POR SANDRO SCHMIDT
segunda-feira, 5 de março de 2012
Não vote em religiosos
POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO
Hoje o texto é propositadamente panfletário. Vou aproveitar o Chuva
Ácida para lançar a minha campanha pessoal para as eleições deste ano: não vote
em candidatos religiosos. Ok... em democracia cada pessoa escolhe em que vai
votar, mas vou usar este espaço para um pouco de proselitismo. Porque se
depender do meu esforço, não vamos ter nenhum religioso eleito, nem para
síndico de prédio.
E antes de continuar a expor o meu raciocínio, deixo clara a minha
posição: nada tenho contra as pessoas que seguem uma religião. Para mim cada um
come o que gosta. Mas lugar de religioso é na igreja. Tudo bem se o cara quiser
entrar para a política. Mas que o faça como cidadão e não como crente.
Misturar política com religião é o inferno da democracia.
Havemos de convir que o estado laico está em risco no Brasil. O país
está a se transformar numa espécie de cripto-teocracia, onde esses
fundamentalistas sem turbante adquiriram um poder desmesurado. A própria presidente
Dilma Roussef parece estar refém dessa maralha no que toca a tomar decisões que
apontam para o avanço civilizacional.
A questão é séria. Esses tipos estão a empurrar o país para o
atraso. O resultado é nefasto, tanto no
plano cultural como nas questões do cotidiano. Do ponto de vista da cultura,
eles tentam levar o país para uma espécie de terceiro mundo mental. No plano
prático, há religiosos que usam a política para se darem bem. Tem neguinho a
levar vida de marajá (ah... os marajás usam turbante) e a viver um autêntico
deboche democrático.
Tem religioso hipócrita que faz da política a escada para o arrivismo
pessoal. São tantos que a expressão "religioso hipócrita" já começa
a parecer pleonasmo. É gente que se aproveita da boa fé dos outros em
benefício próprio. Aliás, nunca a ideia de rebanho pareceu tão clara. Os fieis
dessas seitas (porque não passam disso) formam um rebanho aprisionado numa espécie
de curral eleitoral, onde o voto de cabresto é a regra.
Para mim, que sou ateu, a existência desse tipo de religioso é a prova
de que deus não existe. Porque se existisse já tinha disparado uns raios para
cima deles.
É hora de acabar com essa canalhada religiosa que tomou conta da
política. Não dê o seu voto para esses caras.
domingo, 4 de março de 2012
Fast food sensual?
POR
ET BARTHES
Que
McDonald’s que nada. É a fast food da Carl’s Jr. and Hardee’s que está na boca
do povo. E não é para menos. Para o lançamento do seu sanduíche mais picante, a
rede decidiu usar um filme que faz o ato de comer um “x” parecer algo cheio de
sensualidade. Quem come o novo Southwest Patty Melt começa logo a suar. Exagero
ou não, o certo é que a modelo Kate Upton encarnou bem o papel e produziu
momentos de muita sensualidade.
Schützler e a mística vencedora do JEC
POR TORCEDOR DO JEC
Justíssima. É a palavra que melhor define a entrega da medalha Princesa Dona Francisca a Waldomiro Schützler, primeiro presidente do JEC e um homem que tem uma trajetória esportiva marcada pelas vitórias. Os longos anos em que ele esteve à frente dos destinos do clube foram tempos de muitas alegrias para os torcedores tricolores. O balanço desse período permite dizer que houve muito mais acertos do que erros.
Sem cair na tentação de elaborar teses sociológicas, o fato é que nesses tempos a própria cidade, inspirada pelas conquistas do time, vivia um astral mais elevado. As sucessivas vitórias serviam para aumentar a auto-estima dos joinvilenses. E foi nesse período que se construiu a imagem de uma equipe destinada a ser campeã.
Não há dúvidas de que o torcedor do JEC é um dos mais aguerridos e apaixonados pelo seu clube. E é indiscutível que a paixão dos torcedores de hoje tem as suas raízes nesses tempos em que o Joinville, sob o comando de Waldomiro Schützler, era um autêntico rolo compressor em Santa Catarina, época em que construiu uma mística vencedora.
Que outro time pode se orgulhar de ganhar oito campeonatos seguidos, como fez o JEC entre 1978 e 1985? Se era raro naqueles tempos, quase impossível nas condições atuais. Aliás, Waldomiro Schützler foi um vitorioso também no plano semântico. Porque enquanto esteve à frente do clube, os joinvilenses tiveram que aprender a pronunciar palavras novas, como pentacampeão, hexacampeão, heptacampeão ou octacampeão.
Os torcedores que tiveram o privilégio de ver os times desses tempos sabiam que uma ida ao Ernestão era garantia de um futebol eficiente, bonito e guerreiro. E não importava o nome do adversário, porque muitos times grandes do futebol brasileiro sucumbiram aos pés dos craques do JEC. E em muitos jogos memoráveis o time produziu verdadeiros recitais de futebol.
Naqueles tempos, o JEC era um time que mandava nos jogos em casa, mas quando saía por esse Brasil afora, nos campeonatos brasileiros, sempre foi respeitado. E não importava se o adversário era o Flamengo do Rio ou o Treze da Paraíba. O JEC entrava em campo com a obrigação de vencer os times pequenos e a determinação de aprontar para cima dos times grandes.
Nenhum adversário podia achar que um jogo com o JEC era fácil. Porque o time, que teve muitos craques ao longo desse tempo, impunha respeito. E por falar em craques, está aí um dos maiores méritos de Waldomiro Schützler e da sua equipe diretiva. Sempre que saía um jogador do time, na maioria das vezes vendido para times de maior expressão, o substituto que vinha era quase sempre à altura.
Havia a tal mística ganhadora. Mesmo que houvesse dúvidas sobre o talento do novo jogador, quando chegava ao JEC ele crescia e começava a se impor. Quem vestia a camisa tricolor sabia da importância de jogar num clube vencedor. Aliás, o central Leandro, que não era um craque, certa uma vez definiu a coisa. “Para jogar no JEC tem que ser assim: treino é jogo e jogo é guerra”. Duro, mas eficaz.
Houve muitos times de qualidade ao longo dos anos em que o JEC era comandado por Schützler. A equipe octampeã, por exemplo, é lembrada como uma dos mais completas - em talento, técnica e garra - de toda a história tricolor: Válter, Alfinete, Léo, Leandro, Jacenir, Ricardo, Nardela, João Carlos Maringá, Geraldo Pereira, Wagner Oliveira e Paulo Egídio. Jogadores que esbanjavam talento.
O tempo em que Waldomiro Schützler esteve à frente do clube também teve outros nomes em destaque. Wagner Bacharel, Fontan, Moreno, Zé Carlos Paulista, Jorge Luiz Carneiro, Galvão, Bosse, Valdo, Edinho, Pingo. Enfim, a galeria de grandes jogadores é extensa e alguns nomes podem ter sido esquecidos.
Por tudo isso - e outras razões que não importa discutir aqui - a homenagem a Waldomiro Schützler é mais do que merecida. Afinal, importa lembrar que quando esteve à frente do time, em especial até ao octacampeonato, o seu nome era uma referência para além do plano esportivo. Para os joinvilenses, Schützler tinha mais autoridade moral para representar a cidade do que muitos políticos.
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