sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Recalque e ódio de classe batem e voltam em forma de vidas frustradas e ridículas

Fala na cara, quero ver!
FELIPE SILVEIRA

Olá, virgens, frígidos, frustrados, recalcados e hipócritas que habitam essas bandas chamada internet.

Não, não estou falando de você, caro leitor que não usa o facebook para chamar mulher de puta ou lixo, como vi hoje nos comentários (no facebook) da matéria do Notícias do Dia sobre o show da cantora Anitta em Joinville na noite de quinta-feira (15). Estou falando do tipo abundante de imbecil que faz isso.

É inacreditável ver coisas como essa hoje em dia, mas esse inacreditável está cada vez mais comum. E não é só na internet. Nas rodas de conversa por aí é comum ouvir coisas como “dança igual uma puta” ao se referir a funkeira sensação de 2013.

A explicação que eu mais gosto pra esse tipo de comportamento atende pela alcunha de inveja. Assim que começa o show das poderosas já dá pra ver lá no canto obscuro o bonde das invejosas - e dos invejosos.

Mas a gente também sabe que uma explicação só é muito pouco para qualquer coisa. Tem coisa aí, e essa coisa se chama ódio de classe.

Esse ódio é a gasolina que abastece o coraçãozinho desse povo recalcado e frustrado que é doido pra ter um rebolation e um bronzeado à Anitta, mas que, como não pode, taca pedra em quem tem qualquer tipo de destaque.

E incomoda mais quando esse destaque vem do funk, do rap, da poesia da periferia. Incomoda quando vem do pobre, nesse país de Cacos Antibes (personagem que gosto porque o entendo como uma crítica à imbecilidade da classe média).

E, nesse momento, cabe uma ressalva. A própria Anitta, apesar da adorável simplicidade, é uma figura controversa dentro da própria cultura do funk. Há críticas a respeito da glamourização que a artista leva ao funk (mais como peça da engrenagem do que cérebro por trás dela). No entanto, aposto que os babacas comentaristas de facebook passam longe dessa discussão. O raciocínio deles é que “se é funkeira, é puta”.

Eu, particularmente, não gosto de funk carioca (há exceções). Nunca curti a melodia e acho uma bizarrice que gostem das letras do MC Catra e outros do mesmo naipe. No entanto, minha crítica é para quem ouve Catra e o vê como sensacional enquanto chama a menina lá de vagabunda. É o machismo borbulhando nessas almas, pra dizer o mínimo.

E no passinho do volante vamos voltando à Idade Média. Já estamos pertinho, mas agora tem internet.

63 comentários:

  1. Vai dizer que você nunca entendeu o verdadeiro significado da poesia:

    "AHHHHHHHHHHHHHHHHHH LELEK LEK LEK LEK" ?????

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    1. Anita é muito atraente dançando. Eu acho isto porque ela parece uma santa dançando...

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    2. É verdade. Anita parece uma santa dançando, não uma puta...

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  2. É Felipe, tem macho joinvilense que chama a Anitta de puta, diz que funk é coisa de vagabundo e pobre, enche a cara e vai prá Marlene, ou fica em casa batendo uma. Cada um com suas taras e doenças.

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    1. ah, que saudade dos meus tempos de faculdade, quando entrar na marlene custava deizão de consumação e dava para ver um strip na boa, tomando uma gelada... Não tinha dinheiro para mais ousadias, mas dava para admirar a beleza nua e crua do ser feminino...

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  3. Afinal o que é uma puta? Uma mulher que gosta de sexo? E um puto é o que? Um cara da hora?

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  4. funk = barulho podre

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  5. Felipe,prepara ,agora ,é hora,a vez das rancorosas...

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  6. Concordo com o texto. Acho que o fato e não gostar de um tipo de música não dá o direito ao cidadão de taxar a pessoa com adjetivos de baixo calão... E pior disso tudo é que tem muitos que xingam, mas não tem a mínima ideia do que suas "santas" filhinhas" aprontam por aí...

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    2. Galera da moderação tá vacilando liberando esses comentários.

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    3. Olha só quem fala... Até outro dia estava mandando todo mundo t. no c.

