quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O retorno

POR VALDETE DAUFEMBACK NIEHUES

Não se pretende aqui desafiar crenças religiosas, mas tão somente sugerir uma reflexão sociológica sobre o atual fenômeno da religiosidade que atinge a sociedade em geral e invade as instâncias políticas, organizacionais e educacionais. 

Se a História é mesmo cíclica, é possível afirmar que estamos voltando aos princípios da Idade Média? Será que os princípios do Racionalismo e as promessas do Iluminismo encontraram limites mesmo antes de atingirem o seu auge? 

Para o filósofo Feuerbach, o homem criou Deus à sua imagem (e não ao contrário, como se disseminou ao longo da história do Cristianismo), isso porque, como afirmou o sociólogo Durkheim, o ser humano (pela sua pequenez) tem necessidade de acreditar em algo maior do que ele próprio. A “nostalgia do Paraíso” reutilizada pelo homem moderno, como escreveu Eliade, busca recuperar a visão otimista da existência de um tempo sagrado.

Para que as verdades do céu fossem conduzidas de maneira eficiente na terra surgiram lideranças religiosas dotadas de um saber notório, que se acredita, acima de seus seguidores por possuírem um elo com as divindades das quais representam. E esta relação de confiança é tão expressiva que a mudança de postura de um líder religioso geralmente não abala os seus seguidores, pelo contrário, entendem como uma visão de sabedoria para o caminho da verdade. 

Recentemente, uma série de atitudes, discursos ou “pregações” do Papa Francisco romperam com a tradicional visão da Igreja Católica sobre vários temas. O interessante é que os fieis não ficavam incomodados com as pregações conservadoras, homofóbicas e machistas dos papas anteriores, mas bastou que o jesuíta mostrasse uma atitude mais humilde e humana, com menos ostentação material, para que fosse aplaudido e tivesse a aprovação de seus seguidores. 

Quando cientistas sociais questionavam o conceito “mãe solteira”, poucas pessoas se sensibilizaram a pensar sobre o assunto, porém, quando o papa afirmou que “não existe mãe solteira, porque mãe não é um estado civil”, a sociedade o considerou um ser humanitário, inspirador de uma máxima em defesa da mulher. Ao criticar o capitalismo voraz, responsável pelas desigualdades sociais, ele também defendeu que comunistas são cristãos não assumidos. Tenho curiosidade em saber como os católicos absorveram esta mensagem papal. 

Não resta dúvida de que o papa Francisco quebrou paradigmas diante das afirmações de que os filhos de pais não casados podem ser batizados; que não constitui pecado alguém se casar novamente após a separação matrimonial; que Adão e Eva não existiram de fato fora da ideia de representação. Mas convenhamos, essa tentativa de aproximação do papa à realidade cotidiana não significa interpretar a sua atitude como uma ação revolucionária. A Igreja é que durante séculos se utilizou de mitos para proteger o manto sagrado da fé. 
Um dia desses, diante de uma postagem em rede social que mostrava o papa se servindo no almoço, alguém se indispôs quando comentei que aquela cena indicava tratar-se de uma publicidade do Vaticano para trazê-lo mais perto do povo. Imagino que para uma pessoa de fé extremada possa mesmo ser difícil entender que exista todo um aparato publicitário para cuidar da imagem papal. 

Mas será que estas atitudes reformistas do papa Francisco, que chegaram a um momento oportuno para devolver a credibilidade da Igreja já desgastada com tantos escândalos e falso moralismo, contribuem para que a sociedade cultive um processo cultural capaz de desatar a cegueira do obscurantismo religioso? Será que ainda é possível discutir religião como ciência nos cursos de graduação? Ou será que o fundamentalismo religioso está ainda em ascensão tomando conta dos meios políticos e das organizações institucionais de tal modo, que policiais, ao invés de fazer o seu trabalho, invocam deus para expulsar o diabo do corpo de alguém que foi abordado na rua?!

