sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

As cadeiras e a patologia da normalidade

POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO

Tem muita coisa importante acontecendo por aí. Mas hoje vou falar de um tema que, parecendo irrisório, serve para compreender um pouco da patologia da normalidade (termo de Erich Fromm) dos joinvilenses: o costume de, nos bares e restaurantes, os donos levantarem as cadeiras (foto) a partir de certa hora. Já devo ter andado por algumas dezenas de países, do Paraguai à Noruega, e não me lembro de ter visto coisa parecida.
Correndo o risco de fazer uma análise redutora, acho que esse hábito deve ser uma exclusividade local: significa que é hora de “ir embora” porque o dia seguinte é dia de trabalho. Repito sempre, nas conversas com amigos, que viver em Joinville provoca a sensação de estar dentro de um livro de Max Weber. Aliás, ele exultaria por ver vívida a teoria que em outros tempos dividiu opiniões. Ou melhor, irritou os católicos:
“Os homens de negócios e donos do capital, assim como os trabalhadores mais especializados e o pessoal mais habilitado técnica e comercialmente das modernas empresas é predominantemente protestante”. 
As cadeiras sobre as mesas são a metáfora de um certo insconsciente social. Têm o poder de mostrar como o tempo parou, como a cidade se fecha para o novo, como as ideias do ócio e da boêmia não se encaixam na realidade. Onde vão os intelectuais, os músicos, os artistas, as vanguardas, os disruptores e outros vagabundos? Não vão a lugar algum, porque não existe um lugar para eles. Talvez porque a cidade sequer permita que eles existam.
A noção de tempos livres mudou muito desde o início do capitalismo. E nas últimas décadas a evolução aconteceu de maneira dramática, em especial com a automatização crescente dos processos produtivos e a revolução digital. Nos dias de hoje, os tempos livres ganharam um estatuto adequado a essa nova realidade. É assim no mundo moderno. Mas em Joinville há quem se agarre patologicamente a um passado mítico, onde tudo era “melhor”.
O tal inconsciente social define que ser “gente de bem” é ser ordeiro, trabalhador e não fazer marolas. Ou seja, a noção de liberdade está associada ao trabalho. E para que não me acusem de fazer uma crítica ao espírito do trabalho, recorro aqui a uma fala de Theodor Adorno, quando ele fala de tempos livres: homens não-livres que vivem a não-liberdade como se liberdade fosse. Diz o sociólogo frankfurtiano:
“Se se curasse responder à questão sem asserções ideológicas, tornar-se-ia imperiosa a suspeita de que o tempo livre tende em direção contrária à de seu próprio conceito, tornando-se paródia deste. Nele se prolonga a não-liberdade, tão desconhecida da maioria das pessoas não-livres como a sua não-liberdade em si mesma”.
É a patologia da normalidade. E mais não digo.
P.S.: O leitor e a leitora devem estar a perguntar sobre o que justifica este texto. É que ontem fui “convidado” a sair de um bar às 22h30min. Primeiro levantam-se as cadeiras, depois desliga-se o ar condicionado e por fim as luzes começam a ficar escassas. É hora de ir dormir. Porque amanhã é dia de trabalho.

63 comentários:

  1. Pela foto é uma espelunca.
    Que tal trocar de amigos? E aproveita e faz uma revisão dos lugares que você frequenta. #apenas uma dica e de graça.

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    1. Troca de amigos? Vamos lá. Eu tenho um amigo psolista. Troco por vinte do PSD...

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    2. Tais bem arranjado, então.

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  2. um dos problemas pelo qual passa o turista, que por ser turista não vive o cotidiano do lugar: o cara sempre escolhe a pior birosca prá tomar uma. se vc foi levado o parceiro de cana foi inexperiente. tem boteco aqui aberto 24 horas, e outros nem cadeira tem. num caso ou no outro o teu problema tava resolvido e vc teria guardado a filosofia para as coisas mais importantes que estão acontecendo por aí...

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    1. Desculpa lá pela filosofia. É que eu tomei um Jägermeister falsificado e acordei pensando em filósofos alemães...

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    2. Jägermeister? prefiro Nietszche.
      o jerk é legal prá fim de tarde.
      mas tu tem razão, a fase butequística da cidade tá triste mesmo, saudade do seu ernst..

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  3. E eu achando que eles levantavam as cadeiras pra varrer o chão.

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    1. Fiquei a pensar. E não é que os europeus são uns porcos? Isso só pode significar que eles não varrem o chão...

