quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Da utilidade dos retrovisores

POR CLÓVIS GRUNER

O tcheco Max Brod, biógrafo de Franz Kafka, perguntou um dia ao escritor e amigo se ele acreditava existir alguma esperança “fora desse mundo de aparências que conhecemos?”. A resposta foi kafkiana: “Há esperança suficiente, esperança infinita. Mas não para nós”. Lembro-me do diálogo a propósito do segundo turno das eleições presidenciais, que encerram domingo próximo. Está a se vender demasiada esperança em troca do voto, tanto Aécio como Dilma. Esta mais diretamente, aquele quase sempre por metáforas que acusam a candidata à reeleição e seus eleitores de “olhar sempre pelo retrovisor” quando, diz ele, é hora de olharmos para frente.

Pois diferente do que prega Aécio, decidi meu voto no segundo turno – no primeiro fui eleitor de Luciana Genro, do PSOL – principalmente porque cultivo o saudável hábito de olhar sempre pelos retrovisores. Se em uma eleição toda escolha implica certo grau de incerteza e risco, porque não há garantias sobre como o candidato, se eleito, se comportará ao longo do mandato, o recurso ao passado pode servir para orientar escolhas no presente, além de nos ajudar a compor aquilo que o historiador alemão Reinhart Koselleck denominou “horizonte de expectativas”, o mais próximo que nos é permitido vislumbrar do que chamamos de futuro.

OLHAR PARA TRÁS UMA VEZ – De um de meus retrovisores eu vejo um país que em 2011 atingiu o menor índice de desigualdade social da história, muito disso em função do Bolsa Família: em 10 anos, o programa tirou cerca de 36 milhões de pessoas da extrema pobreza e contribuiu para a redução da mortalidade infantil em 40%. Também na última década, o crescimento real da renda dos 10% mais pobres foi de 91,2%. As políticas sociais implementadas ou ampliadas pelos governos petistas – e que provocam um surto de esquizofrenia em muitos eleitores tucanos – contribuíram para que neste ano o Brasil, pela primeira vez desde que o instrumento foi criado, ficasse fora do Mapa Mundial da Fome, depois de reduzir em 82% a população em situação de subalimentação.

Em outra área que me afeta sensivelmente, a escolaridade média da população de 25 anos ou mais aumentou na década entre 2002 e 2012, passando de 6,1 para 7,6 anos de estudo completos. O incremento foi mais intenso no ensino fundamental e atingiu principalmente os “mais pobres”, graças a programas como o Viver Sem Limite e o Caminho da Escola, destinados respectivamente à crianças portadores de deficiência e moradoras de zonas rurais e ribeirinhas. No ensino superior, entre outras coisas, a política de cotas ajudou a triplicar o número de negros nas universidades; o programa Ciência Sem Fronteiras levou 60 mil universitários para estagiar e estudar em universidades estrangeiras; novas universidades foram construídas, ampliando o número de vagas em instituições públicas federais; e aumentou a oferta de bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação.

(Você também pode dar uma olhada no retrovisor do Murilo Cleto, do blog Desafinado, com uma visão bem mais panorâmica que o meu.)

E OLHAR DE NOVO – No segundo retrovisor as imagens são menos agradáveis. Há a corrupção, mas sua presença nos últimos governos não me incomoda mais nem menos que nos anteriores, no que sou diferente de muitos eleitores, inclusive colegas deste blog, cuja indignação é bastante seletiva. Gostaria de ver todos os culpados presos, mas tucanos e aliados estão e provavelmente continuarão todos soltos. O discurso contra a corrupção, aliás, ajudou a alimentar uma indignação dispersa e sem conteúdo e a transformá-la em um ódio quase patológico dirigido principalmente contra o PT mas, não raro, generalizado e direcionado, indiscriminadamente, à esquerda. Na ausência de propostas, a oposição passou os últimos 12 anos batendo na mesma tecla, ciente de que se trata de um discurso de fácil adesão: ao menos em tese, afinal, mesmo o sujeito que estaciona em vaga proibida, pára o carro em cima da faixa de pedestres ou suborna um agente público, é contra a corrupção, não é mesmo?