Sabe-se que a dimensão da religiosidade corresponde à conduta moral da sociedade.  Por isso, não deixa de ser uma preocupação a atuação de parlamentares fundamentalistas que estão prestes a rever as conquistas e os avanços das leis de igualdade racial e de gênero, no direito civil, na laicidade do Estado. Corre-se o risco de adentrarmos em uma era de perseguições, de caça às bruxas, de condenações, de domesticação dos corpos por força da Lei que abrangerá o religioso e o jurídico. Um equívoco, na visão de Agamben. Uma purificação dos inocentes por meio da pena da retirada de seus direitos, segundo Benjamin.

Tempos sombrios! Tempos de desafios para quem acredita que o ser humano é dotado de racionalidade. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

As mentiras de um jornalista "isento" e "honesto".

O grande cara de pau. Fonte: Wikimedia commons.
Quaisquer paralelos desse caso com o comportamento de jornalistas e/ou empresas jornalísticas do Brasil é mera coincidência. Espero.


No começo deste mês, um ancora da rede de notícias NBC foi suspenso de suas funções. O motivo? Brian Williams mentiu a respeito de sua experiência cobrindo a guerra do Iraque, em 2003. Na ocasião, o helicóptero a frente do que Williams estava abordo foi atingido por um foguete, e teve de fazer uma aterrizagem forçada. Porém em janeiro deste ano, Williams recontou a história como sendo que o seu helicóptero o que fora abatido. Williams foi obrigado a se retratar, e foi suspendo do cargo. Essa história, no entanto, não é sobre ele.


Essa história é sobre outro âncora, de outro canal, pego em uma mentira similar. Essa história é sobre o “astro” do jornalismo Neo-conservador da Fox News, Bill O’Reily. Tão logo o engodo de Williams veio a tona, O’Reilly - praticamente o Azevedo de lá - foi um dos primeiros a condena-lo. Mais: O’Reilly com a tipica fúria da Fox News, usou da mentira de Williams para atacar toda a imprensa “liberal” (por liberal, entenda a definição americana de liberal: de esquerda). Afinal, se Williams mentira, o que garante que todo mundo não estava mentindo?


Infelizmente para ele, enquanto a NBC devidamente punia Williams, O’Reilly foi pego em uma mentira maior. Williams mentiu quanto a que helicóptero fora atingido, e qual a sua participação no incidente. O’Reilly, por sua vez, repetidas vezes afirmou ter presenciado combate durante a Guerra Falklands/Malvinas, ter escapado da morte por um triz durante a mesma guerra, ter visto soldados argentinos executando manifestantes, e ter salvo a vida de um fotógrafo durante um protesto.


Nada disso aconteceu, no entanto. Nenhum jornalista dos EUA cobriu a guerra no front. Apenas 30 jornalistas receberam credenciais do governo inglês para acompanharem as tropas britânicas. O’Reilly não era um deles. Ninguém da CBS (canal para qual ele trabalhava na época) pisou nas Malvinas. O único estadunidense a ir para as ilhas foi Robin Lloyd, da... NBC News. E mesmo Lloyd esteve lá por apenas um dia, acompanhado das forças armadas argentinas, antes das forças britânicas chegarem.


A cobertura da própria CBS, feita em parte pelo próprio O’Reilly, desmente as alegações de mortes nos protestos: a única cena de violência registrada foi um manifestante dando um soco em um jornalista canadense. A narração, lida pelo correspondente chefe da rede para a Argentina, Bob Schieffer, informava que alguns carros de imprensa foram apedrejados, e que a polícia ameaçou usar gás lacrimogêneo. Nada batendo com as cenas de extrema violência que O’Reilly depois viiria a alegar.


