sexta-feira, 13 de abril de 2012

MELHOR E PIOR - SEMANA 2


19 comentários:

  1. Respostas
    1. A questão do aborto não é assim tão simplória, Zé. Nem todos os defensores da proibição do aborto enquadram-se na categoria "religioso intolerante". Embora não tenha 100% de convicção, minha inclinação em relação ao aborto é sempre contrária à realização deste.

      Sou contrário ao aborto. E minhas motivações são sim religiosas (embora eu prefira 'espirituais'). A diferença é que não são dogmáticas, algo como "não pode porque Deus não quer". É fruto de muito raciocínio lógico (sim, isto pode ter a ver com espiritualidade, ao menos na minha visão de mundo).

      Ser contrário ao aborto é, para mim e para os outros que comungam da mesma doutrina que eu, uma questão de lógica e até mesmo ciência.

      Não vou aqui buscar convertê-lo ou expor esta lógica, uma porque não gosto de tentar defender minha crença tampouco falar sobre religião sem ser no face a face. Apenas quero esclarecer que nem todos os contrários ao aborto são religiosos intolerantes ou conservadores anencéfalos, com o perdão do trocadilho!

      Abraço

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  2. Na buena, Guilherme. Mas vamos por partes.
    1. Respeito o teu ponto de vista.
    2. Todos as religiões são intolerantes. O que muda é o grau de intolerância (que pode se manifestar num inocente moralismo). Diz aí o nome de uma religião libertária...
    3. Não peço desculpas por viver no século 21.

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    1. Zé, em Buenos Aires, soube estes dias por um amigo, tem um templo da religião maradonista. Em San Francisco (acho, mas pode ser NY, não tenho certeza), fica a sede da religião "John Coltrane".

      Não sei se são libertárias, mas que são diferentes e originais, isso são.

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    2. Bem, Clóvis, eu sou fã do Coltrane. Talvez uma igreja coltraniana me interessasse. Mas não podemos esquecer que ele não falava de um deus. Ou melhor, o deus dele era a música. Igrejas sem deus podem ser libertárias... De resto, já falamos sobre isso: discutir religião, fé, ateísmo e essas coisas é um assunto datado para mim. Já discuti o suficiente lá pelo meus 20 e poucos anos de idade.
      Abraços.

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    3. Vou abrir o Movimento Igreja Jequeana Apostólica - MIJA. Além da constitucional imunidade de alguns impostos, ainda é possível eu me beneficiar do voto religioso quando eu quiser ser candidato a algum cargo eletivo.

      O Nardela, o Valdomiro Schützler, o Cau Hansen vão ser a trindade santa. O Coelho vai ser o animal sagrado. O Lima vai ser o apóstolo. E o Argel Fucks é o bispo.

      Bem, o fanatismo cego jequeano já me acompanha há algum tempo, mesmo nos piores momentos eu continuo acreditando. Fé cega :)

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  3. Opa, Zé!

    As desculpas não quero e nem seria justo que você pedisse pois não haveria porque pedi-las. Sei que respeitas meu ponto de vista e por isso me senti à vontade para fazer o contraponto.

    Quanto à intolerância de todas as religiões, tenho meus pontos de discordância. Eu não aceitaria ter crenças intolerantes. Mas não arredo o pé de discutir este tipo de coisa pessoalmente, o que vai atrasar esta resposta para pelo menos o ano que vem, uma vez que não está em meus planos visitar a Metrópole da nossa Colônia!

    Abraço!

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    1. E achas que vou ficar discutindo religião contigo aqui prestas bandas? O mais perto da religião para mim seria uma garrafa de vinho Padre Pedro. Ou um daqueles pratos alentejanos de comer rezando. Ou atracado a um doce conventual.
      Abraços

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  4. Pois é Guilherme... inacreditável que o MP nada faça em relação aos outdoores que estão fazendo propaganda antecipada escancarada...

    Parece-me que o promotor responsável esta tão preocupado com os holofotes, em "sair bem na foto" nas matérias da "marcha contra a corrupção", que nada faz quanto a isto.

    A justiça eleitoral, que poderia igualmente tomar um atitude de ofício, também se cala curiosamente.

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  5. Guilherme, você tem razão: trata-se de tema controverso e que toca diferentes sensibilidades. Por outro lado, a descriminalização do aborto, reivindicação antiga principalmente do feminismo, não implica a obrigatoriedade ao aborto mas, tão somente, assegurar às mulheres que por alguma razão decidam pelo aborto, possam fazê-lo sem serem culpabilizadas criminalmente por isso.

