sábado, 24 de dezembro de 2011

Cartinha ao Papai Noel

POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO

Caro Papai Noel.

Eis o que queremos no nosso sapatinho este ano: o senhor pode pedir ao deputado clarificador Clarikennedy Nunes para desbloquear o Twitter do Chuva Ácida? É sério. Porque a nossa vida mudou muito – e para pior – desde que perdemos esse privilégio. É impossível viver a sem a sabedoria com que ele brinda os seus seguidores todo (santo) dia.

É difícil assimilar a perda, Papai Noel. Se não formos desbloqueados só nos restará o divã. O pensamento do deputado clarividente Clarikennedy Nunes é inspirador. É um exemplo da mais esmerada filosofia, expressa em apenas 140 caracteres.

Ok... ele atropela a língua portuguesa repetidas vezes. Mas isso é parte de uma inteligentíssima estratégia de comunicação: os ataques à língua-mater são uma forma de ficar mais parecido com os eleitores comuns, pessoas que também erram.

É deprimente ficar sem ler - em primeira mão - aqueles twitts cheios de coragem, ousadia e ímpeto inovador. As palavras do deputado dão a esperança de que, quando estiver na prefeitura (sim, porque é apenas uma questão de tempo), finalmente teremos lá um homem que vai por, ao serviço da cidade, toda a sua vasta experiência profissional – testada nos longos anos de trabalho fora da política.

Se não formos desbloqueados, Papai Noel, onde iremos buscar o alento necessário para acreditar num futuro melhor para Joinville? Queremos acompanhar cada passo até a chegada à Prefeitura. Porque então, como temos lido, todos os problemas serão resolvidos num ápice. Temos a certeza de que ele será incansável. E só descansará ao sétimo dia.

Será que ele não gosta de nós, Papai Noel? Será que levou a mal o texto do Charles Henrique? Aquele post a dizer que os deputados joinvilenses recebiam a bagatela de R$ 670 de diária para “visitar” Joinville? Ou terá sido outro texto feito com base nos seus twitts? Aquele a mostrar que talvez a história das diárias tivesse pontas soltas? Nada disso, Papai Noel.

Só pode ser um mal-entendido. O deputado que nos livrou da presença de Hugo Chávez em Santa Catarina (num dos seus mais indômitos atos como político) só pode ser um democrata que sabe conviver com todas as opiniões. Temos a certeza de que tudo não passa de um engano e a culpa é do Twitter. Damn you, Jack Dorsey!

Prefeito, vereadores, deputados...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Frágil versus ágil

POR ET BARTHES

Sabe aqueles produtos que você compra e a caixa tem a inscrição “frágil”? Mas talvez o conceito de fragilidade possa levantar algumas dúvidas, como podemos ver nesta entrega de um monitor. E o dono do aparelho estava em casa. Mas, aqui entre nós, talvez em vez de “frágil” o entregador tenha lido apenas “ágil”. E ágil ele foi, sem qualquer dúvida.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Não tem jeito


Por JORDI CASTAN

Cada vez a vontade de desistir é maior. Se não fosse pelo apoio constante dos leitores que enviam e-mails, telefonam ou contribuem com seus comentários, confesso que já teria desistido mais de uma vez. Não porque esteja fatigado de escrever sobre como esta administração municipal é ruim. Fadiga não é algo capaz de me desmotivar. As criticas, ameaças e chiliques menos ainda. O motivo mesmo é acreditar que não há esperança, que estamos vivendo um quadriênio perdido. E que estes quatro anos são um retrocesso e que nos levarão outros tantos para voltar ao patamar anterior que, bem analisado, tampouco era grande coisa. Mas entre ficar parado quatro anos e regredir há uma sensível diferença.

Dois exemplos para mostrar o nível de incompetência que assola a cidade. O primeiro é a historia da ponte que faria a ligação entre a Rua Aubé  e a Rua Plácido Olimpio de Oliveira. Joinville receberia R$ 3.000.000 através de uma emenda parlamentar, dinheiro a fundo perdido que, acrescentado aos R$ 1.200.000 de contrapartida. permitiria construir uma ponte que é importante para a cidade. Vamos perder os R$ 3 milhões, porque o prazo esgotou neste final de ano. Uma pendenga judicial com dois terrenos não permitiu que a obra fosse iniciada. A Prefeitura já trabalha com duas alternativas: a primeira contratar um empréstimo com o Badesc, que teremos que pagar entre todos e que incluirá juros; a segunda opção será executar a ponte com recursos próprios. De uma forma simples e clara perdemos R$ 3.000.000 e a ponte ficou cada vez mais distante de se concretizar.