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    4. Falso moralismo.

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    5. Puta merda! Eu não li os comentários e já excluíram?

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  10. Muito bom este guri. Pinica e incomoda que nem roupa de liquidação.

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  11. tem algo que todos os aparelhos de tv, radio, som, computador, vai ter, que serve para mudar(canal, estação, musica,video)
    se não gosta da Anitta, Mc catra, Belo, Roberto Carlos, ACDC, é só mudar e não ir no show, pronto.
    É igual ao povo que critica a novela, o fantástico, o Gugu.
    A Anitta assim como outro artista qualquer só esta na mídia por que dá audiência.
    o Raul ja cantou assim
    Se O Rádio Não Toca!A música que você quer ouvir
    Não procure dançar Ao som daquelaAntiga valsa
    É muito simples!
    É muito simples!
    É só mudar a estação
    É só girar o botão

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    1. Concordo contigo mas o que torna o funk insuportável são os carros que passam na fente da tua casa com o som tremendo as telhas.Tocando no assunto dos carros se a policia seguisse a lei a risca os carros cheios de som iam tudo pro "morro".

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  12. O mais interessante é que até ontem nem sabia que a moça existia. Mas agora que sei, gosto.

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  13. Nada como a INCLUSÃO digital "di" certas "catigorias" para nos dar a dimensão do mundinho que nos rodeia.

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    1. O seu reacionário, vai ler o blog do Reinaldo Azevedo, vai.
      Depois da INCLUSÃO digital, certos (mal) informados como você ganharam amplo campo para disseminar suas frustrações.
      Volta para o teu mundinho medíocre e vai fazer plaquinha, vai.

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  14. Exclui todos os comentários que faziam a ligação entre Anitta e puta. A razão é óbvia. E recomendo novamente a leitura do texto pra quem fez ou apoia esse tipo de coisa.

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    1. Continuo achando o funk uma grandessíssima bosta.
      E o primeiro a fazer ligação das palavras "Anitta" e "Puta" foi você, hipócrita!

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    2. Pelo jeito então muita gente acha ela uma puta. Metade dos comentários foram removidos.

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    3. Atitude fascista!
      Além de usar do falso moralismo (hipocrisia), esse comunistinha funkeiro também faz expediente na censura. Apagou meu comentário sem eu sequer fazer menção a essa cantora medíocre. Como diz o porteiro aqui do prédio: “não sabe brincá, não desce po pray”!

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    4. O Felipe precisar intervir como moderador da falta de educação nos comentários é sinal do final dos tempos.

      A que ponto chegamos...

      NelsonJoi@bol.com.br

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    5. Não ligo para o mimimi de vocês. Chamo a maioria dos anônimos de burro quando demonstram burrice. Podem me chamar de burro, "gonorante", hipócrita e até mesmo de comunista. Se acham que fui burro, me chamem de burro, assim como eu chamo vocês, que vivem implorando por isso. No entanto, isso é uma coisa, faz parte do jogo. Outra coisa bem diferente é anônimo ou não anônimo vir aqui se masturbar vomitando machismo, que é o que a maioria fez e por isso apaguei os comentários. Não tolero racismo, machismo, homofobia e xenofobia nos comentários. Quer xingar, humilhar, sacanear... beleza, tá dentro do acordo não formal que temos. Eu xingo vocês e vocês me xingam. Mas não me venham com essa merda que fizeram por aqui.

      E quem acha que eu fiz a ligação "puta" e "Anitta" primeiro e por isso não posso moderar os comentários que a chamam de puta é muito, mas muito mesmo, burro.

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  15. Concordo. Pode terminar por excluir a sua postagem.
    Bianca, Jlle.

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    1. Não concordo. O Felipe não é do tipo que se arrepende do "post derramado", como uns e outros deste blog.

      Tipo o cara que escreveu o post abaixo, que aproveito o ensejo para trazer a tona:

      segunda-feira, 8 de julho de 2013

      A frota de Joinville aumentou quase 50% em dez anos. E agora?

