sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Joinville pode ser a cidade turística do Brasil!

POR GUILHERME GASSENFERTH

Calma, não aconteceu nada de diferente. Nenhuma notícia nova. É apenas uma constatação... O potencial turístico é enorme, e vou enumerar reivindicações na área aos candidatos a prefeito de Joinville. São apenas coisas que eu, um leigo, percebo. Há muito mais coisas.

Provavelmente eu escutarei: “não é viável”, “não dá voto”, “não tem dinheiro”. De desculpismo eu já estou farto. Quero ver nossos gestores pensando com criatividade, inovação, fora da caixa e pensando em como fazer, não em porque não vai dar certo.

Segue a lista de ideias e sugestões:

1. Mais atenção pro litoral joinvilense. A Vigorelli é alvo de chacota, mas mesmo sem infraestrutura alguma apresenta opções muito bacanas de comer frutos do mar – e com deslumbrante visual. É igual no Morro do Amaral. Comer um camarão ou filezinhos de peixe-espada, bebendo uma cerveja gelada, olhando a baía da Babitonga ladeada pela Mata Atlântica é um prazer que não tem fim.

1.1 Vocês sabiam que tem um bar flutuante em Joinville, onde você pode deliciar-se bem no meio da baía (em verdade, no meio do Rio Palmital, que confunde-se com a Baía)? Veja que beleza:

1.2 Não dá pra pavimentar o acesso? Asfalto, paver, lajota, sei lá. Fazer uma calçadinha? Colocar decks que respeitem a Natureza? Iluminação pública decente? Mais linhas de ônibus? Levar água encanada, esgoto e energia elétrica pros moradores e estabelecimentos? Melhorar o atendimento nos restaurantes?


2. Mais atenção pra Baía da Babitonga e Lagoa do Saguaçu. Vamos aproveitar melhor nossas águas? Uma vez eu vi o campeão mundial de jet ski, Alexander Lenzi, fazendo manobras e piruetas ao lado do Iate Clube de Piçarras, num espaço de água minúsculo. Isto despertou em mim a possibilidade de investirmos em esportes náuticos na Babitonga. Competições esportivas como remo, canoagem, jet ski, esqui aquático, entre outros, poderiam acontecer na nossa bela Babitonga. Dá pra construir uma arquibancada? Passeio de pedalinho?

2.1 E que tal incentivar as marinas do rio Cubatão e da Lagoa do Saguaçu? Fazendo com que gente de todo o país guarde suas embarcações por aqui?


3. Aproveitar a maior biodiversidade do Brasil. Será que não tem como aproveitarmos para explorar turisticamente (e ajudar a conservar e preservar) a maior biodiversidade do Brasil, representada pela combinação da mata atlântica, manguezais e baía da Babitonga?

3.1 Um parque do mangue, intermunicipal, com trilhas suspensas sobre o mangue, educação ambiental, quem sabe aquários naturais submersos, oceanário, demonstração do trabalho com as espécies marinhas – como no projeto Tamar, mergulho, incluindo manejo sustentável da pesca e do extrativismo marítimo, entre tantas outras possibilidades.


4. Mais atenção pro interior joinvilense. Os turistas e os joinvilenses adoram fazer coisas diferentes, e ressentem-se que tem poucas opções na cidade. Pouca opção uma ova! Nossas estradas rurais são um convite ao encantamento, principalmente para quem é de grandes centros e não conhece.

4.1 A Estrada Bonita é um exemplo, onde é possível conhecer as propriedades, verificar o processo produtivo e comprar produtos coloniais (turistas adoram estas coisas), andar de trator, ver como é um peru, uma vaca, uma galinha, um pato (sim, tem gente que não conhece estes animais)... Tudo emoldurado pela bela Serra do Mar, exuberante e verdejante.

4.2 Vamos incluir passeios de carroça!

4.3 Vamos incentivar a agricultura orgânica e abrir as fazendas pra visitação!

4.4 Vamos incluir a colheita turística, onde o turista ou visitante pode ele próprio colher das culturas produtivas dos sítios!