Por último, a parte de salvar um fotógrafo... Segundo ex-colegas na CBS, O’Reilly foi afastado da cobertura da Argentina após desobedecer ordens explícitas para não usar iluminação nas tomadas de vídeo. A medida levava em conta a animosidade dos argentinos contra os EUA, e visava a segurança dos jornalistas. O’Reilly, no entanto, forçou os cinegrafistas a ignorar a ordem, e gravou multiplas tomadas iluminadas. Para piorar, quando foi informado que o correspondente chefe seria quem leria a cobertura, reclamou que “não foi capturar imagens para aquele velho usar”.


Como foi que o veterano “isento” e “racional” da Fox News reagiu a exposição do seu engodo? Acusando os jornalistas que revelaram a mentira de serem “assassinos de esquerda”, desejando que um deles “estivesse na zona de risco”, e ligando para a redação do New York Times para fazer ameaças, é claro. O que, você esperava que ele fosse agir como Williams, e se desculpar publicamente? Da mesma maneira, a Fox News respondeu ao escândalo fazendo... nada. Absolutamente nada.

E essa é a rede de notícias que se diz detentora da verdade. E que acusa a rede que puniu o seu âncora desonesto de ser a rede das mentiras. Precisa dizer mais alguma coisa? O comportamento é muito similar ao de certos "formadores de opinião" e "guardiões da moral" que vimos pelo Brasil afora. Muitos mentem abertamente, e quando a mentira é escancarada, se enfurecem... Fica ainda pior quanto as redes sociais, onde qualquer coisa vale, e mentiras correm a solto. Alguns, ainda usam da carreira "jornalística" para adentrar na política. Ao menos nisso, O'Reilly ganha pontos: teve a hombridade de manter as coisas mais ou menos separadas (digo mais ou menos, pois o seu jornalismo "isento" é 100% propaganda republicana).


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Extinguir a Fundação Cultural?

POR JORDI CASTAN



A cada dia que passa fica mais clara a impressão de que o prefeito está perdido no seu labirinto. A proposta de compactar a cultura em um supersecretaria é típica de quem tem uma visão simplória das coisas. Ou pior, é a típica solução que apresentaria quem ainda não entendeu o problema.

Gostaria de lembrar de um texto que postei aqui sobre a reforma política e sugerir a sua leitura novamente. O texto de julho de 2014 fazia uma ligação entre a visão que determinado prefeito e um dos seus secretários tinham sobre a música. Usei uma composição de Schubert como exemplo do risco que representa uma visão parcial da situação. O risco era concreto e a ligação com a nossa realidade local era evidente.

A minha sugestão de leitura acrescentaria alguns pontos, para facilitar a compreensão e contextualizar a situação e o momento atual. A primeira é que o dito prefeito fosse, por exemplo, o de Joinville, a segunda que solicitasse a dos seus secretários mais próximos que apresentasse uma proposta de como reduzir gastos na área de cultura.

Não posso assegurar, mas conhecendo-o, não duvidaria que não tenha recebido sugestões de alguma conhecida empresa de consultoria e que desta constelação de sumidades tenha surgido uma proposta tão estapafúrdia como essa de extinguir a Fundação Cultural e compactar tudo o que cheire ou esteja ligado a cultura  numa secretaria que nem consegue cumprir direito suas obrigações e tem dificuldades até em manter as escolas funcionando e em fornecer a tempo os equipamentos e as instalações necessárias.

Se o governo municipal trata esta reforma administrativa com a mesma celeridade e eficiência com que tem tocado as obras em Joinville, ninguém deve ficar muito preocupado, porque não deve sair tão cedo. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A culpa é das estrelas?

POR SALVADOR NETO




Talvez você ria, talvez você chore, talvez você queira saber mais, estudar mais. Mas é possível também que atire meu texto na lixeira, imediatamente.  Ou, quem sabe, faça uma marca no jornalista para que seja rapidamente identificado como um "diferente". Veremos em breve. Comecemos por Goebbels. Não, este artigo não tem nada a ver com o livro de John Green, tampouco com o filme. Mas tem a ver com duas estrelas famosas, conhecidíssimas da nossa sociedade. 