      POR CHARLES HENRIQUE VOOS

      Nos últimos 10 anos (junho de 2004 a junho de 2013) a cidade de Joinville teve um incremento de quase 50% no número de veículos transitando pelas suas ruas. Em números absolutos, segundo o DETRAN-SC, em junho de 2004 tínhamos 171798 veículos emplacados na cidade, e no final do último mês este número subiu para 334551 veículos automotores (isso sem contabilizar os automóveis que não são emplacados aqui). É uma média de quase 45 novos veículos por dia, e quase dois veículos por hora. Passamos de 2,69 habitante por automóvel para 1,57. O aumento em Joinville foi maior que a cidade de São Paulo (43%) e a média nacional para o mesmo período, conforme relata o blog Meu Transporte. O cenário é desastroso, e o futuro requer medidas drásticas.

      Ainda segundo o blog Meu Transporte, o transporte individual recebe isenções e subsídios de R$ 16 bilhões ao ano, enquanto os ônibus recebem R$ 2 bilhões. A proporção das desonerações de carro e ônibus é de oito para um. Enquanto o ônibus ganha R$ 1 de incentivo, o carro, a moto e o táxi têm isenções de R$ 8. É notório que os meios individuais de transporte tornaram-se itens indispensáveis para viver em uma cidade. Muitas inclusive são formatadas para os modos individuais, com um grande espraiamento urbano e pouca densidade populacional.

      Dito isto, no mesmo período, a passagem de ônibus aumentou (acima da inflação acumulada, inclusive), e o número de ciclistas diminuiu. Não tivemos nenhuma medida significativa na questão do transporte coletivo por ônibus de Joinville (o atual sistema foi planejado no início dos anos 90, e executado em três partes desde então, sendo a última no início dos anos 2000) e o Plano de Mobilidade, instrumento previsto no Plano Diretor de 2008, está travado nos gabinetes do IPPUJ. A própria pesquisa Origem-Destino, executada em 2010, corre o risco de entrar em defasagem devido às aceleradas transformações que a mobilidade urbana vem sofrendo. Entrará em defasagem sem ao menos ser aproveitada para audiências públicas, ou qualquer outro suporte ao Plano de Mobilidade.

      Se o atual modelo de mobilidade urbana (local e nacional) continuar, a nova LOT privilegiar o aumento do perímetro urbano com as áreas de transição, e o plano de mobilidade servir apenas para manter tudo como está (utilizando-se da licitação do sistema de ônibus para tal fim) em detrimento do aumento de ciclovias e da caminhabilidade, estes índices tendem a piorar. E, no fim das contas, sempre dará margem para soluções reprodutoras do sistema individual motorizado de locomoção (é só lembrar de Clarikennedy e seus elevados), que não resolvem muita coisa, e só ajudam a piorar o cenário a longo prazo.

      NelsonJoi@bol.com.br

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    2. OK, vamos esclarecer sobre o post que sumiu:

      Eu errei completamente nos cálculos que apresentei. Mas a essência continua a mesma. Praticamente dobram as estatísticas. Meu forte definitivamente não é a matemática.

      Depois que excluí eu percebi que não tinha cópia em meu computador (fiz direto no sistema do blogger) e não tinha o material para republicar com os dados novos.

      Obrigado pela cópia, Nelsonjoi. Agora posso arrumar.

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    3. Conte comigo!

      Sem ironias, você vem me surpreendo positivamente ultimamente.

      Quando precisar de algo podes mandar um e-mail.

      NelsonJoi@bol.com.br

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  16. Obvio que Anita dança como uma puta. E ela faz questão disto. O que não quer dizer, também por obvio, que ela seja uma puta.

    O Felipe acha que pode ofender a todos, mas repentinamente, neste tópico, virou paladino da moral católica.Coerencia nível zero.

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  17. Ela é linda e muito simpática…merece tudo que está acontecendo em sua vida artística. Recalque é foda!Inveja (Sensação ou vontade indomável de possuir o que pertence a outra)

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    1. Não é recalque, Rebeca. Não tenho absolutamente nada contra essa garota, mas beleza, como você deve saber, não põe a mesa. O Funk Carioca caracteriza-se por fazer apologia ao machismo (a própria DIVA do Felipe também faz em suas músicas, mesmo que subliminar) e ao crime. Ao contrário do samba, por exemplo, que também veio da periferia, o funk, por motivos óbvios, não consegue atingir todas as camadas da população. Por mim o Funk Carioca continuará na margem da já enxovalhada cultura brasileira.

