coisa mas não se choquem com a miséria.

    ResponderExcluir
  12. Como uma pessoa de pensamento direita devo me manifestar, eu sou contra qualquer tipo de cota e bolsa qualquer coisa, sou contra os valores gastos com os nossos políticos, pra minerados deveria ser um cargo voluntário a meu ver, mas isso nao vem ao caso, eu sou a favor da distribuição da riqueza de forma em serviço bem prestados a população, com boas escolas, segurança e saúde publica justa, porque assim eu nao precisaria pagar a mais do que eu já pago pelos serviços, o que funciona para esse povo êh colocar industrias dando emprego, êh dando educação profissionalizantes, centros de pesquisa, isso tira as pessoas da pobreza, dando verdadeira estrutura para que as empresas

    ResponderExcluir
  13. Acho apenas que o debate devia alcançar a criação de eficientes mecanismos de saída, que não existem na prática hoje.

    ResponderExcluir
  14. Olha, todos deveriamos morar na Espanha. Lá tem boas escolas, tem tudo que a gente quer.

    E agora que a crise tá fú com eles, tem uma nova classe média descendente recebendo bolsa desemprego do governo que é de E$ 1.000,00 euros, por seis meses. São chamados inclusive de mileuristas.

    O Brasil tem muito a aprender com a Espanha...

    NelsonJoi@bol.com.br

    ResponderExcluir
  15. Eu jurei voltaria a visitar o Chuva só no ano que vem,não resisti mandou muito bem Baço...O que é indigno, vergonhoso e indecente é essa elite chupa-cabra, essa sim decadente e aqui muito bem representada por alguns anônimos , durante séculos mergulhou milhões de brasileiros na miséria e agora torce o nariz para a ainda modesta ascensão dos miseráveis que produziram. Vai procurar uma enxada para carpir pessoas e pessoas.

    ResponderExcluir
  16. Se fala tanto do bolsa família, programa do governo federal, e tal, mas até agora não vi ninguém falar do Santa renda, programa do governo estadual, do Sr Colombo, que até agora tem feito um belíssimo governo nas propagandas, mas que no mundo real é medíocre.
    Acho que é dever do governo federal dar condições de vida para para os cidadãos, o que tem q ser feito é a fiscalização destes recursos, assim como com as obras da copa/olimpíada, emendas de deputados e senadores, Pactos do Estado Etc.

    ResponderExcluir
  17. Direita, esquerda, direita, esquerda, vooooolver!

    ResponderExcluir
  18. Putz...tem gente q cita essas frases...e nm ta sabendo q é um reaça...um direita atrasado...e tm gente q não cita essas frases e diz q é esquerda moderna...tem gente q até da uma "ajeitada" na frase...e diz q é centro...

    Acho q o mais importante é os tais 134 pilas (como diz meu pai)...q uma parcela da população pobre ta recebendo...agora que é um peixinho bem sem vergonha q tão dando é...e isso estendo ao valor do nosso salario minimo...ao salario de professores...

    E pra não ser condenado peleo texto de esquerda ou direita...vou tentar não ser de centro tbm...que tal dar o peixe, a vara, o barco, a farinha, o óleo, o gas, enfim...estamos nadando em dinheiro com o nosso Pré Sal...Du Won Wolff

    ResponderExcluir
  19. Baço,

    no geral, concordo com o seu texto, mas tenho algumas ressalvas que gostaria de listar:

    - O conceito de direita e esquerda é simplista. Muitas pessoas se consideram de esquerda mas tem opiniões ditas de direitas em pontos específicos. Isso não a torna iletrada e preconceituosa, apenas com uma visão diferente da sua em algum momento ou, simplesmente, desinformada.
    - O Bolsa Família é necessário sim, mas também é utilizado com meio de dominação política. Azar do PSDB que não fez isso antes.
    - O fato de ocorrer o boato da suspensão do programa não dá o direito das pessoas depredarem o patrimônio público, mesmo elas sendo pobres.

    No mais, concordo que o benefício é necessário, que além de tudo é pouco e que devíamos prestar mais atenção no dinheiro dado para a corrupção do que dado para o miserável do Brasil.