O outro exemplo é o do esgoto. É a única obra que esta administração está executando digna deste nome. Ninguém deveria questionar a sua importância. A obra toda está sendo custeada com o sobrepreço que pagamos todos na nossa água e no nosso esgoto. Aqueles valores escandalosos que pagávamos antes para a Casan - e que eram drenados para manter a estrutura da empresa em Florianópolis e permitiam equacionar a tarifa de água dos municípios deficitários - foram mantidos quando da municipalização. E permitiram que se constituísse um caixa significativo para executar as obras necessárias e pudéssemos incorporar, na Companhia Águas de Joinville, os mesmos vícios da antiga operadora do sistema. Tanto os altos salários como as perdas significativas da água tratada escancaram uma ineficiência que já foi bem menor. 

O mais curioso no tema do esgoto são as informações desencontradas com que o governo nos brinda. Durante a campanha, o promessômetro registrou a promessa de concluir a gestão com 70% do saneamento básico instalado. Quando a esmola é demais, o santo deveria desconfiar. Mas depois os percentuais foram mudando para coisa de 52% em abril deste ano, agora já se fala de 32%, mas ainda mantendo a esperança que possa ser de 38%. Quando a administração de uma empresa pública de importância transcendental para Joinville, baseia suas previsões na esperança, mais que na técnica é bom se preocupar. Porque é provável que os cálculos e previsões estejam mais baseados no chute e no achismo que em qualquer estudo técnico. Por isto aumenta a sensação que há muita incompetência e pouco conhecimento. A possibilidade que isto possa vir a endireitar, nos poucos meses que faltam, é cada vez menor.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Vocação esportiva e a Arena Joinville

POR FELIPE SILVEIRA

Foi anunciada nessa semana a possível ampliação da Arena Joinville. Essa que foi a grande obra eleitoreira de Tebaldi, pode ser um belo reforço na campanha de reeleição de Carlito. E, sem querer misturar as coisas (cada área e projeto tem a sua verba), fico indignado com a felicidade que dá nesse povo cada vez que se fala nesse estádio.

Fico indignado porque não vejo ninguém brigando por uma pista de atletismo adequada, por mais projetos esportivos junto à comunidade, por uma piscina olímpica ou por mais estrutura para os nossos atletas. Não quero também criticar o trabalho da Felej, pois considero um trabalho bem feito e que, na medida do possível, tem atuado em todas as áreas do esporte. Ressalto que essa é uma visão de fora, superficial. Enfim, quero apenas dizer que a cidade tem potencial para ser uma potência esportiva do país, que tem vocação para o esporte, mas que para isso também precisa contar com o apoio das pessoas que atualmente se contentam com a ampliação da Arena Joinville.

Joinville é uma cidade com vocação para o esporte e 2011 foi um ano que, apesar de alguns resultados ruins, mostra a força esportiva da cidade. Quais cidades no Brasil podem se orgulhar de ter um time na forte série B do campeonato brasileiro, um time de basquete no campeonato nacional, um time de futebol americano disputando o nacional, um time de futsal campeão da taça Brasil, uma promessa olímpica como a Tamiris de Liz e outros tantos atletas que são referências nacionais e estaduais em diversas modalidades, como o caratê, a natação e outras tantas. E, claro, isso é apenas uma visão superficial da coisa, de quem nem é muito ligado em esportes.

Muitas vezes não reconhecemos a qualidade da cidade neste âmbito, mas é inegável a grandeza esportiva de Joinville. Preferimos reclamar de resultados ruins, como as quedas do JEC, a má campanha da Krona, principalmente neste ano, o fechamento do time de vôlei da Tigre. Claro que há coisas ruins, mas o esporte é cheio de altos e baixos mesmo, e a consistência e a insistência são fatores determinantes. O time de basquete de Joinville, por exemplo, deu um susto na cidade este ano. Parecia que ia fechar, e quando chegou o início do NBB, parecia que não iria pra frente. Hoje, no entanto, está sendo formado um time forte, bem treinado pelo José Neto e com reforços importantes. O futsal da Krona é outro exemplo. Depois de uma campanha muito ruim na Liga, com um bom time, poderia ter abandonado o barco, mas pelo que se vê está montando uma seleção para ganhar tudo em 2012. Se vai ganhar alguma coisa, são outros quinhentos.

Em qual das duas imagens está a nossa maior riqueza esportiva?