Dos fragmentos de imagens que chegam do passado, me incomoda muito mais o viés conservador dos últimos governos, notadamente o último; as alianças comprometedoras, que acabaram por tornar figuras como a senadora Kátia Abreu parte da base de apoio de Dilma Rousseff, além de sua aliada nesta eleição; a ausência de uma política efetiva de garantia dos direitos humanos e das minorias, expressa na indiferença ou mesmo na truculência com que foram tratadas as demandas LGBTs e das comunidades indígenas, por exemplo; a subserviência aos grupos de comunicação, que impediu o governo de levar adiante o necessário e urgente marco regulatório, condição fundamental à uma efetiva democratização das mídias; a criminalização dos movimentos sociais e a repressão violenta, junto com os governos estaduais, das manifestações de 2013 e do #NãoVaiTerCopa, nesse ano; e, enfim, uma política de segurança pública equivocada, cujas escolhas nem de longe tocam no que é fundamental: a desmilitarização da polícia e uma nova política penitenciária.

O RISCO DO RETROCESSO – Na hora de decidir meu voto no segundo turno, isso pesou tanto ou mais que o conjunto de realizações sumariamente elencadas acima. Políticas de inclusão social são sempre muitíssimo bem vindas, mas cidadania não se constroi apenas pela inserção de novos consumidores no mercado, e nosso amadurecimento democrático implica, justamente, seguir avançando naqueles pontos onde os governos petistas – os dois de Lula inclusos – avançaram timidamente ou simplesmente não avançaram. A consciência disso ajuda a contabilizar os riscos de minha escolha e a ajustar minhas expectativas a elas: não acredito que iremos avançar muito mais nos próximos anos do que conseguimos nos últimos quatro.

Mas acredito, por outro lado, que as conquistas sociais elencadas acima, entre outras, são importantes demais para as colocarmos em risco com quatro anos de uma aliança historicamente pouco comprometida com elas. E que a candidatura do PT representa, hoje, se não a garantia mas a possibilidade de não retrocedermos ainda mais nas demais pautas, postas sob ameaça maior em um eventual governo tucano. É claro que, não importa quem seja o próximo partido a ocupar o governo, será preciso tensioná-lo para tentar garantir algumas mudanças que, principalmente os grupos e forças conservadores, temem e recusam, o que não será tarefa fácil. Não há certezas em uma eleição, mas olhar atentamente o retrovisor pode ajudar a evitar retrocessos e evita alimentar ilusões. Talvez não haja esperança suficiente para nós. Mas me satisfaz a ideia de que, no domingo, a memória pode vencer o ódio.

19 comentários:

  1. Clovis
    12 anos de governo do PT permitem uma visão panoramica. Obrigado pela dica. Ja tinha decidido tambén o meu voto depois do acidente de Eduardo Campos. E com certeza não sera na Dilma e na sua troupe de cleptocratas.

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    1. Jordi, em uma democracia cada um escolhe a troupe de cleptocratas que melhor lhe convém.

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    2. O Jordi sempre foi um arauto da moralidade e bons costumes, nada mais natural que escolher o Aécio....

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    3. Sim, porque se for para escolher a imoralidade e os maus costumes, podemos deixar como está.

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    4. Com certeza anonimo, vamos sair desta "roubalheira", desta "Venezuela", e eleger um bêbado, cheirador e ladrão, e o seu partido um dos campeões de ficha-suja e de processos na justiça.

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    5. Quais deles estao cumprindo pena na cadeia, amiguinho?

      Cada um...

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    6. Então, Manoel, segundo o Joaquim fundamental é não ser descoberto pra não ser preso. Ser honesto é só um detalhe insignificante.

