segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Só a ciclofaixa não funciona

POR CHARLES HENRIQUE VOOS

Fonte: http://anoticia.rbsdirect.com.br/imagesrc/7255243.jpg?w=620
O acidente deste final de semana envolvendo automóvel e bicicleta no bairro Boa Vista me fez repensar algumas coisas, principalmente em relação à efetividade de uma ciclofaixa. Está cada vez mais claro que, diante de um conjunto de fatores, a ciclofaixa é enganosa, insegura, e não inclui o ciclista - só o expõe.

Até pouco tempo, acreditava na ciclofaixa como uma solução para amortizar o conflito existente entre bicicleta e automóvel. Acreditava também que ela era a solução mais barata, visto que os órgãos públicos possuem pouco poder de investimento. Pensava na ciclofaixa como o primeiro caminho para repensar o papel da cidade, abrindo espaço para os modos não-motorizados de transporte. Olhava para a ciclofaixa como uma maneira de abrigar os mais de 11% dos deslocamentos feitos por bicicleta na cidade. Triste engano, confesso.

Está muito claro que a ciclofaixa não dá segurança. Tachões e pintura diferenciada não impedem de um acidente acontecer. O ciclista, juntamente com o pedestre, não possuem condições de concorrer com o automóvel no mesmo espaço, devido à potência do motor destes. E cada vez mais as ciclofaixas estão ficando estreitas, desconexas, e longínquas das vias secundárias (perfeitas para eliminar o conflito intenso com os modos motorizados de transporte).

Precisamos parar de medir ciclofaixas pelos quilômetros, mas medir a quantidade de pessoas transportadas em segurança por dia. E se esta conta for feita corretamente, o déficit é enorme, considerando todos os fatores que ocasionam a sensação de insegurança da ciclofaixa.

O que resolve, então?

Primeiro, as utopias (pois está longe de aparecer algum Prefeito no Brasil que pense assim): adensamento urbano e criação de vias segregadas para o ciclista (as famosas e quase esquecidas ciclovias). Adensar a cidade significa se locomover pouco para os afazeres diários. Se a locomoção é curta, a bicicleta pode ser uma boa opção, pois é rápida, custa pouco, e é ambientalmente correta. Ou ainda: se a cidade é adensada, o transporte coletivo pode ser mais eficiente e incluir mais pessoas, eliminando a necessidade de se ter um carro, conforme já expliquei aqui, aqui e aqui.

Por outro lado, a realidade: tirar as bicicletas das principais ruas da cidade, "colocando-as" em vias secundárias e alternativas. Infelizmente, o automóvel domina a nossa sociedade, ainda mais uma cidade como Joinville, onde quase 1/3 dos deslocamentos são feitos por este modo de deslocamento. Não há como concorrer. O poder público, então, necessita pensar em formas diferenciadas para quem usa a bicicleta, e não apenas incentivando o conflito com um tachão de "anjo da guarda". Entre andar junto aos carros ou andar em vias com menos tráfego, com ciclovias e maior respeito, preferiria a segunda opção, sem dúvidas.

Enquanto uns pensam que "todo cidadão terá seu carro um dia", outros pensam que "a cidade será do cidadão um dia". De que lado você está?


25 comentários:

  1. Sabe aquela parte do seu texto acima: "Triste engano, confesso.", é o resumo da maior parte de suas ideias assertivas sobre planejamento urbano.

    Aos poucos, principalmente com o tempo, você enxergará que suas posições continuam a ser equivocadas.

    Menos mal que reconheça, é um primeiro passo. Assim como reconheceu a besteira de fazer parte do Governo Carlito, do Governo Udo. Quiçá do governo que virá?! Coitados...

    Muita teoria Charles, pouca técnica, nenhuma prática...

    NelsonJoi

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  2. Charles, as ciclofaixas só são feitas para que empréstimos para novos asfaltos sejam disponibilizados. Não há qualquer planejamento sério, basta ver a nova ciclofaixa na rua XV de Novembro, onde por duas vezes ela some próximo a cruzamentos onde os carros ocupam mais espaço que o normal da via.