    ResponderExcluir
    Respostas
    1. André, um texto de blog é sempre simplista. Se eu quisesse dar complexidade escrevia uma tese. A direita é iletrada e preconceituosa, porque é a pequena burguesia hoje chamada classe média. Isso é parte de ser "desinformada". Mas eu referi "uma certa direita".

      Excluir
    2. Não é o texto que eu chamei de simplista, mas o conceito de "direita" e "esquerda", que já está ultrapassado e não contempla todas as nuances da sociedade.
      É uma forma de dividir as pessoas entre boas e ruins, simplesmente.
      Não existe esse monopólio da virtude, como muitas procuram reclamar. Seja de direita, esquerda, de centro ou da quarta-zaga.

      Excluir
    3. Meu caro André, vou fazer um copy paste de algo que já escrevi hoje: essa conversa de que não existe esquerda e direita é outra frasezinha marota que a direita inventou para evitar discussões a sério. Aliás, quem a usa é sempre de direita. E, sim, a direita é ruim porque não sabe o valor se ser solidário com o mais fraco.

      Excluir
    4. André, parabéns!

      Baço, mais infantil impossível!

      Excluir
    5. Gugu, dadá, Anônimo das 21:10.

      Excluir
    6. André, é muito oportuno manter as atuais definições simplistas de direita e esquerda.
      Como o Baço se definiu de esquerda, esquerda = pessoa de QI acima da média (burguesia da classe média?)
      direita = elite reacionária e burra

      Por que ele abriria mão de parecer uma pessoa inteligente?

      Aliás, se direita é tudo iletrada, preconceituosa e atrasada, o que seria essa "uma certa direita"?

      Excluir
    7. Baço, esse assunto vale um post seu. Estamos meio que desvirtuando o assunto aqui.

      Eu gosto de me enxergar um social-democrata (sem filiação política nenhuma).

      Minha simplificação de esquerda e direita é essa:

      ESQUERDA: liberal, preocupado com questões sociais, tolerante às diferenças. Enxerga o novo como uma oportunidade. Não necessariamente um santo.

      DIREITA: conservador, acredita na meritocracia, no self-made man. Enxerga o novo como uma ameaça ao seu status quo. Não necessariamente um bandido.

      Será que não existem pessoas com características dos dois? Que transitem pelo centro? Com opiniões de esquerda sobre um assunto, mas de direita em outros? Ninguém precisa estar dentro de um fôrma, dentro de um estereótipo criado pelos teóricos.

      Enfim...renderia um post.

      Excluir
    8. hahaha Uma aula! (não que tu tenha tido esta pretensão)

      Excluir
    9. Bem legal, André. Vou escrever sobre isso. E sobre a desgraça que é ser de esquerda em Santa Catarina.

      Excluir
  20. histeria, a gente vê por aqui!

    ResponderExcluir
  21. A Sherazade não é das 1001 noites?
    Tudo ver com o Lula e os 40 ...

    ResponderExcluir
  22. Bolsa Família para crianças até 6 anos de idade?
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=cuFH4E4SLmI

    8 anos recebendo o benefício? Não eram 6? Virou pensão?
    300 reais numa calça? Eu, que tenha felicidade de não precisar desse incentivo, compro as minhas pela metade desse valor.

    Há quem diga que ninguém se contenta em não trabalhar e se manter com uma miséria. Será? Todos os dias vemos vários jovens saudáveis que batem à nossa porta pedindo dinheiro ou ajuda. Entregam-nos bilhetes nos ônibus pedindo um auxílio. Quando oferecemos um trabalho para "trocar" pelo dinheiro, a pessoa some e nunca mais aparece. Por quê? Será só falta de oportunidade? Ou também existe um pouco de falta de vontade?

    Depois dos questionamentos, minha opinião:

    Penso que a pobreza e a fome devem ser erradicados sim!
    Acho que ninguém é idiota de pensar que uma família consegue ser sustentada por uma bolsa de 134 reais.
    Defendo o incentivo através da bolsa, mas nada que seja vitalício. Deve ser tratada como "uma ajuda num aperto".
    Deve ser limitada.
    Junto à bolsa, deve-se dar oportunidade de aprendizado e de trabalho aos seus beneficiados.
    Esse seria o caminho feliz: dar o peixe até que o pescador aprenda a tarrafear. Acho que é nisso que consiste o comentário da jornalista.

