quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dove tira campanha do ar. Foi racismo?

POR LEO VORTIS
O mundo digital facilita o cotidiano. Mas também complica a vida para as marcas, que precisam estar cada vez mais atentas ao que publicam. Com a internet, tudo tem maior visibilidade. A semana foi marcada pelos protestos e acusações de racismo contra a Dove por causa de um filme exibido no Facebook, nos Estados Unidos. 

Numa pela feita para as redes sociais, uma mulher negra tira uma camiseta marrom e, no seu lugar, aparece outra mulher, de pele e camisa claras. O filme não a acaba aqui, mas a confusão é apenas sobre esta parte. Porque há um outro take em que a mulher branca tira a camisa e, no seu lugar, aparece outra mulher, mas de traços asiáticos.

Algumas pessoas não veem racismo. Dizem que os publicitários apenas marcaram touca na  montagem do filme. E contra-argumentam. Uma mulher de pele escura sendo substituída por outra de pele clara é racismo, mas uma mulher de pele clara substituída por outra de pele asiática (mais escura) não gera controvérsia.

O fato é que as reações negativas dominaram as redes sociais. Os mais exaltados dizem que é claramente um anúncio racista, uma vez que a mulher negra estaria sendo “branqueada”. As críticas ganharam tamanho eco que a marca foi obrigada a emitir uma nota pedindo desculpas por ofensas causadas. E retirou o post da sua timeline.

O problema é que o fabricante tem um historial nesse campo. Há poucos anos, a marca passou por situação semelhante, quando publicou um anúncio com três mulheres, mas posicionou a mulher de pele escura sob a palavra “antes” e a de pele clara sob a palavra “depois”. Deu rolo. E a marca também teve que pedir desculpas.

E se fosse num país pobre, será que isso aconteceria? Há anos o mesmo fabricante tem um produto chamado Fair & Lovely, comercializado na Índia, que branqueia a pele. Na comunicação, a marca associa o sucesso à cor da pele. Quanto mais clara, melhor. O Fair & Lovely existe há anos e até hoje os países ocidentais nunca se queixaram. O segundo filme (abaixo) é bem claro.



11 comentários:

  1. Racismo está nos olhos de quem vê.

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    1. É a merda do politicamente correto, esse tumor do século XXI. Daqui há cinquenta anos os estudiosos compreenderão o quão danoso foi essa política SELETIVA e HIPÓCRITA para o liberdade de expressão e a discussão honesta de temas importantes.
      Imaginem a Unilever, provavelmente a maior empresa do mundo, deliberadamente fazer um comercial racista de um produto que vende milhões de unidades/dia.
      É muita burrice e desonestidade.

      Eduardo, Jlle

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    2. Todas as eras tem um calcanhar de aquiles, aproxima tb terá sua caças a bruxas. Como diria Kierkegaard: "Pra que ser tudo pra anteriores e posteriores, para cada um sua tormenta basta."
      Sim o racismo existe não é uma questão de perspectiva, ele é uma das milhares de forma de maldade. O que acontece a esquerda se acha limpinha, defensora do bem. Ela de se achar tão boa não sabe orar o pai nosso.

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  2. Vc é negro, Eduardo?

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    1. Sou ocre, segundo o sistema CMYK da Pantone, na ordem 0-32-10-0.
      Por que?

      Eduardo, Jlle

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  3. A própria modelo disse que não é um caso de racismo, mas sim uma má compreensão da campanha.

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    1. Ahã, antes era apenas uma modelo anônima, depois do fuzuê do PC vai cobrar cachê em programas de entrevistas se dizendo vítima.

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    2. Há pessoas que medem as outras pela própria régua...

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  4. Absurdo...onde nós estamos. https://scontent.fjoi2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/22406131_1608822902472624_3374779372895793176_n.jpg?oh=53a6f5c7bd51b81fc994bda7d35d8e5c&oe=5A416E06

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  5. Uma negra que se transforma numa ruiva e depois que se transforma numa morena...
    Há racismo? Onde?
    Vão se tratar!

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