quinta-feira, 21 de março de 2013

A sua cidade é moderna? Faça o teste


POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO
Hoje proponho um teste aos leitores. É uma forma de tentar saber o quanto a sua cidade (qualquer cidade, em qualquer país) está no caminho da modernidade. Ou seja, se é feita a pensar nas pessoas. Como é óbvio, o teste tem os seus limites, uma vez que não é feito com bases científicas aferidas por um instituto qualquer. Mas permite um rápido diagnóstico. E, no final, pode conferir os resultados (que são baseados na minha opinião, claro).

1. O planejamento em termos de mobilidade urbana é feito a pensar nas pessoas. Ou seja, o cidadão tem prioridade em relação aos carros.
(   ) SIM (   ) NÃO

2. Há um grande leque de opções destinadas ao lazer da população, como parques, praças, jardins ou áreas verdes com boas infraestruturas etc.
(   ) SIM (   ) NÃO

3. O transporte público é de qualidade e tem opções intermodais (mais de um tipo de veículo), oferecendo interfaces para o usuário.
(   ) SIM (   ) NÃO

4. A mídia é independente, informativa, educativa. Não existem os tais canetas ou bocas de aluguel.
(   ) SIM (   ) NÃO

5. Os turistas têm coisas relevantes para ver, como museus, monumentos, espaços culturais. O calendário de eventos é atraente para o visitante e as opções de lazer são suficientes para reter o turista por mais que dois dias.
(   ) SIM (   ) NÃO

6. Os serviços públicos são capazes de atender as necessidades da população, mesmo levando em consideração as dificuldades econômicas por que passam as cidades.
(   ) SIM (   ) NÃO

7. Tem uma vida cultural efervescente e movimentos de vanguarda que vão transformando o espaço público num lugar que aponta para o futuro.
(   ) SIM (   ) NÃO

8. A economia da cidade dá prioridade às indústrias modernas e ecológicas, como as ligadas às tecnologias da informação e à sociedade do conhecimento.
(   ) SIM (   ) NÃO

9. A ecologia é uma preocupação. O lixo é separado, as ruas estão bem cuidadas, as áreas verdes são estão preservadas, os rios são pontos de atração para os moradores.
(   ) SIM (   ) NÃO

10. Há a uma preocupação com a inclusão digital, com o acesso das camadas mais pobres às tecnologias da informação (zonas públicas de internet wi-fi, por exemplo).
(   ) SIM (   ) NÃO

11. Desde o jardim de infância à universidade, o sistema de educação atende às necessidades da cidade, tanto do ponto de vista econômico quanto cultural.
(   ) SIM (   ) NÃO

12. O patrimônio público, como escolas, museus, bibliotecas ou arquivos, está em bom estado de conservação.
(   ) SIM (   ) NÃO

13. Os formadores de opinião são pessoas estudiosas, bem informadas (e formadas) e que inspiram respeito.
(   ) SIM (   ) NÃO

14. Os políticos são, na maioria, pessoas interessadas em defender o bem comum e em quem o cidadão pode confiar.
(   ) SIM (   ) NÃO

15. A tolerância política é uma norma. A liberdade de expressão é total e ninguém corre o risco de ser discriminado por uma posição qualquer.
(   ) SIM (   ) NÃO


RESULTADOS
- 10 a 15 respostas SIM: você mora numa cidade onde até pessoas do tal primeiro mundo gostariam de viver. Legal.
- 5 a 9 respostas SIM: a sua cidade tem problemas, mas há uma base interessante que permite consertar o que está mal.
- 1 a 4 respostas SIM: Você precisa ter uma conversa com o seu título de eleitor.
- 0 (zero) respostas SIM: Oooops!


P.S. Se fez todo o teste, aproveite para contar a sua experiência nos comentários.

16 comentários:

  1. Nossa, Jlle nunca vai passar neste teste!
    Mas também, tem que fazer o "feijão com arroz" primeiro. Nem saúde decente temos, nem saneamento básico... Vai demorar no mínimo uns 30 anos para os tópicos acima se tornarem prioridade. Uma pena.
    Mas a culpa não é apenas local, é um problema estrutural de ordem nacional!
    Qual cidade brasileira passaria no teste? Desconheço!
    Andy

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    1. Andy. Não se trata de passar no teste, mas de constatar as coisas que faltam e devem ser foco de atenção. E o standard é mesmo elevado. A ideia do teste me ocorreu em Bordeaux, na França, onde passei uns dias de férias. Fiquei agradavelmente surpreso.