    Porém, parece melhor para o governo pagar uma graninha todo mês e deixar o "povo feliz" do que investir em estrutura, educação e oportunidade.

    ResponderExcluir
  23. Nunca na história deste país, a esquerda roubou tanto. E a explicação é bem simples: Antes não estavam no poder.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mas o roubo dá esquerda é totalmente justificável, é um roubo mais nobre, mais meritório.

      Além do mais é um roubo justo e merecido, pois conseguiram tirar os coronéis do poder.

      Excluir
    2. /\ e pensar que esse esse cidadão aí de cima também vota. Por isso esse país está na merda.

      Excluir
  24. Já não lembro se neste ou no ‘post’ da Fernanda, alguém lembrou dos milhões de reais do dinheiro público desperdiçados para salvar os Eikes Batistas da vida, o que parece não incomodar os que reclamam de ver seus impostos serem investidos no Bolsa Família.

    Eu postei uma matéria de uma revista que não se pode acusar de esquerdista, mostrando o quanto benefício mudou significativamente, e para melhor, a vida de mulheres que viviam, antes do benefício, uma vida miserável e, não raro, violenta. Mostrei números: 70% dos beneficiários trabalham, e não dependem exclusivamente do programa; o valor e a durabilidade do programa não são vitalícios e o recebimento do benefício está vinculado a algumas obrigações, tais como manter os filhos na escola; o rendimento escolar de inúmeras crianças melhorou depois da bolsa, em parte porque o programa instituiu a obrigatoriedade da freqüência e, com esta, veio o hábito, em parte porque comida na mesa, por simples que seja, ajuda no aprendizado; outros milhões já deixaram de receber o benefício e uma boa parte destes, o fizeram provavelmente de maneira voluntária, depois que viram sua renda familiar subir.

    Nada disso mereceu uma única linha de comentário dos anônimos, que se aferram a um vídeo visivelmente editado de maneira desonesta, como se aqueles 15 segundos, como se o que aquela mulher disse naqueles 15 segundos, expressasse a índole, o caráter, as intenções de todos os milhões de brasileiros pobres que recebem o Bolsa Família.

    Mas se um de nós afirma que a maioria dos que criticam o Bolsa Família o fazem movidos pela ignorância, o preconceito e o ódio de classe, nããããooo!!, claro que não. Fico tentado a pedir que vocês assumam mais corajosamente seus sentimentos e pontos de vista. Mas aí me dou conta que, afinal, não dá para pedir honestidade e coragem de quem nem assina o nome.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Clóvis, os comentários seguiram a linha do texto do Baço. Foram mais inflamados ou mesmo agressivos, porque o próprio Baço fez questão de reforçar a sua opinião, caracterizando como reacionários aqueles que não entendem (ou não querem entender o programa Bolsa Família).
      Dentro de qualquer sociedade civilizada, a oposição, o debate e a discordância argumentativa são benéficos pois estimulam o senso crítico e não deixam acomodados os que se encontram com o poder.
      Confesso que hoje eu possuo mais argumentos para defender o Bolsa Família ao qual, por ignorância minha, eu tinha apenas uma posição neutra. Achava necessário mas tinha a opinião que deveria ser temporário.
      Hoje, com base nos argumentos apresentados, sou uma pessoa muito mais favorável ao programa do que era antes.
      É esse tipo de discussão que me faz entrar nesse blog quase todos os dias, mesmo que as vezes eu tenha minha opinião contestada com mais veemência ou sarcasmo que eu gostaria.

      Excluir
    2. Mas André, é justamente por causa desta veemência e sarcasmo que é Ácida.
      E quanto à necessidade do post sobre direita e esquerda, ainda não consegui ver a necessidade, seria quase uma discussão sobre o porque existimos, um tanto repetitiva nos dias de hoje.