4.5 Vamos mostrar as lindíssimas pontes cobertas, especialidade da minha querida amiga Brigitte Brandenburg.

4.6 Vamos levar o turista pra gastronomia rural. Tante Berta, Serra Verde, Rio da Prata, Max Moppi, Hübener, entre outros.

4.7 Vamos dar estrutura para nossas belas estradas: Blumenau, Anaburgo, Piraí, Quiriri, da Ilha, Mildau, do Pico, entre outras.

4.8 Como aproveitar os saltos do Cubatão e do Piraí? Tem muita cidade ganhando em cima de cachoeiras bem menores.

4.9 Nosso interior é lindo, bucólico, cheio de rios, cachoeiras, bonitas paisagens, mas é abandonado.


5. Mais atenção pra serra joinvilense. Que cidade abençoada! Tem litoral, serra, interior e cidade. A subida pro Castelo dos Bugres, agradabilíssima, serve para todas as idades, são duas horas de caminhada tranqüila e a vista é deslumbrante. Vamos explorar isto (com respeito ao meio-ambiente, é claro!).

5.1 Vamos mostrar pro turista de aventura o nosso Monte Crista (reitero, com controle e usando isto como mais um recurso de preservação e proteção ambiental).

5.2 E o supra-sumo da Serra joinvilense, a estrada do Rio do Júlio. Consta-me que é a segunda maior florada de hortênsias do Brasil. A estrada tem hortênsias de um lado e do outro, é maravilhoso! Tem um hotel fazenda no fim da estrada, o Vale das Hortênsias, bastante agradável. Tem uma represa de uma pequena hidrelétrica desativada, é um belo lago. As casinhas são lindas, chalezinhos bucólicos. Quem tem máquina fotográfica não resiste à estrada. E parece que há uma trilha para descer a serra de bicicleta, a partir do hotel, até Schroeder. Há uma pequena igreja luterana, que tem 5 ou 6 cultos por ano (!), à exceção dos vários casamentos celebrados lá, pois é um primor. Toda de madeira, sendo o interior revestido por algo como mogno, com pinheiros, no alto de um morro ladeado por hortênsias. Veja que espetáculo!


6. Equipar os equipamentos. Os camarins e os banheiros do Centreventos não têm chave. Imaginem receber palestrantes internacionais e ter que ficar cuidando na porta do banheiro para ninguém entrar. Desagradabilíssimo. Nossos grandes equipamentos foram feitos às pressas, sem muito cuidado com acabamento e qualidade de obra. É por isso que a acústica do Centreventos é horrível, é por isso que tem goteira nas feiras realizadas no Expocentro Edmundo Doubrawa, é por isso que espaços para feiras e eventos como o Megacentro Wittich Freitag e o Expocentro não tenham climatização.

6.1 A proposta é investir uma parte do faturamento obtido pelo aluguel na própria estrutura, mantendo-a e, principalmente, melhorando-a.

6.2 Será que ainda precisa pegar alvará pra fazer evento no Centreventos? Isto é ridículo.

6.3 E eu estou falando apenas de coisas simples, quem organiza eventos tem uma série de reivindicações mais técnicas que eu desconheço. Se queremos ser uma cidade de eventos, vamos fazer por merecer.


7. Cuidar de nossos museus. O Museu do Sambaqui é referência internacional em arqueologia. Tá fechado! Poderia oferecer além da visitação no Museu, um passeio por algum sambaqui, para que as pessoas conheçam ao vivo. É muito mais divertido. Já pensaram que legal? Pode ser no Parque Caieira, o do Parque da Cidade ou até no Parque do Mangue que eu proponho no item 3.1. Ou em qualquer um, desde que tenha estrutura.

7.1 O Museu de Arte tem uma das construções mais antigas da cidade... vamos reativar o antigo bar do Museu, transformá-lo num café? E que tal realizar mais exposições?

