segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Os anônimos e contribuição ao diálogo

POR JORDI CASTAN




Escrever no Chuva Ácida é um exercício semanal de tolerância. No período eleitoral os ânimos têm ficado mais exaltados e sempre há os que, escondidos sob o anonimato, vociferam baixarias e agridem desde a covardia.

Tenho por princípio publicar todos os comentários. Não recordo ter censurado algum (a menos que não tivesse a ver com o tema do post ou contivesse agressões ou ameaças). Ontem tive o desprazer de receber o comentário que publico aqui e que hoje é o tema deste post.

Enquanto houver no país uma minoria de trogloditas que ainda vivem no neolítico da democracia, correremos o risco de ser agredidos em nome da própria democracia e do estado de direito.


"Anônimo2 de novembro de 2014 00:22
Jordi,...desde que vc. chegou em Joinville assumiu prontamente a função de "capacho pseudo-intelectual "da burguesia local e agora se tornou também um "lambe-botas" da ditadura, insinuando um golpe na democracia. Já passou da hora de vc. ler uma bíblia e tentar salvar a sua alma, porque sua mente e seu coração já estão totalmente podres pela arrogância !" 

20 comentários:

  1. Você não esta sozinho nisso Jordi. Nas redes sociais já fiz uma limpa em postagens que de alguma maneira critica, aponta ou se nega aos Esquerdistas Radicais, Comunistas, Lenistas, Marxistas. Lembro de uma época que ser deste lado era como ser uma pessoa delinquente um bandido, uma pessoa a ser evitada e isolada. Hoje são as pessoas que pensam diferente deles é que sofrem esse bullying repetitivo e palavras de ordem. Tenho vergonha dessas pessoas.

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    1. Também acho que não estou sozinho nisso.

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  2. Mas Jordi, várias vezes perguntei por que vc. escreve nesse site. Mal comparando, Juarez Machado não tem obra na zona (presumo).

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  3. Você é o melhor do Chuva Ácida Jordi. Além de escrever muito bem, não és radical com quase todos os demais.

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    1. Menos, muito menos. Cada um tem os seus leitores e o seu perfil isso é o que faz do Chuva Ácida um blog plural e democrático.

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  4. Convenhamos que democracia não é o forte da esquerda latino-americana, aqui prevalece o complexo do pombo enxadrista.

    Antônio Carlos, Jlle

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    1. Então, na sua opinião, seria a democracia o forte da direita latino-americana?!? Os fatos mostram que não, já que a direita apoiou os golpes militares nas décadas de 60 e 70, quando vários governos democraticamente eleitos foram removidos do poder pelas armas, e não pelo voto!
      Foi a direita que deu um golpe de estado vergonhoso, amparado em mentiras veiculadas na grande mídia (como ficou comprovado), na Venezuela, em 2002; sendo os E.U.A. o primeiro país a reconhecer o governo golpista, que depois de três dias foi expulso do palácio do governo pelas mãos do povo.
      Todos os atuais governos de esquerda na América do Sul foram democraticamente eleitos, inclusive sem indícios de fraude nas eleições (conforme atestado por instituições internacionais).

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    2. A figura do pombo enxadrista é perfeita. Descreve com perfeição um tipo de gente cada vez mais comum por aqui.

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    3. Na década 60 a URSS existia, o comunismo soviético também, tanto que a ilha caribenha foi tomada por um salafrário comunista, financiado pelos cossacos, que está até hoje no poder. Ou os EUA bancavam as ditaduras militares nos países latino-americanos, ou todos nós agora seríamos personagens de um parque temático parecido com Cuba. A propósito, muitos questionam porque os EUA nunca ultrapassaram os limites da baía de Guantánamo, a resposta está lá: para mostrar aos latino-americanos o quanto uma ditadura esquerdista pode ser perversa.

      Os tempos passaram, os militares deixaram o poder e os países latino-americanos se redemocratizaram. Pensou-se que o comunismo estivesse morto e enterrado, ou recluso em algumas ditaduras, como as da China, Cuba ou Coréia do Norte. Ledo engano. Em pleno século XXI um louco resolveu ressuscitar esta porcaria na América Latina: Hugo Chávez.

      Este facínora, que agora está queimando no inferno, deu um golpe e se aliou a outras pseudo-ditaduras latino-americanas (como Bolívia, Equador e Nicarágua) para formar uma aberração chamada “repúblicas bolivarianas”, que nada têm a ver com o herói revolucionário Simon Bolívar.

      O populismo tomou conta do subcontinente, destruindo economias e minando a possibilidade da população mais pobre progredir, aumentando a dependência dela pelo Estado. Maduro na Venezuela, Kirchner na Argentina, Morales na Bolívia e Lula no Brasil, têm em comum projetos de poder, não de governo.