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    7. Clóvis,
      A visão seletiva do Manoel também cabe na análise.
      Além disso, se os tucanos são todos ficha-sujas, porque o PT, em 12 anos de governo, não usou todo o aparato à sua disposição para levantar essas questões e colocá-los na cadeia? A Dilma sempre se orgulha da eficiência da Polícia Federal. Coloca os caras atrás dos tucanos. Por que não fizeram isso ainda? Não havia vontade do PT em fazer justiça nesse caso? Eles foram coniventes também com os tucanos ladrões como são com os do seu próprio quadro?
      E os que foram julgados e inocentados (como o Eduardo Jorge, por exemplo), compraram os juízes ou o sistema judiciário brasileiro? É essa sua conclusão?
      Fora isso que, o nosso mais importante orgão judicial brasileiro, o STF, formado por 2/3 de juízes indicados pelo PT, declarou como culpados os principais líderes do PT. Isso não causa, no mínimo, estupefação? O braço direito, o esquerdo e o pé direito do Lula são criminosos condenados. Isso já diz muito sobre o assunto.
      Mas, pela lógica distorcida do Manoel, se os tucanos roubaram, nós também podemos, não é verdade?
      Estamos abrindo um precedente perigoso com essa linha de pensamento unilateral.

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  2. Sabe o que eu acho engraçado no discurso do PT, é que eles pensam que inventaram a roda. Que somente eles investiram em educação e que somente eles foram responsáveis pelas mudanças sociais do país. Não vamos nos esquecer que desde 1994 com o plano Real, a vida de milhões de brasileiros mudou e melhorou muito e de lá pra cá foram anos de ascensão e conquista ininterrupta. O governo do PT fez parte disso e teve e tem seus méritos nessas conquistas, mas o PT não é o dono da verdade e nem descobriu o Brasil. Políticas sociais são muito importantes no nosso país e a meu ver deveriam ser políticas de Estado e não eleitoreiras. Porém, na minha opinião, não existe nada melhor para um país do que bons empregos e nós sabemos que o país tem se desindustrializado ao longo dos últimos anos, nossa educação, depois de 12 anos, ainda patina nas piores posições do mundo e os bons empregos continuarão surgindo na Coréia, na China, na Índia, mas não no Brasil. Devemos olhar para o passado sim e devemos ser justos em nossas comparações, principalmente com governos que ocorreram em tempos distintos, em momentos econômicos distintos mundo a fora. Mas acima de tudo, temos que olhar para o futuro. O que Dilma e o PT tem a nos oferecer? Acredito que o brasileiro custe a se contentar apenas com a manutenção do Bolsa família/Minha casa Minha vida/PRONATEC, são bons programas sim, mas só isso? e todo o resto? Continuaremos vendo uma Brasília gorda e os estados/municípios com o pires na mão? Continuaremos vendo o PT usar as empresas públicas e seus funcionários em prol de sua campanha? como faz com os correios, com os bancos, com ligações anônimas? Isso entristece a democracia brasileira. A ideologia esquerda/direita é muito importante, mas os discursos de ódio do PT contra qualquer um que queira tomar o seu lugar mostram a real face do partido que esteve escondida nos últimos 12 anos. O PT pode até ganhar domingo, mas sairá desta eleição muito menor do que entrou, pela falta de caráter dos seus líderes. Um partido com uma história linda, mas que deixou-se corromper pelo poder. Uma pena!
    Andy

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    1. Andy, coloca na conta:

      -Mentiras sobre um dinheiro sujo entregue a alguém que já morreu;
      -Contenção de dados “negativos” referentes aos índices de inflação, emprego e renda do IPEA;
      -Medida provisória assinada pela presidente para enquadrar Polícia Federal e evitar novos vazamentos de escândalos (alguém se lembra da PEC 37?);
      -Controle da mídia (sonho de consumo do sr. Rui Falcão);
      -Mentiras, calúnias, falsidades – jogo sujo.

      Isto tudo não é surpresa para ninguém. Dilma e outros comunistas da época se juntaram a um sindicalista espertalhão para colocar em prática, se não um comunismo leninista, um projeto de partido e de poder que beneficia as oligarquias em detrimento de uma protodemocracia conquistada com muito esforço pelos brasileiros. O meu alento é que, pelo andar da carruagem, a dona Dilma não terá vida fácil como presidente em 2015.

