segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O que esperar de 2018? Que em 2019 tudo se resolva...


POR JORDI CASTAN
Janeiro é sempre tempo de fazer promessas, criar expectativas e de até mesmo previsões para o ano que inicia. E 2018 tem tudo para ser um ano emocionante. O mês começou com a nomeação de uma ministra do Trabalho que não cumpre a legislação. E ainda trará o julgamento, no dia 24 de janeiro, do ex-presidente Lula, em Porto Alegre. Lula pode sair de lá para a cadeia ou para o Planalto.

Fevereiro é tempo de carnaval, de festa, de alegria e de esquecer tudo. Como todos os anos, o Brasil será o pais de faz de conta, o País de Alice. Depois seria o tempo de começar a trabalhar. Mas essa é outra historia.

Março e tempo de celebração em Joinville. Talvez celebrar que ainda temos pela frente mais três anos de inépcia e incompetência. Ninguém deve esperar novidades por estes lados. O que não aconteceu até agora, continuará sem acontecer.  

Abril traz novos feriados. E nada melhor para um ano eleitoral que começar a conhecer os candidatos que estarão no páreo. Começa o período de desincompatibilizações. E  seguiremos com os mesmos nomes de sempre. Quem viver verá. Pouca chance de mudanças.

Maio já é tempo de começar a falar de futebol. A Copa do Mundo esta aí e nada melhor para o Brasil do que uma abundância de pão e circo. Aliás, cada vez mais circo e menos pão.

Junho é tempo de deixar a bola rolar. O planeta vai parar para ver o maior espetáculo da terra. A CBF deverá ter um novo presidente e é curioso imaginar quem poderá ser o candidato eleito. Como dizia um velho conhecedor do mundo da bola: "não há virgens na zona".

Em Julho, acabada a Copa, é tempo de falar de política. A campanha já estará a pleno vapor, mesmo que tecnicamente não tenha começado. De fato, há candidato que está em campanha faz mais de dois anos. Em Joinville, não devemos ter nenhuma mudança significativa e tudo deve seguir como até hoje.

Agosto é o mês do cachorro louco e tempo de alianças improváveis, de ver inimigos de ontem se abraçarem e compartilharem cama e mesa.

Setembro é tempo de festas e nada melhor para dar uma relaxada depois de tanta tensão e emoção. A campanha seguirá e a promiscuidade aumentará um ou dois degraus.

Outubro será o ápice de momento político. O clímax, o suprassumo do onanismo. Ainda que para os melhor classificados reste ainda uma segunda rodada em novembro.

Novembro, enquanto Joinville prepara a Festa das Flores, o Brasil vive um momento histórico. O grande dia chegou e o resultado das urnas garante que nada vai mudar. A máquina política funcionou, a perfeição o pais segue com passo firme em direção a um futuro incerto. Porque seja qual for o resultado das urnas, a única certeza é que nada vai mudar e que seguiremos escutando os mesmos discursos, as mesmas falácias e as mesmas mentiras.

Dezembro é hora de pensar em 2019, tempo de fazer novas promessas e acreditar que as coisas mudarão, sem entender que o Brasil, Santa Catarina e Joinville não vão mudar nunca se a mudança não começa por nós mesmos. 

E que venha 2019

5 comentários:

  1. Taís Tostes Graziano8 de janeiro de 2018 15:40

    Boa análise Jordi! Pior que é tudo verdade!

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  2. As eleições deste ano serão sangrentas, será o nível mais baixo da história. Que os candidatos estejam preparados para descer ao nível do PT e de seus asseclas.

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    1. Se for no nível do PT até que estará bom. O problema são aqueles que nem conseguem chegar nesse nível ou fazem o debate ir para o fundo do poço, assim como tentam os inúmeros anônimos deste site.

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  3. As pessoas como eu que não acreditam no futuro, parecem beirar num niilismo corrosivo,por quebrarem com os falsos ídolos da modernidade.Mas sua conclusão final remete ao estoicismo, que se volta apenas no controle de minhas ações,das ações individuais a única que cada indivíduo tem de fato. O futuro , é uma soma de atos tão enormes, e qualquer um que pense neste infinito percebe a impossibilidade de controle, por isso uma ilusão. E o que a historia mostra? Que toda tentativa de controlar o futuro gera uma realidade totalitária, visto a megalomania desde projeto. Da onde nasceu a necessidade de controlar o futuro?Simples do ressentimento e do medo. O medo das possibilidades trágicas e a necessidade de se preocupar com elas. E o ressentimento com o presente, estar longe de nossas vontades.

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  4. Eu iria entrar aspectos, partidários, falta apenas marcar que datas, esse ano tudo pode, com absoluta certeza iremos, ter carnaval cidade de Joinville, e também serão inauguração do viaduto av. santos dumont, grandiosa obra de nossa cidade, e oficialização da placa de inauguração EEM Bailarina Liselott Trinks, Vl. Nova, temos que achar uma data acredito bem próximo eleição, para dizer que obras estão acontecendo, essa é última vão aparecer aqueles velhas raposas, corrigindo aqueles deputados que conhecemos bem, ai aparecem resta saber se cabeça do pessoas da colônia dona francisca mudaram suas opiniões ou seguiram risca calendário, eu acredito que será conforme descreveu a risca!!

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