    Mas a mobilidade não é preocupação desta gestão, o transporte coletivo não vai ser licitado (e se fosse parece que também não vai mudar nada), as ciclofarsas continuam sendo feitas sem planejamento, mas as vias para levar vantagens para a indústria, essas não param

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  3. Interessante, porque nas cidades europeias as ciclofaixas funcionam muito bem, tanto quanto as ciclovias. Afinal, no Brasil temos que blindar quem utiliza as ciclofaixas ou conscientizar o motorista e o ciclista?

    Obviamente um veículo motorizado tem potencial para ferir e até matar um ciclista ou pedestre, mas essa característica não é suficiente para impor ao motorista a culpa por todos os acidentes que ocorrem no trânsito.

    Basta percorrer as ruas contempladas com a ciclofaixa para perceber os absurdos cometidos por muitos ciclistas. Um exemplo: Para muitos ciclistas o semáforo é uma estrutura extraterrestre, o controle imposto pelos semáforos aos veículos motorizados não os interessa, mesmo num cruzamento. O mesmo ocorre com os pedestres que imaginam que a faixa de segurança forma um “campo de força” que impede qualquer veículo de colidir com os usuários, mesmo aquele que se locomove em velocidade de 40km/h a três metros dela.

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    1. o cód de transito brasileiro é claro:O maior tem que guardar o menor,nos exemplos citados e entre outros milhões que poderíamos comentar aqui o pedestre e o ciclista sempre estarão em desvantagem,o veiculo motorizado é uma arma em mãos erradas independente de quem seja o erro.

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    2. No seu comentário, você atribuiu culpa somente aos ciclistas e pedestres, então deduz-se que você, na maior parte do tempo, é um motorista.
      Um motorista, se formos seguir os padrões europeus que você citou, tem maior atenção próximo das faixas, tanto de pedestres quanto de ciclistas. Sendo assim, o favorecimento no transito é maior para esses dois atores. Nós, aqui no Brasil, achamos que o motorista é o macho alfa das ruas: nada pode estar bloqueando a passagem de seu belo veiculo.
      Outra: em ciclofaixas, quantas vezes quase somos atropelados por invasão à faixa ou, num cruzamento onde a ciclofaixa tem preferencia sobre o veículo mas o motorista parece não dar importância. Para mim, isso é a mesma coisa que furar um cruzamento e pegar um outro veículo! Acho que o pessoal ignora isso porque as bikes não podem fazer dano algum se comparadas as carangas.
      Todos tem uma parcela de responsabilidade no transito. Não adianta sentar o bumbum no carro e dizer que está alheio a isso tudo.
      Eu distribuo minhas idas ao trabalho entre carro e bicicleta. Se não estivesse tão perigoso pedalar e tão difícil lidar com a impaciência e a pressa que o mundo impõe, principalmente aos motoristas, talvez o movimento dos ciclistas por aí fosse maior.

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    3. O código de trânsito também apresenta normas para ciclistas, visto que as bicicletas também são consideradas veículos. Em vias comuns, motoristas têm de manter distância de pelo menos 1,5m do ciclista, porém, se um ciclista descuidado atravessar um automóvel ou motocicleta e ambos os veículos automotores estiverem dentro do limite de velocidade da via, o culpado será o ciclista. Idem para a faixa de pedestre, ela está lá para ordenar e indicar um local ideal para a travessia, a faixa não vai salvaguardar o usuário. A faixa não vai impedir um atropelamento se um pedestre subitamente atravessa-la sem prestar atenção na distância do veículo em movimento. Se for comprovada a irresponsabilidade do pedestre (ou a má fé) além de ralar o joelho ou quebrar um braço, ele corre o risco de pagar o concerto do veículo.

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  4. Uma pergunta,talvez ingênua...Se existe o espaço da ciclofaixa,por que não levar a calçada até esse espaço e colocar a ciclofaixa depois da calçada? Com o meio fio,ou jardim entre a rua e a calçada,dá-se um pouco mais de proteção aos pedestres e ciclistas.Ou falei bobagem?

