quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Deve ser assim mesmo...

POR FELIPE SILVEIRA

Nós, joinvilenses (os nascidos e os que aqui chegaram depois deste fato), temos um problema com o passado.  Cidade industrial, Joinville sempre funcionou mais ou menos do mesmo jeito que a “firma”: poucos mandam, muitos obedecem. Assim, carregamos essa mania feia de aceitar calados os mandos e desmandos daqueles que se auto-denominam poderosos. Talvez por medo do livro negro, sei lá... Sabe aquela lenda de que todos aqueles que incomodavam (reclamavam direitos?) tinham o nome marcado em um livro negro e nunca mais pegavam emprego na cidade? Ah, não conhece? Bom, eu ouvi isso dos mais velhos, mas sabe como é lenda, né?

Essa mania feia – e claro que não é uma particularidade joinvilense – persiste através dos tempos. Mesmo que a cidade tenha mudado, se tornado mais comercial e desenvolvido a área de serviços, mesmo que as leis garantam os direitos e que já não seja feio ser visto nas praças, a mania de deixar alguém mandar persiste. Uma mania que pode ser vista quando alguém diz “isso é assim mesmo”.

Mas o que eu acho mesmo inadmissível é a importância dada para certas entidades e empresários nesta cidade. Não dá para entender porque um representante de uma associação empresarial é convidado para um debate sobre mobilidade urbana ou convidado para qualquer outro debate. É evidente que, se ele representa uma associação empresarial ou comercial ou sei lá o que, ele vai defender os interesses de tal associação, e, consequentemente, não vai defender o interesse das pessoas e da comunidade. Vamos continuar dando essa importância a eles? Vamos admitir que a imprensa esteja sempre bajulando esses caras? Vamos admitir que uma das ordens de serviço mais aguardadas pela população joinvilense seja assinada na Acij, pelo governador, como se a entidade tivesse alguma ligação com o fato?

É estranho notar, também, que em determinados momentos, quando os empresários deveriam falar, eles se calam. É o caso do debate sobre transporte. Onde estão os empresários nesta discussão? Eu esperava que eles dialogassem com o povo – que está debatendo – sobre o melhor modelo de transporte para a população. E imagino que defenderiam o deles, claro. Eles acreditam que o modelo deles é o melhor, né?

Parece contraditório querer que eles se calem num parágrafo e debatam em outro, mas não é. Há momentos em que determinados empresários têm a obrigação de participar do debate, e não usar de outros canais (pelo telefone, sei lá) para exercer e chegar ao poder. A questão ambiental, por exemplo, exige que cada um explique o que faz e o que não faz. Há debates públicos, que exigem a participação. O que é bem diferente da bajulação que estamos acostumados a acompanhar.

Para finalizar, também acho incrível o boato de que certa família é dona de 1/3 das terras dessa cidade. Só pode ser outra lenda, né? Não há outra explicação. Porque, convenhamos, é terra a dar com o pé. Enquanto isso, milhares deixam a metade da renda da família para o aluguel, outro quarto da renda para o transporte, e torcendo para sobrar um pouquinho para a comida. Teatro, música, ingresso para o jogo do JEC ou do time de basquete, cinema, dinheiro para um jantar com a namorada? Que isso? Parece que algumas coisas são assim por aqui.

Eu não acho justo, mas, isso deve ser assim mesmo...

P.S.: O colega de blog Charles Henrique já tratou da importância excessiva dada às entidades empresariais aqui no Chuva Ácida. Assim que eu achar o link, compartilho com vocês.

56 comentários:

  1. Ótimo texto. Nem parece escrito pelo mesmo autor da "Bolha". Achar que todo rico é safado é tão preconceituoso qto achar q todo pobre é ladrão.
    Joinville continua tendo um dono, sendo LHS o da vez. Quer empurrar um empresário-gestor cuja empresa vem no vermelho a 5 anos, como se administrar uma cidade tivesse alguma relação com administração empresarial. Ruim com o Carlito, pior sem ele.