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  2. Geovani Lampugnani21 de março de 2013 10:13

    É bem verdade que as respostas para a maioria das questões não são positivas, mas cabe ponderar em alguns aspectos.
    Enquanto a ótica permanecer somente no serviço público como solução para todos os problemas jamais chegaremos ao patamar ideal.
    Enquanto houver somente reclamações por parte das pessoas tais pontos podem ser adjetivados como utupias, pois o povo, em parte, tem o que merece.

    Acompanhe algumas observações:

    1) Problema: As ruas estão sujas.
    Pergunta: A sujeira é de folhas das nossas árvores que cobrem as calçadas e praças, cujas são absorvidas pela natureza? Ou ela é proveniente de outros bens industrializados, como embalagens, bitucas de cigarro, papéis de impressos, etc?
    Observação: Uma coisa é sujeira por algo que não possa ser controlado, outra é por pura ação humana. A culpa é do povo!

    2) Problema: Sujeira nos banheiros públicos.
    Pergunta: Eles estão assim pois tem problema nas instalações, com vazamentos ou são inapropriadamente instalados? Ou falta zelo por parte de quem os utiliza?
    Observação: Não basta fazer o que é feito em casa. O meio ambiente é o ambiente onde se vive e se a máxima "deixar o lugar com aspecto melhor do que o encontrou" for obedecido, a manutenção seria apenas de abastecimento de papéis para limpeza e secagem das mãos e recolhimento dos resíduos, com uma boa lavação diária.

    3) Problema: O rio Cachoeira está poluido.
    Pergunta: A culpa é do poder público, e somente dele? Ou o morador que tem a rede de coleta para tratamento não instalou e ainda diz que não pode instalar por causa do valor para readequação ao sistema?
    Observação: O município tem obrigação de recolher e tratar o esgoto sanitário, mas a população tem de assumir sua responsabilidade. Tem de haver fiscalização e as punições sejam exemplares para que a omissão não valha a pena.

    Tem muitas outras situações que todos os que lêem aqui podem enriquecer este debate.

    Nasci nesta cidade e tive oportunidade de conhecer várias outras em nosso país. Na maioria das questões estamos muito avançados, sem aprofundar nas análises.

    Só vamos ter cidades de primeiro mundo se o cidadão agir como de primeiro mundo. Nos seus atos e também nas cobranças. Cobrar e participar devem ser atos inerentes dos moradores.

    Ser CIDADÃO requer postura e ação, com união de pessoas com ideias semelhantes, participação efetiva nos debates, pressão nos que podem e devem modificar nossa cidade.

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    1. Concordo com vc em muita coisa.
      Por isso que afirmei tratar-se de um problema estrutural em nosso país.
      Pois o povo brasileiro, em sua maioria, não preza muito pela educação.
      Sem falar que os governantes/políticos são apenas um reflexo da sociedade, pois eles vieram da sociedade... Não adianta só cobrar o poder público. Se o cidadão não respeita nem as leis de trânsito, como andar na faixa do ônibus, vai respeitar o dinheiro público? Infelizmente temos muito a crescer coletivamente para que as coisas de fato melhorem. Adiantaria o poder público tentar limpar os rios se o povo continuar jogando sofás/móveis/lixos no rio? O problema de fato é muito maior de ordem estrutural e com diversosa fatores, mas a base de tudo, creio estar na EDUCAÇÃO.
      Andy

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    2. É isso aí, Geovani Lampugnani! Temos que mudar o foco de "Reclamação" para "Participação". Também bato muito nesta tecla. O Brasil já mudou, não somos mais um povo de 99% de analfabetos e apenas 1% com educação (formal). A classe média já é mais da metade da nossa população. Não cabe mais a desculpa que o "povão" nunca vai aprender a ser civilizado.

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  3. Joinville = Oooops,Oooops,Oooops,Oooops,Oooops,Oooops,Oooops....

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  4. Vou fazer de novo, não pode ser!!!!!
    Deu OOOOOOOOOOOOOOOOOOOpssssssssssss

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  5. Tive 4 "sins".

    É um pouco de radicalismo ter só sim ou não para escolher, mas para este teste vai bem.