Joseph Goebbels foi o ministro da propaganda de Hitler, o responsável pela criação do mito “Führer”. Cineasta, jornalista, literato e filósofo, possuía uma retórica única. Produzia filmes emocionantes divulgando o nazismo. Seus filmes estimulavam o preconceito étnico, a xenofobia, o patriotismo e o heroísmo e condenavam os judeus, alegando que eram culpados de acumular riquezas, explorando o povo. Junto a isso, o governo nazista decidiu que todos os judeus deveriam andar com a estrela de David em suas roupas, no peito ou no braço esquerdo.

A propaganda de Goebbels surtiu efeito. Milhares de alemães filiaram-se ao partido e contribuíram para o Holocausto de Hitler, torturando e matando seus próprios compatriotas, e entre eles cerca de seis milhões de judeus. A repetição da mentira várias vezes a torna verdade, dizia o propagandista preferido de muita gente até hoje, como políticos, líderes de partidos políticos, e até em muitos meios de comunicação. Afinal, a receita surtiu os efeitos desejados. Judeus foram marcados e podiam ser humilhados e agredidos em público. Seus bens eram confiscados, e ao final, foram escravizados e mortos em campos de concentração. Só não chegaram à solução final porque os aliados acordaram a tempo.

Processo de propaganda parecido, mas velado, tem se dado com o PT, partido político brasileiro nascido no meio do operariado no final da década de 1970 no ABC paulista. Antes identificado com lutas da esquerda e ao socialismo, foi tachado por várias vezes como sendo um criadouro de comunistas. Após conquistar o poder central a partir de 2003, sua estrela, marca que chegou até os jardins do Palácio da Alvorada, está lentamente sendo alinhada via investigações e noticiários à marca da corrupção, do banditismo, dos desvios de conduta que a sociedade contesta com os escândalos midiáticos do Mensalão e agora o chamado Petrolão. Não há aqui nenhum juízo de valor sobre se os fatos são realidade ou não. Há sim uma análise comunicacional.

Está em andamento um novo modelo de propaganda, com requintes do ideólogo nazista Goebbels. A ideia ao que parece é criminalizar a estrela petista, e por consequência quem a utilize ou faça parte deste grupo. A luta pelo poder tem resvalado no limite da insensatez, buscando pregar os sentidos da antiga estrela de David para os nazistas, à estrela petista do século 21. Não deixa de ser uma estratégia de comunicação visando o poder, mas que ao assumir proporções em alta escala levam ao perigo de voltarmos às atitudes violentas e antidemocráticas nas ruas. Vimos isso entre 1933 e 1945. Vimos isso nas eleições de 2014.

Para os incautos e não afeitos ao acompanhamento da grande e poderosa mídia tupiniquim, francamente aliada às forças conservadoras, ao capital internacional, e controlada por poucas famílias ligadas às forças políticas e empresariais, isso pode ser imperceptível. Sim, este movimento, esta mensagem, dirigida, pensada pacientemente, e executada parcimoniosamente. Mas é fato. Lembre: o nazismo levou 10 longos anos para se tornar forte e matar milhões na Segunda Guerra mundial. Repetição, massificação. Lenta, gradual, mas firme.


Não amigos, a culpa não é das estrelas. A culpa é da luta dos homens pelo poder, o controle das riquezas nacionais, seja aqui ou no outro lado do mundo. Cabe a nós como seres pensantes acompanharmos os fatos, aprendermos com a história, antes que ela nos leve novamente ao absurdo da violência. Nada pior do que ser estigmatizado por suas escolhas, e pior, ser perseguido, agredido e impedido de uma vida normal. Não podemos e nem devemos repetir os erros do passado, que aqui e acolá teimam em reaparecer. Tenhamos muita cautela, pois a democracia é o nosso bem maior.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ninguém é profeta em sua terra: uma (tentativa de) autocrítica