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    1. Nesse caso seria uma ciclovia. A ciclovia teria de ser rebaixada para delimitar bem a calçada, se fosse ao mesmo nível (apenas com uma pintura vermelha) seria uma ciclofaixa (como ocorre em algumas ruas de Blumenau), mas em vias comerciais o resultado pode ser desastroso, sobretudo para os pedestres.

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    2. Por essa e por outras que o IPPUJ é o que é. Está cheio de arquitetos!
      hahahaha

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    3. Sandro, você descreveu a segunda imagem do texto, que por sinal não tem legenda, mas é da Avenida Hercílio Luz, em Florianópolis. É uma ótima opção. As ciclovias, como das beira-mar norte e sul na Ilha, é que deveriam ser implantadas. Em outras regiões como Osni Ortiga, Campeche, Rio Tavares, as ciclofaixas ainda persistem. Agora, não vejo inteligência alguma em mandar os ciclistas para vias "alternativas" (provavelmente aumentando as distâncias) porque há os óbvios riscos do trânsito. É só mais uma idéia que privilegia e muito os carros, como sempre. Afinal, o texto era a favor do uso da bicicleta ou a favor de escondê-la e dificultar ainda mais o uso dela nas cidades? "Não há como concorrer" é um fatalismo infantil, pois não deve haver "concorrência", mas formas inteligentes de distribuição do espaço. Notadamente, nós que andamos de bicicleta (que não parece o caso do autor e da maioria), não a usamos apenas para curtas distâncias e não fazemos trajetos mais longos só porque há um pouco mais de chance de correr menos risco - que é a idéia de "vias alternativas".

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    4. Fahya, sem querer tomar a defesa do Charles, que a meu ver fez uma abordagem bastante racional e realista do assunto, não vejo as tais vias "alternativas" de forma tão negativa. Não necessariamente elas irão aumentar o percurso. Penso que se bem planejadas poderão até encurta-lo. Mas sempre existirão trechos em que será necessária intervenção urbanística e consequentes demolições e indenizações.
      O que me pareceu claro no artigo, é a necessidade da via ciclística ser SEGURA, o que já se sabe ser impossível misturando os dois modais - automóvel e bicicleta no mesmo espaço e com limites interferentes na maioria dos casos.
      Pode-se ver isso claramente nos espaços demarcados para estacionamento em nossas ruas. Mal se consegue encaixar um carro pequeno tipo Fiat Uno, o que dirá um sedan normal. Simplesmente impossível. Com um interferindo no outro, a segurança passa a ser um mero jogo de azar. E salve-se quem puder. É angustiante dirigir em certas ruas de Joinville. Imagine de bicicleta então...
      Quanto a foto que voce comenta, que não tem legenda, é um exemplo claro de via alternativa, onde adaptou-se um espaço urbano já existente para o uso da bicicleta, de forma segura e rápida. Na verdade, aquele espaço resultou do fechamento do antigo canal da Hercílio Luz, leito retificado do Rio da Bulha.
      Aqui em Joinville seria o equivalente ao fechamento do canal do Rio Cachoeira, transformado em Boulevard (um pouco diferente daquele do Tebaldi). Podemos imaginar que bela ciclovia daria hein? Mas nem ouso sugerir isso..rsss
      Mas, podemos pensar em cortar caminho através de uma praça, ou de um terreno mal aproveitado (existem tantos aí pela cidade, não), rotas alternativas sim. Acho que em São Paulo já fazem isso, se não me engano.
      E quanto ao uso da bicicleta em trechos longos, não me parece algo tão palatável como voce diz. Para atletas talvez. Mas para o dia a dia, chuva, calor, frio...sei não.
      Já fiz muito disso como bom joinvilense que sou. Mas não tenho saudade.