7.2 No Museu da Imigração, é possível criar um espetáculo de som e luz, que em algumas noites conte a história da imigração por meio de projeção de imagens, ou sombras, combinadas com som, e quem sabe até atores de verdade, num bonito espetáculo ao ar livre, onde se poderia usar a própria Rua das Palmeiras e todo o espaço do Museu. Algo no estilo que há no Museu Imperial, um museu-primo do nosso, uma vez que o nosso além de também ser nacional, divide com o de Petrópolis parte da mobília da família real brasileira. Hoje em dia, museu bom é o museu interativo. E passeios de charrete nas quadras em volta da do Museu? Não seria bacana? Pelo menos aos fins de semana. Sabiam que o Conde D’Eu, marido da Princesa Izabel, da sacada do Museu discursou aos joinvilenses? Não, né? O Museu poderia abordar isso, mas se omite.
(A maior parte destas ideias é de autoria do amigo Paulo Roberto da Silva).

7.3 E o Museu de Bicicleta poderia atrair bastante gente, se fosse interativo. E, claro, se tivesse uma sede. E ainda tem o dos Bombeiros... na cidade com a corporação mais antiga de bombeiros voluntários do Brasil, com 120 anos a se completarem em 2012. Isto também atrai.

7.4 Eu até pensei em sugerir a criação do Museu da Cerveja na Antarctica, mas propor novos museus nessa cidade pode parecer piada. O Baço tem ainda a ideia do Museu da Chuva. É inusitado, mas não tem lugar melhor neste país pra este Museu. Parece não ser muito palpável, mas se o melhor museu do Brasil é o da Língua Portuguesa, em SP (recomendo!), por que não da chuva? E eu tenho uma ideia de um grande museu por aqui, mas que vou manter em segredo. Mas é bem legal!


8. Investir mais no embelezamento da cidade. Enterrar a fiação das vias de acesso e do Centro.

8.1 Plantar flores por todas as vias de acesso e as principais do centro.

8.2 Incentivar melhor o “Adote o Verde” ou como se chame o programa atualmente.

8.3 Investir na Rua do Príncipe, promovendo em conjunto com os lojistas a despoluição visual da via, a exemplo de Casa Sofia e Lojas Salfer.

8.4 Cuidar da Rua das Palmeiras (não ia ser um boulevard?).

8.5 Mais arborização.

8.6 Mais flores.


9. Consolidar a polarização regional. Temos diversas opções turísticas em cidades como São Francisco do Sul, Garuva (turismo de pesca muito promissor), Campo Alegre e São Bento do Sul. Joinville poderia aproveitar a condição de cidade com mais estrutura de turismo receptivo e promover passeios para estas cidades, durante o dia, mas com o turista baseado por aqui. É uma estratégia inteligente, que ajuda as cidades vizinhas e aumenta o tempo de permanência do turista por aqui.


10. Transformar os pontos em atrações turísticas. Turista adora qualquer coisa que você disser que é bacana, importante, histórico. Mas qual é o aproveitamento que nós fazemos disto?

10.1 Cadê o café colonial no nosso Moinho? O que dá para incrementar na Expoville?

10.2 Vamos potencializar a visitação no Bolshoi!

10.3 Vamos informar para os visitantes que no nosso Mercado Municipal, ali naquela praça, houveram combates da Revolta Federalista, com vários mortos! E me parece que dali saíram nossos combatentes para a Guerra do Paraguai. É isto, Paulo Roberto da Silva? E ninguém informa isso no Mercado Municipal, que, aliás, tem um bolinho de arraia que é uma atração por si só.

10.4 Por que na Estação Ferroviária não tem uma menção ao presidente Afonso Pena, o primeiro a visitar Joinville, que declarou então que “Joinville é o jardim do Brasil”, em 1906? Não tem nada, absolutamente nada. E turista gosta disto.

10.5 Vamos aproveitar melhor nosso lindo Morro do Boa Vista. Nosso Zoobotânico poderia ser muito melhor explorado. Vejam o parque Unipraias, em Balneário. Não tem como construir uma daqueles brinquedos que parece uma montanha russa pelo meio da mata? É demais! E o mirante, não pode ter um teleférico? Se o teleférico fosse pros dois lados, ligando o terminal do Boa Vista ao Centro, poderia ser até um meio de transporte. E um restaurante panorâmico lá em cima?