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  2. Se você achou que eu disse que "todo rico é safado" no texto da bolha eu prefiro nem aceitar este elogio, Laerte. Possivelmente tu não entendeu este texto também.

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    1. Comunicação não é o que eu falo, mas o que o outro entende. Na "Bolha" está evidente o receio que um grupo de ricos atinja uma suposta aspiração política. De onde vem esse receio? Qual a conclusão que pode o leitor tirar disto?

      PS: Talvez tu não entendeste meu elogio

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  3. "...como se administrar uma cidade tivesse alguma relação com administração empresarial."

    Poxa... e eu que achava que o Laerte sabia o que escrevia. Pra mim, mais uma baixa no blog.

    E Felipe, no seu texto suicida de outrora, você escreveu o que todos leram, o que esta lá, e não o que você agora, eventualmente, gostaria que estivesse ou gostaria que os outros tivessem entendido.

    A palavra escrita, por mais tola que seja, não tem volta. O melhor que você faz é, daqui a alguns meses, admitir a insensatez de seu texto e posicionar-se decentemente, abrindo mão do preconceito ignorante que você expressou com veemência. Um pedido de desculpas fará bem a sua imagem, e muitos irão, enfim, nutrir algum respeito por você.

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  4. Anônimo, do seu respeito e do respeito de gente como você eu não preciso. Se você não sabe ler, o problema não é meu. Aliás, é, porque eu tenho que aturar esse tipo de comentário imbecil. E o melhor que você tem a fazer é se esconder no anonimato, pra não passar vergonha pelas bobagens que escreve.

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    1. "Se você não sabe ler, o problema não é meu."

      "Se você achou que eu disse que "todo rico é safado..."

      Me lembrou aquele quadro do programa Casseta e Planeta, onde sempre aparecia um sujeito em saunas com gays e coisas do tipo, sempre cercado por gays caricatos, mas, sei lá porque, tinha a necessidade de dizer o chavão do quadro: "Eu não sou gay! Eu não sou gay! Não é o que parece, eu estou aqui mas não sou gay"

      O som é até o parecido. "Eu não xinguei! eu não xinguei! Generalizei mas eu não xinguei!"

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  5. "passar vergonha pelas bobagens que escreve."

    hehe... disso você entende, mesmo que eventualmente não tenha consciência.

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  6. Mais uma vez provocando a galera, né Felipe? E mais uma vez parabéns, não perca a irreverencia, a falta de preconceito e a objetividade dos seus textos. Até a "saudosa bolha" ressuscitou nos comentários pelos incomodados que para mim também parece que nada entenderam.
    Ignorância é diferente de burrice. Na primeira vc não tem escolha, não tem acesso à informação. Na segunda vc não se informa por opção.
    Joinville tem muitas lendas, a do livro negro, a da familia que tem 1/4 das terras do municipio (e outra meia duzia que tem o restante), a de personificar no patrão o Deus que lhe tirou da miséria, etc, etc.
    Na discussão da LOT, é incrível que o governo municipal e a classe empresarial, que tanto reclamam do tamanho da malha urbana e por consequencia da impossibilidade de ofertar a infra-estrutura necessária, ficam caladinhos com a expansão escancarada e absurda do perímetro urbano nas ART.
    A Camara e o governo carlito, quem diria, podem passar para a História como os grandes associados às personagens míticas das lendas citadas. É quase uma assombração.

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  7. Parabéns, Felipe. Tanto esse quanto o "Bolha" excelentes textos.

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  8. hehehe. Felipe, seu alter ego/clone escreve melhor que você. Encarne ele definitivamente que quem sabe decola.

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    1. O rapaz, é claro que o sujeito é o Baço, não o Felipe.

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  9. Não julgue os outros por si mesmo, anônimo. Não preciso usar outro nome ou deixar como anônimo para dizer o que penso. Quando julgo que não posso dizer algo com a minha assinatura ou com a própria voz, simplesmente não digo.

    Apesar disso, não tenho nada contra o anonimato ou uso de pseudônimos. Sou contrário apenas à maneira covarde como você e outros usam desse artifício. No entanto, eu já sabia que gente como você iria aparecer por aqui.