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    5. Nelson, faço questão de te responder, até porque é impossível não gostar do que apontas. Você reapresenta a questão das vias alternativas mas você mesmo mata a charada: o risco há e ponto final. Se há acidentes entre carro e moto, bicicleta e ônibus, carro e pedestre, em todas as combinações, afinal, me parece muito sem noção indicar que uma possível solução é separá-los. Desconfio que em Joinville morrem mais motociclistas em colisão com carros e ônibus do que ciclistas. Então faremos ruas exclusivas para motos? Isso não faz sentido. Ciclistas morrem nas ciclofaixas, então os mandaremos para... Pois é. Parece até um certo sensacionalismo tratar de um caso em específico que foi na ciclofaixa (ao que parece o motorista estava embriagado), pois acidentes ocorrem o tempo todo em todos os espaços, inclusive dentro de terrenos. Motoristas embriagados matam todos os dias, seja em carros, motos, ônibus, calçadas. Se a via da bicicleta deve ser segura, estamos na verdade falando que o trânsito em si deve ser seguro. O ciclista assume os riscos do trânsito como todos os outros, contando com uma baita desvantagem porque não tem lata em volta. Por isso falei de uma inteligente distribuição do espaço. Ceder vias aos carros, como o texto propõe implicitamente, não me parece bom - só parece coerente com a visão do uso cada vez maior dos carros. O caso da Hercílio Luz deveria ser abusadamente copiado, a tua idéia de fazer isso em praças, terrenos e, quem sabe, rios, é muito boa. Veja só, no final do mandato, o Carlito correu nos últimos dias mesmo, arrancar o mosaico português da beira-rio que inclusive tinha desenhos de bicicletas e jogou um cimento ridículo como calçada. Por que não se pensou ali num projeto que incluísse ciclovia e calçada? Meu sonho desde criança é poder andar numa ciclovia de verdade na beira-rio.
      Eu sempre vi operários pedalando longas distâncias entre os bairros do sul em direção ao Boa Vista, por exemplo, para ir trabalhar. Veja só, conheço quem mora aqui pelo Campeche e Rio Tavares que vai de bicicleta todo dia até Pantanal, Trindade, Santa Mônica para trabalhar - só em dias de muita chuva trocam pelos ônibus. Eu mesma faço longos trajetos por aqui e pego a 405 com muita boa vontade - principalmente o trecho que não tem ciclovia nem ciclofaixa, só a pintura de uma bicicleta no asfalto - e recentemente foi feita a terceira faixa sem terem se preocupado em fazer um espaço decente para as bicicletas (reclamação da comunidade, por sinal, ainda não atendida). Eu não sou joinvilense (e nem seria uma "boa" joinvilense!) mas desde bem criança tenho bicicletas e aprendi a pedalar na cidade das bicicletas (era dos títulos de Joinville dos quais mais me orgulhava), nunca perdi o costume. Por isso acho um saco hoje ouvir esse discurso de que é saudável, ecologicamente correto e blábláblá. Normalmente quem fala isso é porque corre o risco de nem ter bicicleta. Aí volto lá ao teu primeiro comentário: não basta discurso, nem teoria, tem que ter prática.

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  5. Realmente, só a ciclofaixa não funciona. A educação dos motoristas, ciclistas e pedestres também é importante. Soluções nunca são apenas técnicas. A estrutura de nossa malha viária, sua conformação, capacidade, desenho, também são condicionantes das soluções. Comparações são importantes, quando possíveis, meus caros! Penso que números sempre são importantes sim. Vamos raciocinar: nos últimos 2 anos Joinville ganhou cerca de 30km a mais de ciclovias e ciclofaixas. No último ano o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville contabilizou cerca de 87 acidentes a menos com acidentes fatais de bicicletas, representando menos de 10% do total. Importante, não? Os campeões são os acidentes fatais com carros seguidos de bicicletas. E, Charles, ao menos responda aos comentários! E finalmente, eu estou do lado de todos! Também, dos motoristas de carro, porque não? E também dos ciclistas, e também, do transporte coletivo, e também dos pedestres. Podemos e devemos saber utilizar todos os modais no nosso dia a dia, mas de forma coerente e inteligente. É como dizem: ir à padaria de carro não faz sentido!