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    2. Pode ser também. Ou eles usam aspirador. Na verdade, não conheço a Europa. Entendi seu ponto de vista. Fui aluno do Afonso Imhof e sei muito bem como esta cultura está impregnada em Jacu City, cidade da ordem.

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    3. Aliás, lembro que o Wiggers não fazia isso com a gente não.

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  4. Não considero o local uma espelunca ou birosca. É um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade, há mais de 90 anos no ramo (se juntar o tempo de funcionamento dos botecos "bacanas" da Via Gastronômica não chega a metade disso). Será que em 1922 (quando abriram) também fechavam as 22h30min?

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    1. Por respeitar a história não citei o nome. Mas é por essas coisas que, como dizia o "seo" Wittich Freitag, a cidade não tem que se preocupar com isso de turismo. Não é para Joinville...

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    2. Quando era birosca o citado era melhor.
      E deixando de lado a luta de classes na via gastronomica tem uns botecos legais sim...

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    3. De fato, sou frequentador assíduo de pelo menos dois bares da Via Gastronômica no trecho que considero mais "underground" (próximo ao Mueller). Boas cervejas, ambientes bons para conversar, boas músicas. Há outro, fora da "via", também muito tradicional, que é boa pedida (depende do dia, de segunda a quarta-feira é bom, mas na sexta-feira é tomado pela playboyzada).

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  5. olha, me parece fenômeno catarinense. já sofri essa "expulsão voluntária" em Blumenau e Florianópolis. Inclusive, um dos lugares mais legais no centro de Florianópolis não funciona depois da meia-noite ;(

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  6. É um absurdo, este toque de recolher de Joinville, bares devem fechar a meia-noite e casas noturnas podem funcionar até as 4h. Leis para proibir o consumo de bebidas nas praças e ruas. O estado fazendo você ser cada vez mais adestrado.

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  7. Não tem outra coisa pra escrever não, do que ficar se preocupando com cadeiras erguidas. Tenha dó.

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  8. Oi Baço,
    Raramente concordo com seus textos, sempre leio pois acho interessante e provocativo, mas raramente concordo. Mas este eu condordo e muito.
    Acho uma tremenda falta de educação. as pessoas em Joinville não sabem atender bem seus clientes, parece que nasceram para a indústria, mas o terceiro setor é hoje o mais promissor e Joinville está muito atrasada neste quesito. Já percorri a cidade após as 11:00 da noite para jantar e foi muito difícil achar algum lugar aberto. Já ouvi várias desculpas, adicional noturno, hora extra, falta de ônibus após a meia-noite e etc...
    Tem gente que acha que Joinville nasceu parta ser Esparta e não Atenas... rsrs
    Mas pelo menos os supermercados ficam abertos no almoço, lembro do tempo que fechava tudo ao meio-dia. De certo modo, Joinville tem evoluído bastante nos últimos anos, mas precisamos de muito "chon" (como dizem os alemães) para chegar lá!
    Andy

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  9. Joinville quer e sempre quis ser a maior em crescimento econômico, desde que seu estilo provinciano não se altere. Vamos ver até onde se consegue, pois desde 1974 quando aqui cheguei isto é rotina diária!

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  10. Já morei fora também. Tinha lugares que abriam as 5 ou 6 da manhã pra aproveitar a turma que saia de outros eventos e queria continuar a "odisseia". Joinville é um dos piores lugares do mundo para lazer. Baladas tem dress code, o cúmulo da padronização e bares tem toque de recolher, o cúmulo do antagonismo.

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    1. Já tivemos isso na cidade. A gente saia das discotecas e todo mundo encontrava-se naquela panificadora bem no começo da 9 de março. Xineque e café... A negada toda pendurada no balcão e nas mesas. Era muito legal. Esqueci o nome do lugar... É o maldito alemón... ;)

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    2. Também lembro de haver lugares para depois da balada (isso foi há muito tempo). No centro havia algumas padarias que abriam cedíssimo e a galera aproveitava.

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  11. A mania tacanha de se intitular " A manchester Catarinense" ...destaca nossa aptidão ao picolé de xuxu - insípido sem graça ... desestimulante ... voltada ao lavoro escravocapitalista

    Qualquer empresario que se preocupe com sua empresa sabe que hoje a busca é por criatividade ........ mas a tal de manchester só estimula seres robóticos engessados em seus limites de visão e fadados a extinção.