      Excluir
  25. Curioso que tenha tanta gente a discutir "teoricamente" o que é direita e esquerda por meio deste post e sequer perceba (ou não queira perceber) que não é exatamente disso que se trata, apesar de ser um pouco disso também. O bolsa familia, dadas as condições do Brasil, é menos uma questão de "ser de esquerda" do que de bom senso. Mas o serviço que o post presta, por amostragem, é mostrar o sentido e a amplitude da falta absouluta de sensibilidade social que há no Brasil. Esse conjunto de comentário exdrúxolos, idiotas, mal escritos é, por si só, material de estudo sobre a nossa sociabilidade regressiva. E sobre o video idiota que o Clóvis comenta, não há o que ser mais dito. Transferência de renda não se pauta moralmente, como se aquele mínimo que o sujeito tem direito, ele o devesse "merecer" "moralmente". É uma política pública cuja eficácia, que é notável, não será testada pelo "melhora moral" desta ou daquela pessoa. Os efeitos sociais - diminiução da evasão escolar das crianças filhas de famílias beneficiária que, a rigor, são as mais vulneráveis a evasão, por exemplo - produzem um ganho social, para todos, evidente. Mas tudo isso, que é quase da ordem do óbvio, não se vê e se nega, em nome de uma monstruosa falta de solidariedade social. Até filósofo do jornal do almoço ressuscitam para legitimar algo que essa classe média estamental e xexelenta brasileira nunca cultivou devido sua posição de privilégio e de mando, que é a inteligência. Parabéns Clóvis, Baço, pessoal da CA. E o resto que vá pentear macaco. Alexandre.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gracias, Alexandre. Felizmente ainda existe quem consiga ver o obvio.

      Excluir
  26. Bom dia!

    Eu realmente gostaria de dar uma contribuição significativa para a discussão.

    O problema é que faltam muito conhecimento de causa aos participantes destes comentários.

    Por isso recomendo a todos que leiam o blog de um Professor da FGV que escreve na Folha (a meu ver um jornal de centro direita extremamente tendencioso).

    O link está abaixo:

    http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2013/05/24/bolsa-familia-ajudando-o-brasil-que-voce-nao-conhece/

    É realmente esclarecedor...

    NelsonJoi@bol.com.br

    ResponderExcluir
  27. E mais:

    É desumano querer tratar os desiguais igualmente.

    NelsonJoi@bol.com.br

    ResponderExcluir
  28. Penso que o bolsa-família e outros programas de transferência de renda, políticas afirmativas, etc, desagradam uma parcela significativa da população, não pelos valores ou pela quantidade de beneficiados, mas pelo saldo positivo ao partido político que implementou esses programas, nesse caso um bastante envolvido em corrupção (pra não dizer mais sujo do que pau de galinheiro). Esse lamentável episódio do boato sobre o fim dos benefícios, lançado por “alguém”, de certa forma beneficiou o partido da situação, pois a presidente usou muito bem sua imagem para reforçar a continuidade e o suposto crédito do programa ao governo de seu antecessor, do mesmo partido. Como sabemos que no Brasil ainda existe o comércio de votos (formalizado com o implemento dessas politicas), seria interessante a adoção do o voto facultativo, sem débitos com o STE, como na maioria das democracias. Dessa forma o processo eleitoral no Brasil tornar-se-ia mais justo, pois cada um exerceria sua cidadania conforme a sua consciência política.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha José, o seu comentário é seu e em parte concordo com ele.

      Mas o que é bom observar é que o voto facultativo facilita a coerção. Ou seja, voltaremos ao tempo do coronelismo, onde nos rincões deste pais, os senhores do poder, quando identificavam alguma comunidade que não seguiria os seus preceitos políticos, as isolavam no tempo da eleição e não deixavam o povo votar.

      O voto obrigatório ajuda a coibir esta prática, pois se o cidadão não for votar, ele tem que justificar, dar o motivo.

      A maioria das coisas tem dois lados. Cabe analisar qual o lado menos ruim da história para defender.

      Abraço.

      NelsonJoi@bol.com.br

      Excluir
    2. José, eu já parti para a desconfiança de que neste país não exista a consciência política. Aqui funciona o oportunismo. Só isso e nada mais.
      E me entristeço porque poderíamos ser tão fortes, tão competitivos.
      Mas não, é cada um pensando em si e no próprio benefício. Políticos, empresários e nós mesmos fazemos parte dessa massa podre.