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  6. Realmente, só a ciclofaixa não funciona. A educação dos motoristas, ciclistas e pedestres também é importante. Soluções nunca são apenas técnicas. A estrutura de nossa malha viária, sua conformação, capacidade, desenho, também são condicionantes das soluções. Comparações são importantes, quando possíveis, meus caros! Penso que números sempre são importantes sim. Vamos raciocinar: nos últimos 2 anos Joinville ganhou cerca de 30km a mais de ciclovias e ciclofaixas. No último ano o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville contabilizou cerca de 87 acidentes a menos com acidentes fatais de bicicletas, representando menos de 10% do total. Importante, não? Os campeões são os acidentes fatais com carros seguidos de bicicletas. E, Charles, ao menos responda aos comentários! E finalmente, eu estou do lado de todos! Também, dos motoristas de carro, porque não? E também dos ciclistas, e também, do transporte coletivo, e também dos pedestres. Podemos e devemos saber utilizar todos os modais no nosso dia a dia, mas de forma coerente e inteligente. É como dizem: ir à padaria de carro não faz sentido!

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  7. Corrigindo:
    os campeões são acidentes de carros seguidos de motocicletas.

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  8. A ciclovia mais "para dentro"da calçada é plenamente empregada em muitas cidades, por exemplo, que praticam a arborização pública e espaços verdes públicos (canteiros e árvores). Elas são delimitações físicas e vivas entre veículos, pedestres e ciclistas. Por aqui, que ainda aprovam calçadas de 1,5 m, ainda é utopia.
    Em relação à agressividade dos motoristas, não tem jeito não, tem que ter repressão sim! Ninguém respeita mais faixa de segurança e ciclovia nesta cidade, ninguém respeita corredor de ônibus, a coisa só dá uma acalmada quando tem guarda perto, tem que multar e tirar carteira mesmo.

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  9. Ôcha, ôcha, ôcha! Vamos por partes. Não adianta tapar o sol com a peneira. Nossas ruas são as mesmas há 300.000 habitantes atrás .... e tudo indica que continuarão as mesmas daqui a mais 300.000 habitantes.
    O que que vai mudar? Fisicamente ... nada.
    A única (?) opção será a mudança de mentalidade .... e essa é mais difícil do que unanimidade na LOT - hahahaha
    Sou pai, motorista, pedestre e ciclista (assumidamente nesta ordem). Minha filha acabou de receber a habilitação .... ele já faz o carro andar e parar muito bem .... mas será que já é uma motorista?
    Não vejo diferença entre carro, arma, alcool, droga, religião, sexo, política, caneta, etc... todos nas mãos de inconsequentes podem causar a morte.
    educação - conscientização - vigilancia - punição
    primeiro devemos baixar a velocidade de nossas ruas
    um carro a 40/50 km/h não deixa aquelas marcas de freiada (do acidente na ciclovia).
    O que mata agora é a velocidade de fluxo em nossas ruas. Corremos muito em Joinville.
    Não adianta pardal ou lombada eletrônica - pura falácia e gasto de dinheiro público. O menezão diminui na zona de medição e foca no velocimetro e no quadro digital da lombada .... Se passar um boi na frente dele, ele não vê. Depois acelera retomando a "velocidade de cruzeiro"
    Não é nada de tachão transversal nem de quebra molas - outra grande boçalidade
    As lombofaixas de velocidade limitam o fluxo na velocidade prevista, praticamete dispensam manutenção e são de custo baixo.
    segundo deveriamos desestimular o uso do automovel. Como? acabando com todas as vagas de rua no centro da cidade. Estacionamento só nos particulares ou nas residencias. Respeitando a circulação dos moradores, transformar algumas ruas em privativas de pedestres. As demais ... lado esquerdo ciclofaixa e lado direito onibus, taxis, vagas de deficientes e veículos abastecedores do comercio. UUUuiiii - vai doer, né?
    quando a classe media começar a andar de onibus o serviço há de melhorar.... quem sabe até sem a catraca.
    a turma da bike vai ter menos carros para disputar espaço, o Comercio vai ter mais gente passando pela porta

    E então? Vamos começar a debater?