    Seria hora de transformar o limão em limonada. Aproveitar nossa aptidão para as artes. Rejuvenescer e fomentar a circulação pela cidade --- "sangue em movimento é vida; estagnado é morte"

    Melhor seria sermos "a Paris Catarinense" ... viva, circulande, original, ociosa, brejeira, receptiva, rejuvenecedora, dia, noite, tarde, preto, branco, bi, tri penta .... rica em convívio e diferenças

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  12. Turismo em Joinville ........ é ..........é ....... não existe.
    qualquer finalzin de semana com solzin e o povo vai todo pra fora
    ninguém prestigia a cidade
    os restaurantes são ruins e caros
    esta semana muitos feceamigos reclamaram de um determinado rstaurante -= comida ruim e destrato da gerencia quando foram reclamar.
    tenteiu entrar em contato com o dito por tres dias e a porra do telefone não atende
    sera que o empresario não se toca que o gerente ta fudendo com ele e com a reputação da cidade
    porra!!!! todos nós frequentadores deeveriamos nos esforçar para dar um feedback aos proprietarios sobre o que nos desejamos e como esperamos ser tratados
    não to falando de talher de porat não. prefiro o pé sujo comn bons petiscos pra ficar de papo até o cú fazer bico. foda-se a bosta da manchester catarinese ---toupeiras escravos do trabalho sem criatividade
    picole de xuxu -- sem graça, sem tesão, sem calor (nesses dias nem precisava), sem convívio com as diferenças, sem papo, sem troca de idéias
    karáio véi !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  13. Baço, já fui muitas vezes convidado a me retirar de lá também depois das 22 horas e jurava que não voltava mais, mas passavam-se algumas semanas, os amigos marcavam um happy-hour nele e lá estava eu novamente, e tendo que ir embora as 22:30 h. Resultado, ficou combinado que trocássemos de bar, ou iríamos para outro tomar as saideiras...

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    1. Eu não ia ficar mais tempo. Conheço a lógica do lugar. Mas, ao contrário de ti, Gilberto, não volto mais.

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  14. Sem comentários para a essência do post, que já disse tudo. Destaco o lado "higiene" da coisa: cadeiras sobre as toalhas... Quem garante que as toalhas são trocadas após a descida das cadeiras? Trazendo as empadinhas para comer em casa...rsrs!

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  15. Sem comentários para a essência do post, que já disse tudo. Destaco o lado "higiene" da coisa: cadeiras sobre as toalhas... Quem garante que as toalhas são trocadas após a descida das cadeiras? Trazendo as empadinhas para comer em casa...rsrs!

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  16. Porra!

    Quando vou ouvir alguém de Joinville falar bem de alguma coisa de Joinville?
    Considerando que entre o certo e o errado há o diferente... e que nunca seremos iguais a menos que queiramos, vou deixar três sugestões:

    1) Os incomodados que mudem as coisas a começar por eles (muita fala, pouca ação);

    2) Os incomodados que se unam à eles se não se consideram capazes de mudá-las(os);

    3) Os incomodados que se mudem não se sentem confortáveis com nenhuma das opções acima.

    Creio que escolher uma delas e se dedicarem a fazer o seu melhor buscando seu objetivo, será mais honesto do que ficar falando mal sem apresentar uma solução viável e que tenha o apoio da maioria, já que isto é democracia, ou seja, se a maioria está de acordo, assim seja.

    E isso serve para qualquer um, em qualquer lugar do Brasil e do Mundo, ou você se adapta, considerando suas características pessoais, ou você aceita engolindo a realidade, ou você muda, ou se muda.

    Isto é uma constatação e não uma crítica. A vida é feita de escolhas, algumas são coletivas e outras são pessoais, precisamos ter coragem para fazer as nossas.

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    1. Perfeito. Capturaste bem a ideia de patologia da normalidade. É só ter o cérebro engessado.

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  17. gente a empadas jerke não é uma casa noturna,tem q saber a hora de ir embora também ok.

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    1. O meu texto não fala sobre um bar específico. Fala de um certo conceito de "normalidade".

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    2. Convenhamos, uma vez entrando num bar/restaurante/lanchonete você se sujeita às suas normas de funcionamento. E isso vale pra qualquer lugar do mundo... não é "ser careta", nem "aceitar uma normalidade"; é a simples regra do estabelecimento que você escolheu frequentar. Infelizmente, fica a máxima: não gostou, vá em outro.
      Lembre-se que essa regra pode inclusive estar vinculada à permissão/autorização de funcionamento do ponto comercial.
      Quanto à higiene nesse procedimento...