      Excluir
  29. esta discussão entre direita e esquerda vale para nós cidadãos e não a politica, poque em 1989 nunca se pensaria em afilhados de Lula e Borhausen no mesmo palanque. O PT que por algum tempo foi um partido de esquerda, após a carta do Lula aos brasileiros começou uma caminhada para o centro, e muitos do Antigo PFL que se tornou DEM e depois migraram para o PSD deixam a direita caminhando para o centro tambem. Por motivos diferentes mas hoje estes dois grupos estão no mesmo governo, isso sem falar no PMDB que sempre estará no governo, com o seu coronel Sarney sempre liderando...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É curioso este ato falho tão nosso, aqui do Sul. Sempre que falamos em coroneis e coronelismo, nos referimos a políticos do Norte e do Nordeste. Mas o que são Bornhausen e Luiz Henrique da Silveira? Coroneis, no que a palavra tem de mais tacanho, retrógrado, conservador e autoritário.

      E sim, você tem razão: uma boa parte do PT, pelo menos aquela que governa, migrou para o centro. Uma parte da direita, idem. Por outro lado, ainda acho válida a distinção, inclusive e principalmente levando em conta as muitas nuances no interior da esquerda e da direita.

      Eu já fui petista, filiado inclusive. Deixei o partido em meados de 1990, votei nele numa ou noutra eleição, anulei meu voto algumas vezes. Hoje, no Brasil, o partido que mais se aproxima da minha opção política é o PSOL, que ganhou meu voto nas últimas eleições. Mas não pretendo cometer de novo o equívoco de me filiar a qualquer agremiação partidária.

      Excluir
    2. Discordo. Os Bornhausen e LHS têm sim muita influência em SC, mas ela é restrita aos conchavos políticos. Se você perguntar a algum jovem catarinense quem é Jorge Bornhausen, provavelmente ele não saberá dizer ou adiará a resposta. Impossível comparar os políticos mais influentes de SC (ou do Sul do Brasil) com o falso paternalismo nordestino. O “coronealismo”, tal qual conhecemos no NE, nem passa perto daqui – graças a deus. Conhece São Luís, Fortaleza ou Salvador?

      Excluir
    3. O PSOL e talvez o PV são os únicos partidos realmente de esquerda do país.

      PSTU, PCO e outras abominações nem podem receber o rótulo de partidos. Vivem no século 19 ainda.

      E, ironia das ironias, o PC do B hoje é um partido de direita no Brasil...veja você !

      Excluir
    4. André, o PCdoB é uma piada de mau gosto, algo como o DEM da esquerda.

      E 11:26, não se mede o coronelismo apenas pela visibilidade de tal ou qual político. Você tem razão: aqui não há coronelismo tal como o conhecemos no Nordeste porque aqui não é o Nordeste: nossa história e cultura política são outras, os critérios de análise devem ser outros também.

      Por outro lado, há quanto tempo mesmo a família Konder Bornhausen literalmente manda no Estado, seja elegendo diretamente seus membros, seja nomeando outros, ou aliando-se com quem lhes oferece a opção de continuidade - como é o caso, agora, da aliança entre LHS e JKB?

      Isso me parece um critério mais razoável de análise do que perguntar a um jovem se ele sabe quem é Bornhausen.

      Excluir
    5. é SC também tem seus coronéis, Bornhausen, e LHS tem um domínio politico no estado enorme, e acho que tão cedo essa situação não muda, ainda mais com a possibilidade de uma nova triplice(PSD, PMDB e PT) aliança para apoio ao Colombo. Poderemos ver Ideli abraçada a Bornhausen na próxima eleição. Se pensarmos em Joinville, LHS segue cada vez mais forte,como coronel.E o cenário para 2016, vai depender do que o "Dr DelaH" fizer, continuando como esta seu governo, tendo o PT e o PSDB sem nomes de peso, a prefeitura pode cair no colo no "Dá pra fazer".

      Excluir
    6. Agradeço a Deus que o PT nunca colocou suas mãos no Estado de SC. Ainda somos politizados, não precisamos trocar nosso voto por farinha. Mesmo as cidades catarinenses que foram administradas pelo PT não querem mais saber desse partido. A propósito, o Estado menos pior desse país NUNCA foi governado pelo PT.

      Excluir
    7. Peraí, vocês vêm falar de coronéis em Santa Catarina com bandidos ocupando cargos no governo federal, apoiados pelo partido mais criminoso da atualidade? SIM, prefiro pastar nos campos dos Bornhausen, LHS, Amim e etc, do que comer feno nas mãos do Lula, Palocci, Dirceu, Genuíno e tantos outros crápulas, como vocês da esquerda de boutique fazem.