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    1. Excelente, Sergio! Muito me admira alguém que escreve sobre urbanização não citar a extinção dos estacionamentos nas ruas centrais. É o primeiro e grande passo. Enquanto um prefeito não fizer isso, não estará realmente disposto a pensar a tal da mobilidade. Em Florianópolis, anos atrás, fecharam a rua em frente ao terminal central para carros. Era lindo! Só pedestres. Havia a previsão de fazer isso em outras ruas do centro (isso que Fpolis tem calçadões, coisa que em Joinville foi entinto o único que havia! Lembram da feirinha na quadra do Príncipe entre a 9 de Março?), restringindo acesso de carros. Não foi pra frente porque todo mundo quer usar seu carro, parar em frente de onde vai descer e é mais fácil só falar que todo mundo tem que se "conscientizar".
      Todas as tuas colocações foram excelentes! E a principal questão sempre volta: mudar a mentalidade. Ah!

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  10. Ôcha, ôcha, ôcha! Vamos por partes. Não adianta tapar o sol com a peneira. Nossas ruas são as mesmas há 300.000 habitantes atrás .... e tudo indica que continuarão as mesmas daqui a mais 300.000 habitantes.
    O que que vai mudar? Fisicamente ... nada.
    A única (?) opção será a mudança de mentalidade .... e essa é mais difícil do que unanimidade na LOT - hahahaha
    Sou pai, motorista, pedestre e ciclista (assumidamente nesta ordem). Minha filha acabou de receber a habilitação .... ele já faz o carro andar e parar muito bem .... mas será que já é uma motorista?
    Não vejo diferença entre carro, arma, alcool, droga, religião, sexo, política, caneta, etc... todos nas mãos de inconsequentes podem causar a morte.
    educação - conscientização - vigilancia - punição
    primeiro devemos baixar a velocidade de nossas ruas
    um carro a 40/50 km/h não deixa aquelas marcas de freiada (do acidente na ciclovia).
    O que mata agora é a velocidade de fluxo em nossas ruas. Corremos muito em Joinville.
    Não adianta pardal ou lombada eletrônica - pura falácia e gasto de dinheiro público. O menezão diminui na zona de medição e foca no velocimetro e no quadro digital da lombada .... Se passar um boi na frente dele, ele não vê. Depois acelera retomando a "velocidade de cruzeiro"
    Não é nada de tachão transversal nem de quebra molas - outra grande boçalidade
    As lombofaixas de velocidade limitam o fluxo na velocidade prevista, praticamete dispensam manutenção e são de custo baixo.
    segundo deveriamos desestimular o uso do automovel. Como? acabando com todas as vagas de rua no centro da cidade. Estacionamento só nos particulares ou nas residencias. Respeitando a circulação dos moradores, transformar algumas ruas em privativas de pedestres. As demais ... lado esquerdo ciclofaixa e lado direito onibus, taxis, vagas de deficientes e veículos abastecedores do comercio. UUUuiiii - vai doer, né?
    quando a classe media começar a andar de onibus o serviço há de melhorar.... quem sabe até sem a catraca.
    a turma da bike vai ter menos carros para disputar espaço, o Comercio vai ter mais gente passando pela porta

    E então? Vamos começar a debater?

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  11. Não entendi seu comentário dizendo que as ciclofaixas são inseguras, cara você falou infeliz, é um dos poucos lugares destinado aos ciclistas e Você faz um comentário desses, então a faixa de pedestre não é segura também?? quer dizer que se alguém for atropelado na faixa de pedestre ou na calçada esses lugares tbm serão inseguros. O ciclista foi atropelado na ciclofaixa, o motorista que estava mais do que errado. Vai rever seu pensamento, as ciclofaixas é a luta de todo ciclistas. Não se tenha dúvida que a Ciclovia é o que deveria se ter, mas já que nossas cidades não foram planejadas resta fazer no que temos e ambos ciclista e motorista serem educados e cordial nas vias públicas.

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  12. O transporte público é uma ótima alternativa, mas o que faz alguém deixar seu automóvel em casa e usar o transporte público?

    a) abrangência do sistema,
    b) consciência ambiental,
    c) qualidade dos serviços e;
    d) economia.