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    3. Não vale para qualquer lugar do mundo. No mundo civilizado, pelo menos, as normas de funcionamento são orientadas pelo bom senso. Você está a comer e as pessoas começam a levantar a mesa? Isso não existe. É um desrespeito. Alguém podia vir e dizer: "olha, a gente fecha às x horas e, se não se importam, gostaríamos que pedissem a conta". É fácil, simples e civilizado. Eu não vou a bares para arranjar confusão na vida das pesoas, apenas para me divertir. E não fico onde não me sinto bem-vindo.

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    4. Ok, entendi. Faz sentido.
      A falta de trato no momento de lidar com o encerramento das operações do estabelecimento realmente incomodam.
      Bastaria uma atenção maior ao cliente, uma vontade de bem servir. Isso eu percebo que falta... Talvez uma conscientização dos próprios usuários, frequentadores e clientes dos estabelecimentos comerciais, em fazer valer a sua condição de cliente a ser servido (e também de servir quando estiver do outro lado).
      Civilidade, no mínimo.

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  18. Tem coisa pior que cadeiras em cima da mesa... quando começam a varrer o chão. Quando começa esta prática é quase uma ordem de expulsão. Vi isto num lugar bastante popular, tradicional e que pertence aos joinvilenses... o mercado municipal.

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  19. Lamento pela cidade e pelo povo que nela vive.
    Não temos turismo ... e quando temos visitas temos que leva-los para as cidades adjacentes.
    Conceito de bosta de manchester catarinense (minúsculas intencional)
    Por outro lado, temos que avaliar a nossa culpa em não buscar uma melhor disponibilidade de serviços.
    Se estamos insatisfeitos, muitas vezes nos calamos, saímos, juramos em silencio nunca mais voltar e começamos a propagar pelos quatro cantos nossa insatisfação.
    Alguns dirão:
    - “Pô ! Mas é obrigação do cabra nos atender bem.”
    - “Ele é que vai ter prejuízo no negócio – que se dane”
    - “Não vou falar nada – tomara que quebre”
    Quando trabalhei numa rede internacional de fast food que começa com “Mc” e termina com “nald’s” ... havia um estudo que dizia que o cliente satisfeito comenta a sua satisfação com 2,5 pessoas (em média) ... enquanto o cliente insatisfeito comentava com 12,8.
    Passados uns 15 anos, talvez os dados não sejam tão precisos, mas o conceito é.
    Então ... senhores frequentadores insatisfeitos, façamos um esforço além do que seria esperado e façamos contato com a administração do estabelecimento que nos tenha decepcionado e façamos um feedback – um retorno do que nos tenha incomodado .... dando a este estabelecimento a oportunidade de reconquistar o cliente.
    Da mesma forma .... façamos habitual o elogio ao que nos for agradável .... mesmo que isso pareça óbvio, desnecessário e redundante .... será sempre um diferencial para a equipe do local.
    Quem sabe assim ... daqui a uns dois sou três anos, nós possamos trazer visitantes de Balneário ou Barra velha para almoçar aqui.
    Não preciso ser um cheff para saber que o rango não tá legal.

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  20. Lamento pela cidade e pelo povo que nela vive.
    Não temos turismo ... e quando temos visitas temos que leva-los para as cidades adjacentes.
    Conceito de bosta de manchester catarinense (minúsculas intencional)
    Por outro lado, temos que avaliar a nossa culpa em não buscar uma melhor disponibilidade de serviços.
    Se estamos insatisfeitos, muitas vezes nos calamos, saímos, juramos em silencio nunca mais voltar e começamos a propagar pelos quatro cantos nossa insatisfação.
    Alguns dirão:
    - “Pô ! Mas é obrigação do cabra nos atender bem.”
    - “Ele é que vai ter prejuízo no negócio – que se dane”
    - “Não vou falar nada – tomara que quebre”
    Quando trabalhei numa rede internacional de fast food que começa com “Mc” e termina com “nald’s” ... havia um estudo que dizia que o cliente satisfeito comenta a sua satisfação com 2,5 pessoas (em média) ... enquanto o cliente insatisfeito comentava com 12,8.
    Passados uns 15 anos, talvez os dados não sejam tão precisos, mas o conceito é.
    Então ... senhores frequentadores insatisfeitos, façamos um esforço além do que seria esperado e façamos contato com a administração do estabelecimento que nos tenha decepcionado e façamos um feedback – um retorno do que nos tenha incomodado .... dando a este estabelecimento a oportunidade de reconquistar o cliente.
    Da mesma forma .... façamos habitual o elogio ao que nos for agradável .... mesmo que isso pareça óbvio, desnecessário e redundante .... será sempre um diferencial para a equipe do local.
    Quem sabe assim ... daqui a uns dois sou três anos, nós possamos trazer visitantes de Balneário ou Barra velha para almoçar aqui.
    Não preciso ser um cheff para saber que o rango não tá legal.