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    1. "Não julgue os outros por si mesmo", autor de "A bolha".

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  10. Felipe, para quem trabalha ou trabalhou com história, o que você constata em seu texto é ainda mais inquietante: os nomes e os sobrenomes, principalmente os sobrenomes, são os mesmos há décadas, o que significa, como você bem anotou, que os interesses a serem defendidos – e que geralmente prevalecem – continuam igualmente os mesmos há décadas. Que em quatro anos de governo petista a cidade tenha mudado tão pouco – ou não tenha mudado – neste aspecto, é de se lamentar.

    Ah! E eu gostei do texto sobre a “bolha”. Não o tinha lido quando ele foi publicado, li-o agora, por conta dos comentários aqui. E é o seguinte: se leitor anônimo não sabe o que é metáfora nem tão pouco que, quando se escreve, muitas vezes não se pode fugir a generalização, o problema definitivamente não é seu. Vivemos em um país de analfabetos funcionais, alguns por contingência, a maioria por opção.

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    1. Concordo com a conclusão de seu comentário Clóvis. E por todas as suas manifestações neste espaço, tenho a certeza que você é prova viva disto.

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    2. E "Clóvis", escreve ai, qual é o seu nome real?

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    3. Para Felipe, Anonimo e Clóvis, lembrei de Ghandi. Ele disse que "o que mais impressiona nos fracos, é que eles precisam humilhar os outros, para se sentirem fortes..." Infelizmente vejo muito isto neste blog.Imbecil, gay, analfabeto. Legal heim?

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    4. Só uma pergunta. Quem organizou o debate sobre mobilidade foi o AN, certo? O PT definitivamente não é o partido do jornal. Então, por que ele é culpado de o jornal ter convidado apenas ACIJ?

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    5. Mania de gente covarde nivelar todo mundo pela sua covardia. Segundo Anônimo, meu nome real é Clóvis Gruner, exatamente como assinado neste e em outros textos espalhados por aí. Poderia lhe passar mais informações a meu respeito, mas não sei o que você poderia fazer com elas. Sabe como é, não dá para confiar em quem não tem coragem nem de assinar o próprio nome no que escreve.

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    6. Sim, sei como é, meu machão vermelhinho. Mas ainda não és meu preferido, pois fico com a empáfia e capacidade de articulação do Baço.

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    7. O machão vermelhinho sou eu ou o Clóvis? Ou ainda acha que somos a mesma pessoa? Considerando que foi pra mim, respondo: Você poderia, então, encher mais o saco dele(Baço) e não o meu.

      [na verdade, o que me diverte mesmo é o anônimo achar que incomoda. Sabe aquela alegria de moleque encapetado, de fazer de tudo para tirar os pais do sério? Então, tenho certeza que essa é a satisfação do anônimo. Tá bom, criança, vou fingir que me incomodo de vez em quando, ok?]

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    8. Duas coisinhas.
      1. O Clóvis Gruner é mesmo o Clóvis Gruner. Existe. E é um velho parceiro dos tempos de esquerda festiva em Joinville.
      2. Larga deu, chulé. Não vê que eu estou de férias?

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    9. Não adianta Baço: algum anônimo vai insistir que eu sou um fake seu, e que você só entrou aqui com seu nome verdadeiro e disse o que disse a meu respeito para despistar o fato de que não sou quem você diz que eu sou, mas na verdade sou você usando o meu nome. Sacou?

      E para dar um pouco mais de requinte a sua capacidade de produzir heteronônimos e confundir os anônimos (sabe aquela coisa: o blogueiro é um fingidor, finge tão completamente e talecoisa): eu não vou poder ir a Jville. agora em fevereiro, por causa da tese, maldita tese, incontornável tese. Acho que a pizza no Fornão fica para o próximo verão.

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    10. Claro que o machão é o Clóvis. Até porque não sou eu que acho que ele não existe. Ademais, Felipe... para machão você não serve...

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    11. Como nós vamos saber, se vocês, anônimos, são todos iguais?