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  3. O que eu acho chato...é a opinião de alguns PTralhas...como se acham os donos da verdades...pensam q enxergam tudo...mas nm olhando para retrovisor...nm olhando para frente...conseguem sair de suas lamurias...para explicarem ou encararem a escancarada roubalheira desse governo e desse partido...se é esse modelo de sociedade...ou de governo que desejam...que alimentam a pobreza com dinheiro do orçamento de ministérios inteiros...e batem no peito que tiraram da liha de miséria milhares....mas ainda os mantem como escravos...ou na senzala...para obter o seu voto...eu não sei que futuro enxergam olhando para o retrovisor...fazer o q?...na democracia temos que ouvir e aturar bobagens escritas por pseudos "entendidos".. que surgem como defensores de uma ética que não existe mais...e de uma politica onde o que vale é roubar...e mentir....

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    1. O que eu acho chato... é a opinião de alguns anônimos... que na falta do que dizerem... e na falta de alguma opinião relevante... dizem sempre a mesma coisa... que não diz coisa com coisa... porque o que vale... é repetir sempre o mesmo chavão... porque repetir chavão não dá trabalho... mas ler todo o texto... e entender o que leu, sim...

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  4. Respeito sua colocação, mas não a entendo. É salutar olhar o retrovisor, mas um erro escolher o que se quer olhar diante da paisagem. O cenário mudou, a década de 90 é completamente diferente da década passada, e muito diferente da atual. Somos mais desiguais sim, menos miseráveis, mas mais desiguais por que temos um monopólio empresarial que suga as benesses de um estado corrupto. O grande mal dessa eleição foi dividir a população entre negros e brancos, gays e heterossexuais, norte e sul, justamente por não investir num diálogo franco com a população, fruto também de um país com total descaso pela educação. Não é possível nos contentar com 4,8 no IDEB, onde a escola pública financia a desigualdade social e conseqüentemente a violência que triplicou na última década. Temos governistas que insistem num modelo governamental falido, de séculos passados e que no meu ver já é um retrocesso em si. Precisamos mudar, é necessidade de nossa população, e a oposição que teve 12 anos pra se reinventar apresentou mais propostas do que Dilma, talvez não seja o ideal, mas é o que temos. Temos dois governos de esquerda concorrendo, um na linha mais Marxista e outro na Social democracia e acredito que os governos FHC dentro da conjuntura que vivia fez coisas boas ao país, não sou daqueles que olha os problemas do Brasil desde o descobrimento e condensa entre 1994/2002. Ao contrário do que Lula falou e uma certa vez fez uso para si “O Brasil não pode ter medo de mudar”.

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    1. Marco, vou responder o que considero pertinente em seu comentário. Por partes, como diria Jack:

      1-) Não entendi: como assim somos menos miseráveis mas mais desiguais. Somos menos miseráveis e menos desiguais, embora longe da igualdade - econômica, de oportunidades, de direitos, etc...

      2-) Modelo governamental falido de "séculos passados" é, no mínimo, um exagero levando-se em conta que o Estado brasileiro não tem ainda dois séculos de vida. Mas vou tomar assim, como um exagero, e só.

      3-) Acho legal você afirmar que a oposição, depois de 12 anos, apresentou mais propostas que Dilma. Sinal de que você leu o programa de governo de Aécio e vai conseguir atender um pedido que já fiz a um bom punhado de eleitores aecistas e nunca foi atendido, porque a eles basta espumar o ódio contra o PT e "tudo o que está aí": quais as propostas de Aécio? O que em seu programa de governo agrada a você, que é - assim parece - eleitor dele?

      4-) Por último, e o mais importante: não acho que o "grande mal" da eleição tenha "dividir a população". O Brasil é um país dividido, exatamente como divididas são todas as sociedades, e não há absolutamente nenhum problema nisso: é das sociedades que elas não seja homogêneas e que interesses divergentes surjam, em graus variados de intensidade, vez ou outra.

      Eleições, neste sentido, cumprem uma função a meu ver fundamental: desfazer essa visão conformista que nós brasileiros temos de nós mesmos, que não tolar a diferença, nem o conflito e tampouco o confronto. Agora, se você disser que o grande mal dessa eleição foi justamente transformar diferenças e conflitos políticos (tomado aqui o termo político em um sentido bastante amplo e mesmo genérico e que inclui o que você nomeou logo acima e um pouco mais) em uma guerra partidária que nem de ideológica pode ser chamada, aí estou de acordo.