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    2. Houve um tempo em que o samba era tão marginalizado quanto hoje são o funk e o hip hop, por ex. O samba não nasceu popular e levou anos para "atingir todas as camadas da população". Era música do morro, de negros pobres e discriminados pela elite branca - ah! esqueci que não somos racistas. Amargou décadas à "margem da já enxovalhada cultura brasileira".

      Ah! E antes que você ache que a Anita é minha DIVA, eu não sei quem é a moça, nunca a ouvi e não, não gosto de funk - mas eu também não gosto muito de samba, com algumas poucas exceções.

      Mas acho que gosto se discute, e de preferência sem desqualificar e agredir o objeto da discussão com argumentações machistas (ou racistas, ou homofóbicas, etc...), que foi o exatamente o teor dos comentários postados e apagados pelo Felipe.

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  18. Se alguem discordar e disser que a Anita parece uma pura? O comentário será censurado?

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    1. Imagina, 21:36, a gente não elimina comentário burro mas que se acha descolado e irônico. Com estes a gente se diverte.

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    2. Poxa vida, fui eu que escrevi o comentário "Se alguem discordar e disser que a Anita parece uma pura? O comentário será censurado?"

      Só que foi do celular. Digitei o "R" ao invés do "T". Fica um ao lado do outro no teclado. Mas certamente o Felipe vai censurar meu comentário e minha correção não vai aparecer no Blog.

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    3. Deixei pra mostrar o quanto tu é besta.

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  19. Carla Peres e Sheila Carvalho também não pareciam putas ao dançarem a "boquinha da garrafa". A garrafa também não representava um Pinto. Quem acha este tipo de coisa é doente.

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  20. As danças das moças são apelativas, isso faz parte do show. Chama a atenção e elas ganham dinheiro. Ou vão dizer que Madonna, Jennifer Lopez, Beyonce, Lady Gaga e tantas outras internacionais são melhores?

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  21. Respostas
    1. Putz, mais um para a lista de marginalizados deste país.

      O "gigante" acordou e agora quer protestar contra:

      1.preto, são contra as cotas raciais em cursos superiores;
      2.pobre, são contra o bolsa família;
      3.filiado ao PT; "que se f.o.d.a que o Joaquim Barboza seja preto, ele vai botar a petezada na cadeia, é dos nossos.", dizem os filhotes do "gigante"...
      e agora, funkeiros; "pois tudo que cheira povo e vem da periferia não presta, a não ser que seja branca e vendida em pó..."

      Viva! O "gigante" acordou!! Uhu!

      NelsonJoi@bol.com.br

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    2. Acho que deviam fazer uma lista de “marginalizados” pela burguesia tecnocrata reacionária brasileira.

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    3. Foi essa a idéia...

      NelsonJoi@bol.com.br

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  22. Meu Deus, quanto papo furado...Perdi um minuto da minha vida lendo essa idiotice!

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    1. Olha quem fala... Ontem mesmo, andou escrevendo umas idiotices lá no feice, hahahahah seu machistaaaa

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  23. É o mesmo de sempre na cabeça dos reacionários comentarias: mulheres protagonizando a própria sexualidade são um perigo iminente, vamos combate-las, vamos chamá-las de putas, vamos fazer o que a maioria sempre fez ao longo da história.

    É crianças, a história vai ali naquele bonde que vocês perderam.

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    1. Mulheres protagonizando a própria sexualidade são um perigo iminente para o meu pinto. É mais forte do que eu. Nem sei explicar.

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    2. Olha o tamanho da ignorância do anônimo...
      E vocês acham que é fácil lidar com vocês...

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    3. Provavelmente a minha ignorância é bem maior que o meu pinto após ver a dancinha (de santa...SQN) da Anita.

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    4. Bom Felipe, a julgar pelo comentário, o tamanho da ignorância desse anônimo não deve ser assim tão grande :)

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    5. Não é mesmo. 15 centímetros só...

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