      Chile e Colômbia fizeram o oposto, abriram a economia, melhoraram a educação e diminuíram o tamanho do Estado. O México vai trilhando o mesmo caminho enquanto o Brasil está aí, atrelado a essas pseudo-ditaduras, com um Estado gigante e ineficiente, com uma educação pífia, população insegura, saúde falida e com uma economia dependente da exportação commodities primários.

      Antônio Carlos, Jlle

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    4. "O populismo tomou conta do subcontinente, destruindo economias e minando a possibilidade da população mais pobre progredir,...e Lula no Brasil". É, a economia do Brasil está destruída.. só que não! É a 7° maior economia do planeta, praticamente com pleno emprego. Nos últimos doze anos, ao contrário do que vc escreveu, MILHÕES de pobres progrediram e o Brasil saiu do mapa da fome (conforme estudo da ONU). Construímos aviões competitivos no mercado mundial, somos o único país do hemisfério sul a participar do projeto genoma,...

      A crise de 2008 abalou as potências centrais (as mesmas que criaram a crise, com a desregulamentação do sistema financeiro), vários bancos do hemisfério norte faliram. E no Brasil, quais bancos faliram devido à crise de 2008? O Brasil foi um dos países menos atingidos por essa grave crise, graças a solidez da economia e maior regulamentação do sistema financeiro - empréstimos para compra da casa própria por aqui são concedidos após análise criteriosa dos bancos, bem diferente do que acontecia nos EUA.

      Situação boa, na sua opinião, deve estar a Espanha, Portugal, Itália, Irlanda... países com taxa de desemprego que chegam a até 25%.

      Hugo Chavez ditador facínora? Quais são os fatos que te levam a crer nisso? Ele foi eleito democraticamente duas vezes, sem indícios de fraude nas eleições (diferente das eleições que levaram George W. Bush ao poder, com sérios indícios de fraude). E quem ele matou pra vc afirmar que ele é facínora? Ele não jogou bombas no Iraque, matando crianças, mulheres e idosos, com base na falácia de que o Iraque possuía "weapons of mass destruction". Está comprovado que os EUA invadiram um país com base em mentiras. Mataram milhares de inocentes. George W. Bush, Dick Cheney, Donald Rumsfeld, esses sim são facínoras.

      Ah, talvez vc vai alegar que Chavez ficou muito tempo no poder, não é? E que tal a Margareth Tatcher, o Jaques Chirac, o Helmuth Kohl e outros líderes europeus? Qtos anos esses ficaram no poder? Nem por isso eram taxados de ditadores.. e não eram mesmo.

      Saúde falida? Até certo ponto capenga, mas os gringos, inclusive norte-americanos, vem fazer tratamento contra HIV aqui no Brasil pelo SUS, porque será?! Talvez na sua opinião sistema de saúde bom é nos EUA. Já morei lá por nove meses. Faça a sua pesquisa e veja como é por lá.. depois compare com o sistema cubano de saúde.

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    5. Antônio Carlos deu uma resposta assertiva e completa. Ao contrário dos "liberais" e "democratas" que vociferam slogans, rotulam movimentos e tentar impor a sua cartilha goela abaixo sem apresentar argumentos válidos e sem ao mesmo tentar entender todas as nuances da discussão.
      Uma direita conservadora e democrática é tão vital para uma sociedade quanto uma esquerda liberal. O que estamos criticando são os extremos do radicalismo e do totalitarismo que são nocivos nos dois lados do embate.
      E o que se vê no Brasil hoje é um radicalismo cada vez mais exacerbado do Estado sobre a sociedade, sobre a mídia e sobre os movimentos sociais. E isso está nos guiando, perigosamente, a um controle estatal totalitário.
      Não é uma crítica à Esquerda, mas apenas ao PT.

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    6. Respondendo ao Anônimo das 19:11,

      Veja os números da Venezuela, um país assentado no petróleo, centralista, intervencionista, com inflação de 66% e subindo, faltam produtos básicos nas prateleiras dos supermercados. Em termos de PIB o Brasil “ainda” é a sétima economia, mas somos o segundo país entre os emergentes com maior desigualdade. Aí entram os programas assistencialistas do governo, mas de nada adianta dar R$77,00 sem um projeto desenvolvimentista concorrendo que possa absorver essa população no mercado de trabalho. O BF virou moeda de troca. Além disso, os números oficiais lançados pelo governo são comprovadamente maquiados.

      Em 2008 o Brasil só não caiu (veio cair mais tarde) por conta das reservas mantidas pelo comércio de commodities inflacionado, como o ferro, soja, etanol, etc. Por isso o governo se gaba de ter acumulado U$ 300 bilhões no tesouro, que já estão sendo usados na compra de dólares e no controle do câmbio. Em tempo, se o governo de Dilma não fosse tão intervencionista e mantivesse os pilares macroeconômicos (estabelecidos por FHC e mantidos por Lula) com a META FISCAL, ele consequentemente manteria META DA INFLAÇÃO e não precisaria se preocupar com o CÂMBIO FLUTUANTE. Dilma e sua equipe econômica erraram feio, hoje ela tem que pedir a ajuda do Meirelles – o mundo dá voltas.