    Já disse e volto a afirmar que a qualidade do sistema de transporte público de Joinville está longe de ser ideal, mas não é de todo ruim. Os horários dos ônibus são flexíveis, alguns motores a diesel são bicombustíveis, as carrocerias não são desconfortáveis e o sistema integrado funciona. Dos quatro itens apenas o fator econômico é deficiente para uma considerável parcela da população. Hoje o carro mais beberrão consome, em média, 1L de combustível para cada 7 km rodados na área urbana (chega a 12 km em alguns modelos). Ou seja, se o morador de Joinville usuário de veículo motorizado se beneficiar de estacionamento gratuito no local das atividades e com residência localizada até 7 km de distância, é mais vantajoso ele usar o automóvel (mesmo com os custos de manutenção) em detrimento do transporte coletivo. Talvez com a adoção de algumas impedâncias, como a impossibilidade de estacionar nas vias centrais e sistema de rodízio, além de aumento nos subsídios para o transporte coletivo, a PMJ incentivaria parte desses usuários a deixar seus automóveis na garagem, o preço da passagem do coletivo diminuiria e se mostraria mais competitivo para as distâncias maiores entre as residências e as atividades.

    Embora relativamente plana, uma cidade como Joinville, onde chove 1/3 dos dias do ano, não é lá muito convidativa para o uso da bicicleta como principal meio de transporte. Sem contar a falta de infraestrutura adequada na maioria das vias para esse tipo de locomoção. Quem é motorizado e está acostumado dificilmente vai trocar seu veículo por uma bicicleta. Por isso, os administradores públicos não devem impor ao cidadão comum (muitos ciclistas gostariam fosse) o uso da bicicleta, mas apresentar alternativas de qualidade para os ciclistas já habituados. Para que isso aconteça, a cidade tem de construir mais ciclovias e ciclofaixas.

    Quanto aos usuários de veículos automotores, a PMJ pode impedir o estacionamento nas vias centrais e estabelecer o sistema de rodízio, mas deve incentivar a construção de estacionamentos públicos/privados subterrâneos e elevados. Afinal, o uso de veículos automotores é mais uma opção e o seu usuário goza do mesmo direito de ir e vir do ciclista e do pedestre.

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  13. Caro colega Charles:
    Em Joinville morre uma pessoa no trânsito a cada 3 dias, foram mais de 70 até a semana do transito, e serão pelo menos mais 20 até o Natal, e parece que ninguém se dá conta disso. Já nos acostumamos. Porque o MP não manda prender o presidente do ITRAN por não colocar os agentes nas ruas para multar, aprender veículos, inibir os abusos e evitar mortes! Tudo é uma questão de respeito, que não existe porque não existe punição. O automóvel individual esta na contramão no futuro das cidades, não haverá espaço para eles, a unica opção é o coletivo, vias para pedestres e bicicletas. Viaje pelo mundo e verá esta realidade. Joinville esta parando e irá parar em breve, é muito barato "ainda" andar de automóvel, mas ficará muito caro, a começar pelo estacionamento e garagens (ja pensou no preço do m2). As bicicletas, pedestres, ônibus e automóveis terão que viver em harmonia, se ainda não ocorre é por falta de educação. Educar irresponsáveis só tem um caminho, multar, multar e multar, e apreensão da habilitação como ocorre em todos os lugares do mundo. Na Suécia temos um automóvel para cada 5 habitantes, sabe porque? Porque "carro" não resolve, é barato comprar, mais muito caro usar. O espaço das cidades são das pessoas e não dos carros, então se você tem um carro e quer colocar na rua que é das pessoas, você deverá pagar muito caro pelo espaço ocupado, esta será a regra para muito em breve. Precisamos sim ampliar as ciclofaixas, ciclovias e a criação das "zona 30" e "zona 20" onde os carros andam a no máximo 30km/h e 20km/h respectivamente para que seja possível o convívio entre automóveis e ciclistas na mesma via sem ciclofaixa, veja bem sem ciclofaixa. Assim é no mundo e assim será daqui a alguns anos aqui em Joinville. Segurança e educação! É responsabilidade do poder público, precisamos responsabilizar os que não fazem o seu trabalho. Laércio Batista Júnior (Presidente do Pedala Joinville)

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