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  11. Tá ficando divertido esse negócio... o lance das adivinhações é ótimo.

    Último anônimo, junte mais dois provérbios chineses e já poderá dar palestras motivacionais. Eu não humilho ninguém. Já me viu xingar alguém com nome e/ou rosto? Enquanto anônimos, não podem ser humilhados. Portanto, o xingamento é serventia da casa.

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    1. Ehhh , quando o "bolha" xinga, xinga uma suposta classe inteira... Alienados...

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  12. Acho que o Blog devia ter por norma não responder comentários anonimos

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    1. Mas driblar esta situação seria muito fácil. Basta criar um e-mail, um perfil fake/falso.

      Muitos já fazem isto e, com o próprio perfil falso, ainda criticam os comentários anônimos (É claro que este não é o seu caso Laerte).

      Assim, entendo como mais honesta uma declaração anonima do que uma declaração de perfil supostamente verdadeiro mas sabidamente(ou não) falso.

      Bloquear os anônimos seria, em termos, legitimar a falsidade.

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    2. Discordo um pouco de você, Anônimo, mas também um pouco do Laerte.

      Já haviam políticas de aceitação de comentários prévios à minha entrada. A regra geral era permitir o comentário anônimo. Evidentemente, quando são ofensivos ou criminosos, não publicamos. Mas no geral, os comentários anônimos, mesmo quando provocativos aos autores das postagens, são liberados.

      Laerte, eu me divirto sobremaneira com os comentários anônimos. Uma das maiores riquezas do blog estão nos comentários, e os anônimos conseguem me divertir demais. Até hoje não me recordo de ter sido perseguido por anônimos como é o caso do Felipe, mas acho que se fosse o caso eu me divertiria igualmente.

      Por outro lado, caro Anônimo, mais honesto que tudo é assumir a identidade para postar o comentário. E eu ainda acharia mais legal que cada anônimo usasse um pseudônimo, ou um nome falso, assim eu poderia reconhecer os diferentes anônimos que aqui comentam e suas linhas de raciocínio.

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    3. Veja que coisa incrível: concordo com o anônimo.

      No mais, acho que até essas bobagens do anônimo tem a sua validade (pra gente ver o nível de ignorância que alguém pode chegar, talvez). Teremos, de vez em quando, bons debates, inclusive com anônimos interessados em bons debates.

      Por isso não sou contra o anonimato aqui no blog. Para os excessos há moderação.

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  13. Em Joinville existem cerca de 18.000 empresas que enquadram-se na Lei Geral da Micro e Pequena Empresas. Com 500.000 habitantes ( ativos e inativos), seria 1 empresa para 28 habitantes. Existem ainda os informais, profissionais liberais, autônomos e as médias e grandes empresas.

    Como podemos distinguir entre quem é povo e quem é empresário?

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    1. Você sabe de quem estamos falando, não é, Dirk?

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    2. É fácil, Dirk: é só comparar a relação dos diretores da Acij nos últimos, sei lá, 30 anos. Dá para sacar direitinho quem é empresário e quem é povo.

      Falando sério agora: não se trata de menosprezar pura e simplesmente a atividade industrial, mas de estar atento às relações por vezes promíscuas que se estabelecem entre os interesses empresariais (especialmente os dos grandes empresários) e os do governo, em detrimento muitas vezes de interesses efetivamente públicos.

      Não é um privilégio de Joinville, longe disso. Mas talvez por ser uma cidade que, apesar do porte médio, ainda tem uma mentalidade bastante provinciana, isso seja sensivelmente mais visível. Um exemplo: nos anos 90 (eu ainda morava na cidade), quando um ou duas, não lembro ao certo, das grandes montadoras quiseram instalar-se em Jville., a Acij decidiu dizer não, e a prefeitura referendou a decisão.

      O problema não era a concorrência - que os empresários, apesar de liberais, temem como o diabo teme a cruz - mas o "perigo" de que, com as montadoras, viesse o sindicalismo do ABC, à época bem mais combatico do que é hoje, e bastante perigoso para uma classe empresarial acostumada com o sindicalismo pelego que era regra em Jville., salvo raras exceções. Há outros exemplos da arrogância, e da tacanhice empresariais locais, e nem todas, infelizmente, são lendas.