POR CHARLES HENRIQUE VOOS

Às vezes os novos caminhos de nossas vidas surgem de forma repentina. Lembro-me bem de quando foi publicado no jornal, há 10 anos, meu primeiro artigo de opinião. Na época era um secundarista com vontade de me graduar em Letras. Desisti e achei as Ciências Sociais por um acaso, graças àquela publicação no jornal. Falar sobre a cidade, escrever e debater era o que eu mais gostava na adolescência. Nada contra, mas bem menos chato que as possíveis aulas no curso de Letras. De lá para cá, muita experiência e a presente decisão de parar por uns tempos.

A tarefa de expressar a sua opinião publicamente é árdua e desgastante. Faz você perder amigos, empregos, e o seu círculo social fica cada vez mais restrito às pessoas que pensam parecido com você, graças a tal homofilia. Comportamento que partiu de todos os círculos sociais em que eu estava inserido. Também me ensinou a lidar melhor com as críticas, algo que raramente você consegue quando é jovem. E ah, aceitar os erros, que foram muitos.

Neste período também mudei muito meu posicionamento político sobre várias questões, felizmente. Essa mudança talvez não tenha sido bem aceita por alguns, mas foi por outros. Enquanto uma ligação termina, outra começa. Expressar a opinião é mergulhar neste telefone sem fio interminável, sob tutela da opinião alheia.

Sinto-me na obrigação de dar um tempo, até porque expressar abertamente aquilo que penso me cansa demais, principalmente perante o cenário caricato que nossa cidade vem ganhando nos últimos anos (parece que nada melhora ou se desenvolve), e também a abertura para novos lugares e novas possibilidades profissionais e pessoais. O blog Chuva Ácida foi muito importante neste processo pois consolidou algo diferente para a cidade, e deu a todos os leitores opiniões diárias sobre os acontecimentos e que geralmente não eram vistas nos jornais. Quase 1 milhão de acessos em três anos. Pode parecer pouco, mas são 500 pessoas que, todos os dias, leem algum texto por aqui publicado. Só tenho a agradecer ao Jordi, Baço e Felipe que me convidaram para esta aventura, aos demais colegas de blog e a todos os leitores, gostando ou não do que eu escrevi.

Se não fosse este espaço, dificilmente teria condições de escrever abertamente sobre a UFSC em Joinville, sobre os assuntos de planejamento urbano da cidade (mobilidade urbana, LOT, gestão democrática da cidade, Praças da Cidade, IPPUJ, etc.), sobre as diárias dos deputados (que mudaram o sistema após nossa denúncia) e tantos outros temas em que "dei a cara" mais de 150 vezes. Fico feliz por estarem surgindo outros nomes e se consolidando outros, sinal de que algo novo está em uma necessária gestação.

E de novidades é que se faz a vida. Foram 10 ótimos anos neste ciclo entre blogs, TV, rádio e jornais. Não me arrependo de nenhuma linha escrita, ou de posicionamento político tomado. Talvez só de algumas mudanças que não consegui fazer, principalmente nas minhas passagens pela gestão pública. Mas como nem tudo dependia de mim...

Por mais irracionais que algumas escolhas possam parecer, elas fazem parte do nosso amadurecimento, nesta busca incessante por medalhas de reconhecimento para tudo o que ocorre em nossas vidas. Todos temos uma história, cheia de confusões e certezas, mas tudo o que queremos é fazer algo de diferente, que seja a nossa imagem. Ao fim, todos temos as nossas medalhas, advindas simplesmente da vontade de mudança. E, em Joinville, diante das dificuldades, o que pode parecer simples, banal e frívolo para uns vira grandes conquistas pessoais para outros. Alteridade.

Como já dizia o ditado, "ninguém é profeta em sua terra". Tá na hora da minha terra aprender com seus próprios erros, sem precisar do chato aqui para "encher o saco".

A vibe agora é outra.

PS: cadê a Leroy Merlin?