quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nem doce, nem azedo


POR FABIANA A. VIEIRA
Quando fui convidada para escrever no Chuva Ácida, confesso que me pegaram de surpresa. Desde o lançamento do blog alimentava o desejo de escrever algumas ideias por aqui. Fui pegar uns textos antigos que havia produzido para colaborar naquela época e me deparei com um azedume muito grande, então desisti de usá-los. Agradeci aos céus por minha estreia só acontecer hoje e assim poder começar um texto novo. Nem doce, nem azedo.

Então, já que é pra começar do zero, que seja para me apresentar. 

Sou jornalista, formada no Ielusc em 2003 - ano em que deixei para trás meu trabalho dentro de um escritório de advocacia para ingressar na assessoria de imprensa do então deputado federal Carlito Merss. De lá pra cá participei direta e indiretamente de muitos debates sobre Joinville e, principalmente analisei muito a política local. Trabalhar como jornalista de uma liderança local durante quase 10 anos foi um grande aprendizado em vários aspectos.

Convivi com muitas pessoas que viriam a se destacar politicamente, ora no governo ou mesmo na oposição, em outros partidos. Nos bastidores do poder me deparei com alguns egocentrismos e atitudes que me decepcionaram profundamente e em 2010 resolvi voltar para o Legislativo, aceitando o convite para assessorar a senadora Ideli Salvatti e, depois,  seu suplente Belini Meurer.

Quando estava quase com os dois pés em Brasília, resolvi puxar um pouco o freio e permanecer em Joinville. Ainda faltava realizar o desejo de trabalhar numa redação diária. Integrei a equipe do jornal Notícias do Dia, que me possibilitou conviver com grandes jornalistas da cidade. Trabalhar do outro lado do balcão foi uma das experiências mais prazerosas dentro da minha profissão. Pude novamente voltar às principais discussões da cidade, agora de outra forma - jornalisticamente.

Foi dentro da redação do jornal que enxerguei o contraditório de "fazer política" e isso me possibilitou oxigenar alguns conceitos como poder, eficiência, imagem, comunicação e, claro, política. Foi na redação do jornal também que percebi uma lacuna entre a cidade que temos e a cidade que queremos. E o que preenche isso, além da política, se chama comunicação.


Foi para observar a comunicação nas diferentes esferas que aceitei escrever quinzenalmente aqui no Chuva Ácida. Pretendo trocar ideias a respeito de Joinville (ou de qualquer lugar do mundo), sem deixar de lado o debate sobre a eficiência da comunicação, ou os prejuízos causados pela falta dela nesse processo. Afinal já dizia o velho Abelardo: "quem não se comunica, se trumbica".

15 comentários:

  1. Fabiana,

    Seja muito bem-vinda!!
    Que seja uma excelente experiência para você, e para nós leitores ;)

    Abraço

    Andreia Züge

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    1. Obrigada, Andreia. Toda experiência será válida ;-) Abraços

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  2. Sucesso nessa caminhada...

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  3. Bloquearam meu comentário... foi-se o tempo que o chuva ácida nao tinha interesses obscuros.

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  4. Fui eu quem bloqueou. Se você fizer o mesmo comentário assinando o seu nome e deixando bem claro quem é, eu libero. Reenvie, por favor.

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  5. Blz...sucesso pra vc...vamos transformar os seus textos doces em azedos...e os azedos em doces....com tanto comentarios q com certeza surgirão....

    Du Von Wolff...

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    1. É isso. Devagar chego na medida certa da acidez. Abraço.

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  6. Fabi,

    Não acredito que teus textos antigos sejam tão azedos. Isso é especialidade minha...rsrs! Sucesso, garota! Quem compartilhou 5 anos de Ielusc com você e acompanha tua trajetória conhece tua competência.

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    1. Valeu, Lela. Realmente eu tive uma boa escola...risos! Um beijo e feliz 2013.

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  7. Anônimos univos contra o ditador Baço que também censurou meu comentário só por que questionava a ética da nova jornalista do C A.

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    1. hahahaha pedindo ajuda aos outros anônimos?

      Não seria mais fácil você se identificar e ter o seu comentário publicado?

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  8. Venho conferir a estreia da Fabiana e me deparo com acusações de censura??? Porra Baço, não me venha confirmar a máxima q para se conhecer é preciso dar poder... Acompanho o blog desde o início e me divirto com os anônimos. Agora tô aqui curioso pra caralho sobre os coments censurados. Palavrão pode, Baço? kkkk

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    1. O ciberstalking é considerado crime em alguns lugares, Laerte (não sei se é no Brasil). Não foi censura, apenas um ato de higienização ética. Não é possível admitir pessoas que, escondidas pelo anonimato, venham ao blog atacar a honorabilidade dos outros para tentar compensar as próprias frustrações. E, como eu disse, se a pessoa quiser enviar o mesmo comentário, mas com identificação inequívoca, está liberado. Eu também curto os comentários dos anônimos, mas há linhas que não devem ser ultrapassadas.

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  9. Mas o anonimo alega q só questionou a ética da Fabi, sem ofensas... Libera Baço, a Fabi é grandinha pra se defender, assim como faz o Felipe, sempre assediado pelos anonimos

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