      Os 5% de desemprego no Brasil é explicado pela baixa procura, o próprio IPEA levantou esse dado. Sim, conheço mulheres e homens jovens e sadios, com filhos, que preferem trabalhar na ilegalidade e manter o BF do que receber FGTS, seguro de saúde e contribuir com a previdência. Além disso, parte dos jovens ainda está nas universidades, espere eles saírem e vamos ver como fica a taxa de desemprego com o país tecnicamente em recessão e com a indústria demitindo.

      Quanto aos 5 milhões de empregos supostamente criados por Dilma, inclua neste pacote a legalização de atividades que antes não tinham vínculo empregatício e direitos reconhecidos pelo MT, como as empregadas domésticas, por exemplo. Esta última classe soma quase três milhões de trabalhadores no país. Ou seja, parte desses 5 milhões de empregos não foram criados, eles já existiam.

      Hugo Chávez deu um golpe com a ajuda dos militares, qualquer eleição vinda de um governo golpista deve ser contestada.

      Margareth Thatcher, a odiosa, governou uma Grã-Bretanha falida e a pôs em pé novamente. Idem para as contribuições de Jaques Chirac e Helmuth Khol nos seus respectivos países. Acontece que na Venezuela de Chávez/Maduro os índices econômicos vêm despencando a cada ano – nem preciso entrar em detalhes.

      Saúde publica nos EUA é praticamente inexistente, lá tudo tem de ser pago. Mas em termos de qualidade de atendimento e procedimento, não há comparação. Depois, embora os procedimentos de saúde norte-americanos sejam caros, os trabalhadores dos EUA têm bons salários, os créditos são vastos e naturalmente baratos, além disso, os planos de saúde de lá funcionam melhor do que os daqui.

      Falando em HIV, o Brasil só se tornou exemplo no tratamento desta doença com o projeto de liberação das patentes apresentadas pelo então ministro da saúde, José Serra, no governo de FHC.

      Por fim, deixo um vídeo para alguns se preocuparem:

      http://www.youtube.com/watch?v=OYSWa1uPPkg

      Se você acha a Venezuela um exemplo a ser seguido, parabéns.



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    7. Acrescento à resposta do colega, que a crise de 2008 também não afetou o Brasil pois, além do lastro das commodities, também muito por conta do saneamento bancário realizado pelo FHC nos anos 90. Bancos estaduais que serviam apenas de emissores de títulos dos governos foram fechados, priivatizados ou federalizados. Bancos com rombos escondidos e contabilidades fantasiosas foram liquidados ou vendidos (como o Nacional e o Bamerindus). O sistema bancário hoje tem um limite de investimento a ser feito, pois aqui temos uma regulamentação bem mais rígida com depósitos compulsórios e limites de alavancagem.
      Ou seja, com a casa em ordem, a crise não nos pegou e evitou que seguíssemos pela mesma linha.
      Isso em um governo supostamente "neo-liberal". Se ao menos os críticos soubessem do que se trata, facilitaria demais a discussão.
      Enfim...

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    8. Caro Jordi,

      em seu comentário de 04 de novembro de 2014, as 17:21h, vc escreve que: "A figura do pombo enxadrista é perfeita. Descreve com perfeição um tipo de gente cada vez mais comum por aqui." Seria esse seu comentário principalmente baseado no comentário do anônimo das 16:17h?

      Sendo assim, poderia por gentileza detalhar claramente quais dos fatos, citados pelo anônimo, que vc considera não refletirem a realidade?

      Obrigado.

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    9. Caro Anônimo das 16:17, se identificou com o pombo enxadrista? Dizem na Venezuela Bolivariana que "Quien se pica, aji come" Não deveria se sentir citado. Pode ficar sossegado.

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  5. Jordi e seu cordão de puxa-sacos liberalizantes. Ficar ouvindo idiotices sobre a America Latina sem qualquer conhecimento de causa chega a ser cômico. Esta gente deveria voltar 30, 40 anos no tempo em que estes países realmente eram as republicas das bananas dominados por ditadores sustentados pelos EUA e que uma casta sobrevivia em função da escravidão do restante. A classe média e a fome começaram a sumir depois que os "tiranos de esquerda" chegaram.

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    1. "...A classe média e a fome começaram a sumir depois que..."
      Irretocável, Parabéns.

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    2. Claro, claro ! O único país que não sucumbiu ao poder americano foi a honrosa Cuba, com seus estadistas modernizadores e que hoje administram um país democrático, sem castas e nem poder absoluto, com um população abastada e uma classe média vigorosa e pujante.

      Como não aprendemos isso ainda !!


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    3. Não é só Cuba, Venezuela esta no mesmo caminho, se não chegou la já.

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