      Não acho que o Brasil saia perdendo com o debate público e com posições e interesses divergentes, com nossa divisão, sendo trazidos à cena de maneira mais transparente. Acho que perdemos quando transformamos nossos adversários em inimigos e, ao debate, preferimos o extremismo e o extermínio.

      Abraços.

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    2. Esqueci de uma coisa e voltei: se você reler o texto, verá que eu não falo em votar olhando apenas o passado. Mas que não se pode negligenciar o passado quando se faz, no presente, escolhas que comprometem o nosso futuro.

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    3. Fico feliz em ter um diálogo decente e respeitoso, isso é raro por aqui. Como você dissecou meu texto, respondo-o estilo Jack também.
      1-Temos um modelo econômico voltado para a concentração da riqueza. O processo de aumento da desigualdade de riqueza no Brasil apontado pelo relatório do banco Credit Suisse, aparentemente, contradiz os estudos que mostram uma redução da pobreza e da desigualdade no Brasil. Acontece que os estudos realizados com base nos dados da PNAD, do IBGE, levam em consideração apenas a renda pessoal e não a riqueza ou o patrimônio das pessoas. Quem financiou o crescimento da renda da pobreza foi a classe média, e os ricos continuam acumulando mais do que a média. Assim sendo, sim, o país a cada ano que passa, concentra mais as riquezas, consequentemente, mais desigual.
      2-Modelo governamental não é particularidade do Brasil, mas todos os países têm, inclusive os países com mais idade. Partindo desse princípio óbvio, o Brasil não possui um modelo que atenda as novas necessidades da população. Possuímos um modelo totalmente corrompido e que beneficia o poder pelo poder.
      3- Responderei sem necessidade de pesquisar, afinal após acompanhar todos os debates e alguns programas eleitorais não vejo tal necessidade. Aumento das parcerias público-privado, controle das fronteiras, retomar tripé macro econômico, bolsa estudante para o término do segundo grau, tornar o Bolsa família politica de estado, reforma agraria, 10% do Pib para saúde, corte de gastos públicos desnecessários, corte de parte de cargos comissionados, meritocracia na gestão pública, responsabilidade fiscal, recuperação da Petrobras, etc...Dilma, do que prometeu, não entregou nem 30%...
      4-É uma obviedade a não homogeneidade de uma sociedade, absurdo é a promoção das diferenças tendo um caráter eleitoreiro. Como se por ser eleitor do Aécio, sou rico, assim teríamos mais de 30 milhões de ricos no país. A discussão dentro de um ambiente de campanha não favorece um diálogo honesto e progressista, mas divide. Prefiro dentro de um ambiente educacional, onde a verdade ali sim é almejada.
      Quanto a não negligenciar o passado, concordo plenamente. Mas olho o passado e vejo que por muito menos do que vimos hoje o Collor foi Impeachmado.
      E viva nós, por mostrar que é possível debater honradamente política na internet.
      Abraços

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  5. Vou me ater ao universo desta cidade, mas poderia expandir para muitas outras da região, assim como cidades médias "prósperas e de gente de bem" semelhantes.
    Se entrarmos nas redes para observar os comentários de páginas policiais, com certeza nos depararemos com comentários do tipo "tinha que matar mesmo, pena que não matou todos....". Se nos depararmos com um assunto como um acidente envolvendo um carro de luxo, vamos ver algo do tipo "também, com um carro destes....", ou "bota o nome do ricaço...". Se observarmos noticias referentes a alguma coisa positiva de avanços do País, veremos "não faz mais que o necessário" ou " eu quero o aumento da arena do JEC, o resto que se exploda". Se observarmos que esta cidade deu 135 mil votos para um político como Marco Tebaldi, aí a minha teoria se completa. A Marilena Chauí tem muita razão em relação a esta classe média (ou a aspirante ao posto).

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  6. Poxa, você podia colocar "Marilena Chauí" no início, pouparia o tempo de muitos leitores.

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    1. Puxa, você podia nos poupar de sua presença.

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