11. Investir em cabeças pensantes. Esta cidade provinciana carece de gente que saiba pensar fora da caixa. Que tenha sacadas brilhantes. Que resolva as coisas com criatividade. Contratem um profissional qualificado para transformar Joinville num pólo turístico de primeira qualidade. Que construa o que me refiro no item 13.


12. Treinamento, pelo amor de Deus! Nossos atendentes são muito mal treinados. Garçons, recepcionistas, taxistas, PMs, atendentes em geral. Cada joinvilense deve saber ser um guia turístico, mas estes em especial. É preciso investir maciçamente em treinamento, não só pelos turistas, mas também – talvez principalmente – por nós joinvilenses.


13. Investir na marca Joinville. O que é a marca Joinville? Eu não sei, mas tem quem possa ajudar melhor nisso. O Baço tem umas ideias muito bacanas a esse respeito. E outros também.

13.1 Temos que associar o nome Joinville ao que queremos. Eventos? Joinville. Turismo? Joinville. Serra e mar na mesma cidade? Joinville. Dança? Joinville. Bons museus? Joinville (doeu escrever isso). Cidade bonita, limpa e organizada? Joinville. Uma bela baía? Joinville. Biodiversidade? Joinville. Comida típica? Joinville. Arquitetura enxaimel? Joinville. Produtos coloniais e turismo rural? Joinville. Cachoeiras? Joinville. Turismo de bicicleta? Joinville. Trilhas na mata? Joinville. Mangue? Joinville. Arqueologia? Joinville.

13.2 É isto, precisamos associar nosso nome a coisas que queremos. Só que previamente é preciso investir tempo, recursos e – principalmente – criatividade nos itens 1 a 12 acima. Marca é tudo. Pensem em Gramado e Canela. Potencial nós temos muito mais. Mas eles investiram, dedicaram tempo, recursos e criatividade e hoje são um dos maiores destinos do Brasil. Lá, você paga 5 reais para entrar no Parque do Pinheiro Grosso e ver... um pinheiro grosso. Ou 10 reais para andar num trenzinho que faz um trajeto de 300 metros dentro do Parque da Cascata Caracol. E estes são preços de 1997, a última vez que fui pra lá. É a força da marca, meus caros. E pra não dizer que eu exagerei no negócio do Pinheiro Grosso, sim, isto existe, taí a foto.


Nosso potencial é gigante. Precisamos de uma Joinville mais turística para os visitantes da cidade e os de fora. Turismo é a indústria limpa. Gera empregos, aumenta a arrecadação, melhora a cidade. Precisamos pensar e trabalhar muito, mas é possível chegar lá.

20 comentários:

  1. A questão do turismo em Joinville parece matéria eleitoral, pois normalmente só ganha força a cada 4 anos. Boa parte do que colocou, Guilherme, já estampou muitos planos de governo dos ultimos anos.
    A questão da área costeira depende do ordenamento, do respeito da legislação e do investimento público. Só para exemplificar, se o licenciamento de marinas privadas é tão caro e restritivo, por que o poder público não investe em duas ou três públicas ou em parceria?
    Por que na atual Lei de Ordenamento reserva uma imensa região que é um santuário como o Paranaguamirim para indústrias, afrontando a vocação natural desta região que é o ecoturismo?
    A Vigorelli está com uma ação de desocupação há anos pela Justiça Federal e MPF; por que o municipio continua defendendo aquela ocupação desordenada, já que não consegue nem fiscalizar as inúmeras casas e loteamentos clandestinos que brotam diariamente no meio do manguezal e restingas depois da Vila Cubatão?
    O Parque Caieira está até hoje com o mirante interditado, e o Zoobotanico com os viveiros e animais em péssimo estado, e sem vigilancia e monitoria eficientes.
    Todas estas omissões e erros só servem para desmoralizar cada vez mais o Poder Público Municipal, que vive alardeando que é perseguido e que a legislação ambiental é muito severa. Por causa deste discurso vazio é que um certo Senador ajudou a mudar o Código Florestal, última barreira de proteção ao que restou de florestas neste País.