      PS.: Sobre os anônimos: há exceções, honrosas, em que o anonimato é necessário, e mesmo um ato de coragem. Não é o caso aqui, obviamente. E como se não bastasse esconderem-se atrás do teclado, ficam aporrinhando com este papo de colocar em dúvida a identidade alheia. Em tempos de Google, em que tudo e todos são rastreáveis, além de covardia, é burrice mesmo.

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    3. É. Acho que estes anônimos são uns "burrengos" mesmo.

      Basta ler o texto deles e criar o juízo condizente.

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    4. Outro exemplo, bem mais recente Clóvis, foi a condição que certos dirigentes da ACIJ (inclusive um prefeiturável) estabeleceram para que a maior montadora mundial de veículos se estabelecesse às margens da BR-101. Condicionaram a uma política municipal de salários da indústria. Ou seja, o mesmo operário desta empresa pode ganhar X em SP ou no RS, mas em Joinville tem que ganhar Y para se adequar aos padrões locais.

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  14. As postagens com mais comentários do blog são as do Felipe. É o campeão!

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  15. Há 6 anos, eu organiza os arquivos do Centro de Direitos Humanos de Joinville. Na minha aventura solitária nos documentos, imagens e recortes de jornais, encontrei uma pasta com artigos e documentos do próprio CDH sobre a exploração e a violência de gênero realizado dentro de uma fábrica joinvilense. Eu fico pensando se o gestor vencer a eleição. Aí que o funcionalismo público vai funcionar de verdade, pois todos serão amarrados pelos pés nas suas mesas de trabalho. Aí sim, Joinvas vai crescer e desenvolver.
    Maikon K

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    1. Tai ó. Mais um ato de covardia dos anônimos nominados.

      Em breve aparece um "Malcom Y" qualquer dizendo que leu arquivos e viu fotos do Felipe abraçando o Fidel Castro ao lado dos restos mortais do "Che" (bem que ele ia gostar da invenção...)

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    2. Sério, eu me divirto com os anônimos. Mas de vez em quando é tão sem graça, tão ridículo, tão bobinho, como esse último comentário, que não dá nem pra rir.

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    3. "exploração e a violência de gênero realizado dentro de uma fábrica joinvilense. Eu fico pensando se o gestor vencer a eleição."

      Nesta lógica:

      Prenderam o presidente da FUNDEMA, secretário do Carlito, por corrupção ativa entre outros. Assim, eu fico pensando se o gestor (Atual Prefeito) vencer a (re)eleição." Aí sim, Joinvas vai crescer e desenvolver, pois todos serão corruptos e o dinheiro vai rolar solto.

      Quanto ao caso da empresa têxtil (que não amarrou ninguém na mesa, mesmo o "Maikon K" sugerindo que havia lido), tendo como fonte o site "joinvilleemboatos.com.br", ressalto:

      "Helmuth Wodtke Jr., ex-supervisor da empresa, assumiu a culpa pelo ato e disse que não foi orientado pela Döhler a realizar o treinamento. A empresa ratificou a informação."

      Dirão então: Ahhhh! Mas ai pode, o Carlito, assim como o Lula, não sabia de nada... de nadinha... já o gestor, esse sim!!! Este sabia de tudo, tenho certeza. CERTEZA!

      Não quero defender o gestor, mas fiz tal consideração pois ainda acho curioso a cegueira e consequente atrevimento transloucado destes esquerdinhas culturalmente raquíticos. O que não é o caso do Baço, por exemplo.

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    4. "aos amigos tudo aos inimigos os rigores da lei"

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    5. Naturalmente que não.

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  16. Jamais falei em exclusão dos anonimos. Sugeri como norma não responder aos anonimos, assim, quem realmente quer debater vai precisar mostrar a cara. Não existe imparcialidade na escrita, todos que escrevemos almejamos algo. Para ser honesto tem q ter cara.