    Uma opção que dei meu sim foi a número 7. Talvez muitos não pensem assim, mas avalio que o cenário cultural de Joinville tem muita coisa boa. Pode-se chamar de efervescente mesmo não sendo de conhecimento da massa.

    Coisas muito boas acontecem em Joinville no mundo artístico. Falta levar isso à população. Mas claro, antes tem que educar o joinvilense a consumir arte.

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  6. Gostaria de dar uns pitacos :

    na questão 1 , não concordo plenamente com a visão que foco no pedestre seja modernidade !!!

    é covardia fazer este teste com Joinville , precisamos entender primeiro que somos uma cidade do interior , uma "joinvilla" com população de cidade média ! Somos habitantes de um cidade industrial , somos "peão de fábrica" ; talvez quando absorvermos a idéia de nossa condição poderemos pensar em algo a mais.

    Na década de 80 e início dos anos 90 as indústrias participavam bem mais do cotidiano da cidade , hoje temos uma ACIJ que só cobra do governo obras ! O que a ACIJ faz mesmo ? além de cobrar ?

    Segue pensamentos de uma mente perturbada : (HEHEHEHEHEHE)

    Imobilidade - reclamam do trânsito violento , em pouco tempo ele será muito mais violento devido exclusivamente ao estrangulamento das vias e a total falta de planejamento ! Menos semáforos pelo amor de deus !!! Mais fluência no trânsito JÁ !!!
    Criciúma e Blumenau já tem suas vias rápidas e anel viário em execução !

    Transporte público - temos que ter uma tarifa +barata e ponto final.

    Temos uma Via Gastrônomica que fecha por almoço , devia ser chamada de Via Baladeira !

    Teatro , temos alguns heróis tentando fazer cultura na Villa.

    Turismo , quem foi o infeliz que disse que Joinville é turística ?

    Museus : pede pro Carlito reformar e abrir !!!(com verba da Dilma , afinal de contas ele tem trânsito livre em Brasília - sempre teve (ironia!))

    pra finalizar : pedir políticos interessados , hehehehe , forçou a amizade !

    um abraço

    du grego

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  7. Eu mudaria o enfoque econômico (item 8) para:

    8. A economia da cidade é diversificada apresentando especialidades onde é referência regional ou nacional aplicando conceitos de gestão e tecnologia reconhecidos mundialmente ou desenvolvidos localmente.
    ( X ) SIM ( ) NÃO

    Ou no caso de especificidade da atividade industrial:

    8. A economia da cidade dá prioridade às indústrias modernas comprometidas com a qualidade e meio ambiente, de alto valor agregado, globalizadas e alicerça em mão de obra especializada?
    ( ) SIM ( X ) EM PARTE ( ) NÃO

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    1. Dirk, o teste tem limites, claro. Mas concordo contigo. E já tenho escrito aqui que, no caso de Joinville, por exemplo, a modernidade depende da capacidade de aproveitar a força da indústria de base para torná-la um fator de alavancagem da tal nova econonomia.

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  8. Não pergunte o que Joinville fará por você;

    Afirme o que você fez, HOJE, por Joinville.

    sugiro incluir mais uma opção ao questionário:
    ( ) Hoje eu fiz algo que resultará em maior chance de responder SIM

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  9. gostaria de saber o que o pessoal que ajuizou a ação popular referente a LOT faz para Joinville, quais seu projetos, planos para a região .... ou é só travar ..... já sei tem que pagar !!!

    claudio amarante neto

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    1. É mais provavel que seja preciso pagar para aprovar emendas que aumentem o gabarito, reduçam os recuos ou o tamanho dos lotes.
      Isso sim é desenvolvimento e "pogreso"

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  10. Acredito que poucas cidades brasileiras tem uma nota boa nesse teste. Na região Sul, talvez Maringá... e só. Florianópolis e Curitiba pioraram muito nos últimos anos, principalmente nos quesitos trânsito e segurança.
    Cidade modelo, pra mim, é Goiânia: linda, arborizada, segura, cheia de parques, com trânsito simples e sol 300 dias por ano (isso Joinville não vai poder competir realmente).

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  11. Nada a ver com o texto acima... Mas está faltando pimenta no "Chuva Ácida", já foi mais quente! Tácalhe fogo nesta caldeira gente...

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