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  2. Ô Guilherme!

    Isso foi um artigo ou um plano de governo?
    Cuidado. Daqui a pouco vai ter coordenador de campanha te jogando "bombom". rsrsrsrs

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  3. Guilherme (o verborrágico) realmente te falta concisão. Sugestões a parte, vamos ao texto.
    A Prefeitura de joinville conta hoje com 4 receptivos, abertos todos os dias! Isso mesmo, sabados, domingos ,feriados, e assim por diante, estão localizados nas 2 entradas principais da Cidade, XV de Novembro e Otokar Doerfel, 1 na SC 301 seguindo para Serra Dona Francisca (Casa Krueger) e outro no Aeroporto, todos esses equipados com toda a infra-estrutura necessária para bem atender o Turista, temos mapas, guias, sugestões sobre gastrônomia, hotéis e passeios. Venha nos Visitar.
    Obs: Também contamos com um 0800-6435015. das 8h as 19h de seg a sexta e das 9h as 17h de sab a dom.
    Sobre todos os outros tópicos prefiro me abster, concordo em partes, discordo em outras e de fato o que fica é que realmente precisamos (iniciativas público e privada) melhorar e muito nossos equipamentos turisticos, a propósito, a tua lista já esta salva, para futuras consultas e estudos de viabilidade.

    Grande Abraço
    Tiago Furlan Lemos

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    1. Oi Tiago!
      Que bom que a Prefeitura tem estes 4 CATs. Já é um avanço. Defendo que estes CATs continuem lá, e até mais, que se inclua talvez também em shoppings.
      Contudo, é uma pena que infelizmente sejam praticamente subutilizados, né... Eles têm poucas opções de local para mandar os turistas, já que boa parte dos nossos pontos está interditado.
      E com certeza qualquer hora eu vou lá visitar vocês.
      Abraços e obrigado pela participação!

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  4. O problema é a pequenez dos nossos governantes. Alguém já se ligou no out-door de inauguração da Praça Tiradentes, que está lá até hoje, tapando toda a visualização da mesma e fazendo uma tremenda poluição visual de quem transita pela Santa Catarina? É só um exemplo de como a política está acima dos interesses coletivos.

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  5. Quando leio sobre o poder turístico de Joinvas tenho receio. Um ponto em especial provoca o receio.
    Faço referência o cuidado com o centro da cidade, especialmente as praças e a rua das palmeiras. É comum ouvir de leigos e "especialistas" afirmando a necessidade de "limpar" o centro. Retirar os indesejáveis (mendigos, usuários de drogas [não faço de maconha, que não é uma droga],ambulantes, artistas de rua, mulheres, homens e travestis em condições de prostituição, sem tetos e tantas outras pessoas que sobrevivem nas ruas centrais). A velha "política pública" de higienização no suposto "coração da cidade", o centro.
    Sinceramente, basta olhar para as páginas da História, basta começar a leitura da formação da República no Brasil até o presente momento. Todo processo de "limpeza" foi marcado por abuso de poder, violações dos direitos humanos....
    Por isso, peço cuidado com o debate de "reforma", "revilitização" e afins, pois nas entre linhas temos práticas autoritárias.
    Maikon K

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    1. Oi, Maikon! Obrigado pela visita e comentário.

      Concordo com você, é preciso ter cuidado com o abuso de poder e violações de direitos humanos. Por revitalização eu quero dizer apenas em relação à parte física. Mas pode que quem leia compreenda errado.

