POR MÁRIO MANCINI
É a maior cidade do
Estado de Santa Catarina, com a maior economia, arborizada, florida (já foi mais) e, podemos até dizer, pacata para os padrões atuais. Está se tornado tão grande
que consegue abranger todos os conceitos já publicados, Nossaville,
Buracoville, Florville, que, por sinal, concordo com todos e acrescentaria Chuville,
Carroville, Multaville, etc.
Mas é a cidade que nos acolheu,
ou que escolhemos para viver, como toda cidade possui virtudes e defeitos, que
serão potencializados pela administração municipal.
No caso atual, os defeitos estão
saltando aos olhos, prefiro pensar que por incompetência, porque descaso seria
imperdoável. A última administração colocou a
cidade em um marasmo progressivo, inúmeras obras não saíram do papel, não foram concluídas
ou ficaram pela metade, a atual só aprimorou o processo, com certo requinte
autoritário, de certa forma, fictício.
Porém, nem tudo é ruim,
principalmente o que não depende do poder público. Nos últimos 20 anos, a cidade
mudou muito, para melhor; hoje conseguimos sair para almoçar após as 14h e
jantar após as 23h, ainda que sejam poucas opções, mas existem, acreditem, tem
que procurar.
Crescemos culturalmente, com o
maior festival de dança do mundo, entramos na rota dos shows, os ingressos nem
vem mais com Joinville/PR, como nos anos 80.
Ou seja, deixamos de ser a primeira chuva à esquerda, para quem vem de Curitiba.
Tudo isto para dizer que
Joinville é merece respeito, elogios, etc., mas também deve saber aceitar as
críticas construtivas, pois quando apontamos problemas não queremos apenas
polemizar, muitas vezes apresentamos soluções, ou algo próximo disso, que,
certamente, não será a ideal, mas serve, ou melhor, serviria para abrir o
debate construtivo, o que raramente acontece.
A administração atual parece
estar fechada em um casulo. Até aceita sugestões, porém de um clube muito
restrito. Sabemos que democracia demais atrapalha e saber dosar é essencial,
porém democratizar é necessário, em alguns casos, pode ajudar a evitar a tal “judicialização”,
um neologismo do atual alcaide. Ou não?
De fato, o que emana do privado é melhor, mais prático, mais rápido e, as vezes, menos custoso. O Brasil e todo as suas esferas políticas precisam é de um banho de liberalismo e capitalismo. Que a incompetente iniciativa pública deixe de mamar nos impostos e incentive a iniciativa privada, a legítima representante de sociedade, a oferecer serviços de qualidade aos cidadãos.
ResponderExcluirO prefeito que antecedeu ao "vácuo" foi o menos pior até o momento.
Penso que:
ResponderExcluir- Santa Catarina tem uma representação parlamentar federal muito fraca.
- Dentro de SC a representação regional de Joinville na Assembléia Legislativa é fraca.
- Ou seja, somos os fracos dentre os esquálidos.
- As últimas gestões municipais ficaram MUITO aquem do que necessita uma cidade com potencial de pujança.
- Por isso Joinville está perdendo espaço no cenário estadual e nacional.
- Jaraguá vem despontando em gestão pública e poderio econômico. itajaí aparentemente também está agressiva. O pólo tecnológico de Florianópolis está em evidência. Chapecó tem apresentado melhorias acima da média.
- Somos carentes de novas lideranças, o modelo de apadrinhamento político mostrou na úlitma eleição ter se esgotado.
- Chamem o Chapolim Colorado. Desculpem mais foi inevitável.
Só há uma coisa realmente boa em Joinville: Sua localização próxima de Curitiba e Florianópolis...
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