    No Brasil, claro, estamos longe disso, e em grande parte por conta da pressão de grupos e lideranças religiosos, que não aceitam e não querem lidar com o fato de que vivemos em um Estado laico – e para isso, contam com a incômoda conivência dos muitos governos de plantão. O que o STF aprovou ontem foi sim, um avanço civilizacional e democrático, mas chega a ser ridículo que o Supremo Tribunal tenha de legislar sobre algo tão obviamente indigno como uma mulher não poder decidir, sem incorrer em crime, se quer ou não colocar fim a uma gestação que, quase invariavelmente, tem o mesmo fim, que é morte do bebê, quando não do próprio feto.

    Ontem li no Facebook algo que achei bacana e que assino embaixo, do professor Idelber Avelar: “Festejemos a decisão do STF, claro, mas ... só pra lembrar: estamos em 2012, século XXI, e o Brasil está discutindo se o Estado pode obrigar uma mulher a carregar um cadáver em seu ventre. Não percamos a dimensão da nossa miséria”. Resume o que eu penso.

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  6. Concordo com o José, o debate sobre a interrupção de gravidez com feto anencéfalo é ultrapassado. É lógico que sem cérebro não há vida então discussão após isso é perda de tempo. Tenho uma filha de 8 meses então a gravidez ainda está bem viva em minha memória, e nenhuma mãe merece todo o desconforto de uma longa gravidez sabendo que a criança não sobreviverá. E digo mais, nem o pai merece passar os 9 meses da gestação sabendo desse futuro.

    E a título de informação, no islã um feto só é considerado "vida" após 120 dias de gestação, ou seja, 4 meses. Em casos de estupro, risco de vida para a mãe e má formação do feto é permitido o aborto, se a mulher assim desejar. Casos onde a pessoa apenas "não quer ter a criança" são proibidos.
    Eu jamais faria um aborto por irresponsabilidade, caso isso acontecesse, mas como sou responsável jamais vai ocorrer um "erro" e esquecer camisinha ou coisas do tipo, heheh

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  7. Ah, faltou comentar que considerar a pré-candidatura do quase ficha suja algo positivo é de péssimo gosto

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    1. Ivan
      Concordo com você em parte. A candidatura do ex-prefeito Tebaldi como algo positivo deve ser entendida como
      Sarcasmo mode ON TURBO. Com certeza a camapanha vai ficar MUITO mais ANIMADA e ENTRETIDA...não melhor.

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    2. Claro que só podia ser sarcasmo e ironia do Sr. Castan. Aliás, ele publicou a definição desses termos no seu blog dias atrás.
      Mas, todos sabemos que muita gente acredita, o que contribuirá fortemente para o aumento de consumo de Plasil pela população joinvilense.
      Em entrevista ao jornalista puxa-saco número 02, Toninho Neves (o número 01 é o tal do Gebaili), o Sr. Tebaldi nos ofereceu inúmeras das suas costumeiras "preciosidades" dias atrás. Com direito a repeteco hoje pela manhã no canal 20
      Entre elas:
      - Todas as obras do atual prefeito, foram deixadas prontinhas e encaminhadas por mim
      - O Carlito não fez nada que eu já nao tivesse deixado pronto "de bandeja"
      - O que o Carlito fez? Ah sim, a parada Gay, que é coisa dele mesmo, e a pinguela Charlot.
      - E tem ainda os nove parques, que deixei encaminhados e financiados. Ele só fez um...
      E por aí foi.

      Mudei de canal e fui vomitar.

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    3. Obrigado pela sua leitura Sr. Nelson Jvlle.
      Saber identificar a ironia, o sarcasmo ou o cinismo numa frase curta não é fácil. Você sabe diferenciar um do outro com precisão. Eu ainda tento aprender a usar cada um na medida certa.
      Tenho errado mais do que gostaria e a maioria de leitores levam tudo muito a serio. Um pouco mais de humor seria recomendável e deixaria o nosso dia a dia mais entretido.

      Tento imaginar como esta campanha eleitoral poderá ser entretida. A cara de pau de uns, o perfil de outros e a mitomania da maioria fara desta eleição uma das mais engraçadas dos últimos anos. O resultado lamentavelmente dificilmente será bom para Joinville.

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  8. Nunca mais voto no tebaldi
    Votei nele pra deputado federal e ele se quer ficou no cargo.
    Foi pra secretaria da educação e agora já quer ser prefeito de novo.
    Ele só tá pulando de cargo em cargo, pra se manter na política.
    Pra mim ele já era.

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    1. Parabéns pela sua decisão.

      Em 2005 tomei a mesma decisão!

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