      Abraços

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    2. Em adendo às suas palavras Maikon, se me permite, gostaria de reforça-las com mais uma opinião.
      Para isso faço um pequeno histórico.
      Em 1974, saí de Joinville, onde nasci, me criei, me formei e depois casei, para ir trabalhar em Florianópolis, onde morei por 33 anos.Retornei em 2007 e aqui permaneço até hoje. Não preciso dizer que a cidade que encontrei estava muito diferente da que deixei. Em alguns aspectos, irreconhecivel até. Mas o que mais me incomodou, e incomoda até hoje, é o estado da nossa eterna rua principal, a rua do Príncipe.
      Voce já abordou um aspecto negativo. Abordarei outro.
      É incrível a destruição do patrimônio histórico existente naquela rua. Constatar que apenas um único imóvel foi mantido na sua condição original é algo desanimador. Parabéns à Casa Sofia que manteve o exterior do Club Joinville. Mas...e o resto? Se ao menos retirassem os letreiros, placas e cartazes que escondem magníficas fachadas, já seria um começo. Ver antigas portas e janelas em detalhes finamente trabalhados serem transformadas em vitrines de péssimo gosto, é de chorar. Alô prefeito Carlito!!! isso não custa muito caro.
      O prefeito Kassab quando assumiu a prefeitura de São Paulo alguns anos atrás, não quis nem saber. Mandou "passar o rodo" naquela bagunça do centro velho.
      Poderíamos fazer o mesmo, que tal?
      Ah sim, se não me falha a memória, a Farmácia Minâncora também está em bom estado. Talvez haja outros, vou pouco ao Centro.
      Mas considero esse desprezo pela nossa rua mais importante, a prova mais que evidente do pouco amor que demonstramos pela cidade.
      E não vou nem citar o velho Mercado Público que foi simplesmente erradicado. Só restaram fotografias.
      Ah que saudade!

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    3. Nelson, tem a Lojas Salfer também, na esquina da Rua do Príncipe (muito bem definida por você, nossa eterna rua principal, nos dois sentidos hehehe) com a XV. Está muito bonita.

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  6. Outra coisa: O Museu das Bicicletas era formado por uma coleção particular de bicicletas velhas, não existia uma curadoria, um cuidado com a histórias das bicicletas, menos ainda com a história dos-as ciclistas da cidade.

    Maikon K

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  7. Recentemente fui convidado a dar uma palestra a estudantes de uma escola pública aqui na cidade do Porto em Portugal sobre a minha cidade e cultura no Brasil e quando estava montando a tal apresentação com uma perspectiva marketeira percebi o potencial e a pluralidade de opções do nosso turismo em Joinville. Realmente são detalhes que não nos colocam no mapa turístico nacional

    Acho extremamente pertinente o que você colocou, em especial o que diz respeito ao Litoral, a baia da babitonga e a marca Joinville que infelizmente não nos associa a nada, exceto chuva.

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  8. Acabei de reler o texto e também os comentários!
    Sim, falta sim muita estrutura. Sim, falta sim muita divulgação!
    E principalmente sim, falta sim muita valorização por parte do próprio Joinvilense.
    Discordo de muitas outras coisas que já li, mas deste texto concordo com tudo. Afinal é a minha área(Turismo/ Eventos) que está em discussão, não acho um texto politiqueiro, acho sim um texto de muitíssima opinião, um texto inteligente, e com muitas verdades que não merecem ser apenas lidas por nós leitores deste blog, mas sim pelos nossos governantes e também pela iniciativa privada que tenha dinheiro para investir em parte destas idéias!
    Eu sinceramente amo Joinville, conheço boa parte destes lugares, valorizo a cidade, não gosto de textos que falem mal de Joinville, porque procuro além de olhar para as coisas ruins, valorizar as coisas boas da nossa cidade. E acho SIM que Joinville tem muito potencial para ser A CIDADE TURÍSTICA DO BRASIL. E quem sabe o Guilherme não daria um belo Secretário de Turismo!

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    1. Oi Patrícia!
      Obrigado pela tua participação! Como você é a da área do turismo, fico especialmente grato pelos teus comentários.
      Agora, quanto a ser um BELO secretário de turismo, só se eu nascesse de novo, pois a beleza é um atributo que por ora me falta.
      Hehehe
      Bjs!