      Excluir
    8. Pelo andar da carruagem, não me surpreenderia ver na eleição do ano que vem o quadro que o André descreve: Ideli abraçada a Luiz Henrique e Jorge Bornhausen. Vejamos: LHS é um dos senadores da base de apoio do governo e tem se empenhado em articular uma aliança ampla, que incluiria o PT, para 2014. Faz parte desta estratégia manter quadros petistas no governo do Udo, que teve a oposição reduzida quase que a um vereador só: o Adilson Mariano.

      O PP do Amin também é da base aliada e o Colombo foi para o PSD, partido mais ou menos próximo ao governo, mas não se distanciou do raio de influência do Bornhausen. Da parte do PT, Lula e Dilma já deixaram claro que gostariam que se consolidasse, em SC, uma aliança com Luiz Henrique, ainda que o preço a pagar seja aliar-se, mesmo que tangencialmente, com os Bornhausen.

      Então, meus caros Arthur e o José M., eu lamento, mas a pretensa politização do "estado menos pior desse país" (risível, risível) de vocês não deu em nada. É o que dá preferir pastar: coroneis não respeitam gado. Eles os usam.

      Excluir
    9. Que fique claro. Nao disse que o PT é de esquerda. Politicas sociais podem vir de partidos da direita. So nao é tao comum.

      Excluir
  30. Quem é bom e competente se torna empresário, se torna profissional liberal de sucesso, e, consecutivamente, de direita.

    Quem não é se torna jornalista, professor... e, consecutivamente, de esquerda.

    Triste realidade...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sou empresário, profissional liberal e faturo pró-labore líquido de 20 salários mínimos e não me considero de direita, muito pelo contrário.

      Logo a sua teoria está furada.

      NelsonJoi@bol.com.br

      Excluir
    2. Exatamente, 11:18. Que o digam os banqueiros donos dos extintos Nacional e Econômico. Os executivos de algumas das empresas catarinenses, incluindo uma grand metalúrgica joinvilense. Que o digam Eike Batista. Gente competente, empresários de sucesso, profissionais liberalíssimos que salvaram seu patrimônio às custas do dinheiro público.

      Dinheiro, aliás, que saiu do imposto que você paga. Mas, claro, a se preocupar com isso, você prefere criticar o Bolsa Família e tagarelar o senso comum sobre professores. E por falar neles, quem foi mesmo que lhe ensinou o beabá para você digitar bobagens no computador? Um professor ou um competente empresário liberal de direita?

      Excluir
    3. Que bobagem do 11:18.

      É o pensamento simplista do texto mas com um viés contrário.

      Excluir
    4. Essa deve ser uma das coisas mais tontas que eu já li aqui, Anônimo.

      Excluir
  31. Demagogos. Doem uns dois milhões para estes esquerdistas frustrados que já se convertem para a direita de imediato.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. L. Carlos Prestes24 de maio de 2013 13:52

      Demagogos de uma figa. Deveriam visitar a minha delegacia.

      Excluir
    2. Manda lá os dois milhões, pá! Aí eu crio um jornal de esquerda.

      Excluir
  32. UÉËÉ !!!

    Mas não eu tinha visto na TV que o PT já acabou com a pobreza, tá sobrando emprego e ascenderam mais uns 300 milhões para classe média.

    ResponderExcluir
  33. José Baço é o pseudônimo da Marilena Chauí.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ahahahahaha. Boa!

      Excluir
    2. Porra, imagino que isso era para ser ofensivo, mas de fato acaba por ser um elogio. Das duas uma:
      1 - quem faz essa analogia certamente não está familiarizado com filosofia e nem com a obra da Chauí, uma das maiores intelectuais do país.
      2 - a pessoa está enganada a meu respeito, uma vez que, como já disse um radialista de Joinville, não passo de um pé-rapado.

      Excluir
    3. Hahahaha é uma constatação Baço.
      Fala-se tanto dos lugares comuns de direita, que nem percebem que muitas vezes a esquerda vai pelo mesmo caminho.
      Falta uma pitada de originalidade, só isso.
      Mas como você mesmo citou anteriormente, a ideia é ser superficial, do contrário você faria uma tese.