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    1. É verdade, Laerte. Eu havia compreendido errado. Mas concordo com o Felipe, há alguns debates com anônimos que são muito bacanas.

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    2. Ok Laerte, mas meu comentário acima continua o mesmo. De nada adiana uma "cara" fictícia, uma "cara" fake, um perfil falso. Ai sim, e apenas assim, a enganação será real e manifesta.

      Muito mais honesta a manifestação anonima.

      Um sujeito acima, que apenas inseriu um "Maikom K" ao final do texto, fez uma acusação extremamente séria, provavelmente uma calúnia (ou talvez sabe não), para uma pessoa que todos sabemos quem é. Não foi uma piada, uma provocação ou algo do tipo. Foi uma "denuncia" de crime. Tem validade a afirmação do "Maikon K"? Merece resposta?

      E se ele, para fortalecer eventual farsa, criar um perfil no google ou em outro que permita um login mas factível, ai terá validade?

      Ou então será preciso um cadastro com Carteira de Identidade e comprovante de endereço? Talvez.

      Particularmente, me nego a criar um perfil falso, aos moldes de muitos que já o fizeram por aqui. Prefiro "abandonar" o Blog, para deleite do Felipe, e abrir mão da repaginação mal acabada dos discípulos de Marx.

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  17. Já vai tarde.

    Ei, Maikon, tu tá subversivo mesmo, hein. Pro anônimo tu nem existe. hahahaha

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  18. Caso das funcionárias amarradas:
    http://www.joinvilleemboatos.com.br/2010/09/dezessete-anos-depois-envolvidos_23.html

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  19. Humm. "Subversivo!" Que "chique" heim Felipe.

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  20. "Ambev é condenada a pagar R$ 100 mil por humilhar funcionário

    Um ex-funcionário da Ambev no Rio Grande do Sul ganhou uma ação de R$ 100 mil por danos morais contra a companhia na qual alegava ter sido submetido a maus tratos e humilhação por não atingir metas de vendas, segundo informações da assessoria de imprensa do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
    O vendedor disse que trabalhou na Ambev de março de 2003 a julho de 2007 e era obrigado pelos gerentes a passar por situações vexatórias como usar "fraldão", fazer flexões e passar por um " corredor polonês", quando não atingia as metas. Ele alegou também que os supervisores da empresa usavam palavrões e apelidos pejorativos contra os funcionários. Procurada, a Ambev afirmou que não vai se manifestar sobre a decisão."
    Fonte:site terra.

    IMAGINEM ENTÃO SE O GESTOR DA AMBEV ACABA ASSUMINDO UMA PREFEITURA. SERÁ O FIM DA CIDADE. OU ENTÃO, CONFORME O "MAIKON K", SERÁ A SALVAÇÃO.

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  21. O tal gestor é diretamente responsável pelo episódio? Não! Nenhum gestor consegue controlar minuciosamente o que acontece no dia-a-dia do negócio que administra. O tal gestor puniu, repreendeu, demitiu o supervisor que submeteu as funcionárias a humilhação de serem amarras pelos pés, ou limitou-se a obrigá-lo a assumir sozinho a culpa pelo “deslize”? Se puniu, se demitiu (e eu não sei, mas acho pouquíssimo provável que o tenha feito), ótimo: deu sinais claros de que não é conivente com quem desrespeita os direitos e a dignidade alheia. Se não, é moralmente responsável, e exatamente pelo motivo oposto: o silêncio é um indicador claro da conivência com o desrespeito, a humilhação, a arrogância, o autoritarismo, etc. E quem é conivente e tolerante com episódios desta natureza na empresa que administra, não o será menos se chegar a prefeito. Se para o Homem Aranha grandes poderes trazem grandes responsabilidades, para quem é autoritário, grandes poderes trazem grandes oportunidades e a certeza da impunidade.

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    1. Concordo, em tese, com o pensamento.

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  22. Felipe Silveira para prefeito! Ops! Não dá! Felipe é honesto!

    Marcio Rocha

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