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  9. Guilherme,
    Joinville "anda para trás" pois ao invés de incrementar seus tantos pontos belos e turísticos, acaba por "interditá-los: Museu Fritz Alt, Museu das Bicicletas, Sambaqui, Casa da Cultura e por aí vai. Percebe-se claramente que a preocupação dos gestores públicos em geral são iniciativas "politiqueiras", que chamem a atenção dos eleitores para uma reeleição, só isto. Quem assistir o filme "Dama de Ferro", em cartaz, perceberá o que é ser realmente um líder político, tomando decisões necessárias, e não somente "simpáticas" aos olhos do povo. Acorda Joinville!

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    1. Desculpe-me a expressão, Dra. Giordani, mas falta culhão ao poder público joinvilense.
      Abraço!

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  10. Chamem o Beto Carrero! Pelo que consta, de turismo e entretenimento ele entendia bem.
    A querida Joinville tem muitos potenciais turisticos a serem explorados. A cidade é cheia de possibilidades. O problema é que quem tem dinheiro e pode fazer investimentos, prefere fazer condomínios de luxo, marinas e o cacete, ou seja, para poucos usufruirem. E a maioria dos políticos sempre com aquela velha má vontade. Pensam somente em se dar bem. Tudo é um ranço desgraçado e enche as medidas. Pensando seriamente em jogar meu voto no lixo. Depois não posso reclamar? E daí? Adianta reclamar agora?
    Stefana

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  11. A grande verdade é que em nosso país, historicamente governo nunca foi visto como um prestador de serviços que precisa ter um portfolio de soluções que atenda seus clientes.

    Eu tenho 38 anos e quando era adolescente, lembro que nos conformávamos em não ter nada de volta pelos impostos pagos porque éramos uma país pobre.

    Agora, lendo artigos pela Internet, revistas, reportagens na TV, chegamos a um ponto de inflexão: batemos recordes de arrecadação, somos a quinta ou sexta (depende do câmbio) economia do mundo, uma das únicas a continuar crescendo em tempo de crise...e...cadê os serviços??

    O Brasil é orgulho pro mundo em muitas coisas, mas ainda somos uma potência econômica que não consegue prestar a seu povo serviços de educação, saúde e segurança - tendo recursos pra isso.
    (GENTE, O BRASIL NÃO EXECUTA 60% DO SEU ORÇAMENTO EM INVESTIMENTO POR INCOMPETENCIA DE GESTÃO - NEM COM CORRUPÇÃO CONSEGUIMOS GASTAR O QUE TEMOS!!!!)

    Adorei seu artigo mas minha opinião sobre este assunto é a seguinte. O cara que vai mudar o turismo (a educação, a saúde, segurança etc, etc, etc,) não é do partido A nem B nem C.

    O único capaz de mudar isso é você, Guilherme que escreveu este artigo. E você leitor, que teve acesso a ele. Nós temos que nos incentivar a participarmos do governo - não precisa se candidatar, não precisa ser político profissional!!.

    Qualquer cidadão pode propor um projeto na câmara de vereadores, através de um representante eleito ou, em vários casos, diretamente!.

    Por que não transformar suas idéias num projeto??

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  12. Parabéns pelo post Guilherme! Eu sempre falei isso para meu esposo que é Joinvillense, que a cidade um grande potencial turístico que não é aproveitado! Não existe nenhum incentivo turístico, nem aproveitamento do espaço público. Curitiba tem menos opções e conseguiu criar uma grande estrutura turística, criando parques e até cachoeiras, e criaram algo muito bom que é linha turismo, que possibilita qualquer turista a visitar a cidade. Os centros turístico de Joinville só fornecem uns mapas que não servem para nada se vc não está de carro, pois não existe linha de ônibus com horários viáveis para tal visitação, e se vc não está a fim de alugar um carro tem que se conformar a visitar o centro desfigurado de Joinville, que não tem mais nada de cidade das flores.

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  13. Enquanto meia duzia de empresários que dizem amar Joinville, só explorarem o turista e não o turismo que tem um dos maiores potenciais adormecidos do Brasil, ninguém vai fazer questão de entrar em Joinville pra ver uma Praça da bandeira depredada, um museu fechado, uma Praça das Palmeiras, uma praça Nerue |ramos sem Flores, uma rua XV medieval, uma 9 de Março abandona e por aí vai....

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