      Excluir
  34. O Bolsa Familia foi tão importante que já está sendo discutido ou replicado por muitos paises. Aqui no Brasil teve excelentes reflexos. Vou citar um que a sociedade como um todo reclamava responsabilizando o estado: a diminuição considerável da mendicância. Por que isso é um fato? Porque o programa preve um série de contrapartidas, dentre as quais a proibição da mendicância ou a da utilização de crianças para fazê-la.

    Outro ponto importante que vale comentar porque setores da sociedade vivem sim dizendo que BF é um estímulo a vadiagem, é o que está previsto no art. 21, § 1º, do Regulamento. Ali está prevista que a variação para maior da renda familiar per capita que habilitava a familia a receber o Bolsa Familia, não os descredencia imediatamente do ao benefício. Isso implica que não será necessário que os membros da família rejeitem oportunidades de trabalho com o intuito de manter-se no programa.
    O programa, pode ter falhas, mas tem demonstrada sua eficácia de forma muito visivel.

    ResponderExcluir
  35. Baço, eu não sei se é viagem da minha cabeça ou se tem a ver, mas tu não acha que as pessoas que afirmam que: não existiu ditadura no País, que o Coronel Ustra é uma espécie de salvador da pátria, que o Lula foi o pior presidente da nossa História, que o bolsa-família mantém a vagabundagem desta Nação, que a marcha das vadias é prá vadia mesmo, que "eu não sou contra gay mas...", que a greve da prefeitura é um absurdo e coisa de vagabundo, etc, etc , etc, estas pessoas não tem algo em comum?

    ResponderExcluir
  36. Corrigindo o texto postado hoje as 12:00 hs.

    O Bolsa Familia foi tão importante para o Brasil que já está sendo discutido ou replicado por muitos paises. Aqui teve excelentes reflexos. Vou citar um que a sociedade como um todo reclamava e responsabilizando o estado para solucioná-lo: a mendicância. A redução desse infeliz fenômeno é um fato positivo que teve no Bolsa Familia uma ferramenta eficiente, porque o programa preve um série de contrapartidas, dentre as quais a proibição da mendicância ou a da utilização de crianças para fazê-la.

    Outro ponto importante que vale comentar porque setores da sociedade vivem sim dizendo que BF é um estímulo a vadiagem, é o que está previsto no art. 21, § 1º, do regulamento. Ali está prevista que a variação para maior da renda familiar per capita máxima, que dá o direito a BF, não os descredencia imediatamente do benefício. Isso implica que não é necessário que os membros da família rejeitem oportunidades de trabalho com o intuito de manter-se no programa.
    O programa, pode ter falhas, mas tem demonstrada sua eficácia de forma muito visivel.

    ResponderExcluir
  37. Na minha humilde opinião, deveriam criar o "Bolsa Idoso".
    Não estou de brincadeira não!
    Ou acham que é fácil para uma pessoa que trabalhou a vida toda, se sustentar com um mísero salário mínimo? É, porque a maioria dos brasileiros aposentados se viram nos 30 para pagar luz, água, comprar comida, remédios e tentar viver com a dignidade que eles merecem. Muitos não tiveram a oportunidade de estudar porque já desde a infância tiveram que trabalhar para ajudar no sustento da casa. E seria muito bom se o governo não roubasse tanto e devolvesse ao povo o que lhes é de direito. Saúde e educação.
    Com certeza teríamos sociedade mais justa.
    Stefana

    ResponderExcluir
  38. Penso que é um programa necessário e importante, visto que todo cidadão deve ajudar os mais carentes, inclusive - e principalmente - o governo. Quem nasceu em berço de ouro, que nunca sofreu na vida pode criticá-lo, mas a realidade é cruel, há uma extrema desigualdade social. Falando de esquerda e direita, é importante esse embate. Sempre ocorrem calorosas trocas de ideias e a impressão que "nunca" há consenso. É exatamente assim que os pensamentos se transformam e as coisas mudam ao longo do tempo. Digo por mim que já fui extremamente radical e contra bolsa família. Discutir, conhecer melhor, trocar ideias nos faz aprender e evoluir nossos conceitos. Abraço! Getulio Fanezze

    ResponderExcluir

O comentário não representa a opinião do blog; a responsabilidade é do autor da mensagem