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  21. O dia que você aprender que entre o "certo' e o "errado" sempre haverá o diferente, você realmente estará preparado para viver em qualquer lugar do mundo.
    Enquanto você considerar que o mundo precisa se encaixar em seu próprio mundo, sinto muito ser eu a informá-lo... você com toda a sua intelectualidade nunca estará satisfeito consigo mesmo, quanto mais com o mundo em que vive.

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    1. Eu não falei em certo e errado. Falei em relações comerciais em que alguém compra um serviço e alguém vende. Eu paguei por um serviço e exijo que ele seja bom.

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  22. Defende-se tanto as diferenças culturais existentes no Brasil, nos Estados e nas próprias cidades considerando-as extremamente importantes para o convívio da diversidade que formamos, que confesso não entender qual a necessidade de se lutar para nos tornar iguais a outros lugares.
    Se nos tornarmos iguais, qual a necessidade de se buscar novos ares para conhecer e desfrutar? O que o turista encontrará que nos diferenciará deles?
    Não me referindo ao que o turista gosta, mas ao que nós gostamos.
    é o que nos diferencia como pessoas, como povo, como comunidade.
    Não somos piores ou melhores que outros lugares, somos apenas diferentes.
    O problema está, não no que temos a oferecer como comunidade, como cidade, o problema está naquilo que querem tirar de nós, por não gostarem de como somos.
    Trazer novidades é muito bom.
    Destruir nossos hábitos, nossos costumes é sem dúvidas destruir nossa própria história.
    Precisamos aprender caber no mundo que nos rodeia e não tentar fazer com que ele caiba em cada um de nós do jeito que consideramos melhor.

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    1. Pela tua lógica a gente ainda estava a andar de carroça...

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  23. Por estes e outro motivos eu prefiro estar do lado de fora do balcão, sem me preocupar com horas extras, alvarás e horários autorizados para funcionamento, basta-me pedir: - Mais uma saideira !

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  24. Olha, eu parei de ir neste buteco metido à besta há muito tempo. Primeiro por que além do horário de término hilário parece ser uma das recreativas dos políticos locais, e que me dá náuseas só de pensar. A outra é que as tais empadas são tão ruins que azia pouca é bobagem, não entendo da onde vêm tanta fama. Ah claro, ia me esquecendo que moramos no centro do Universo....

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  25. Enquanto o povo venezuelano luta contra a ditadura de seu país, Baço escreve sobre cadeiras erguidas em estabelecimentos comerciais de Joinville. Isso que eu chamo de jornalismo de primeira linha. Baço, desde o início do ano aguardamos um artigo seu sobre a Venezuela, ainda não nos esquecemos.

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    1. O pior é que hoje volto ao assunto. Tá bom pra ti? Ah... Venezuela, bla bla bla, Maduro, bla, bla, bla, ditadura, bla bla bla. Pronto, escrevi.

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    2. Os reaças continuam (e sempre vão continuar) a ver chifres em cavalos. A Venezuela é a democracia que mais fez eleições na última década, mas o resultado destas é que os nenéns não gostam, mesmo com os EUA como principal observador (e intere$$ado) internacional...

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  26. (José Baço17 de fevereiro de 2014 09:23
    Pela tua lógica a gente ainda estava a andar de carroça...)

    Baço...você ainda não entendeu nada mesmo... "anda de carroça" quem quer, frequenta o bar da madrugada quem quer... faz da sua vida o que quiser aquele que quer...
    O teu problema é que você acha que a tua vida, os deus conceitos e os teus prazeres devem ser a referencia para a vida de todos.
    Foi isso que tentei lhe dizer... não aprendeste a viver a diversidade que temos e que é invejada por muitos dos estrangeiros que nos visitam.
    E acima de tudo a liberdade de escolher o que fazer diante desta diversidade.
    Observo que você é tão "curto" quanto é culto,
    Esqueci... você na verdade é um "estrangeiro" que considera saber do que o nós brasileiros precisamos para sermos felizes, em especial o Joinvilense né?

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    1. Desculpe tê-lo tirado da sua aposentadoria, meu senhor. Não se preocupe, porque não toco mais no assunto. Vista o seu pijama e volte para 1962 onde vive...

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    2. "...não aprendeste a viver a diversidade que temos e que é invejada por muitos dos estrangeiros que nos visitam.
      E acima de tudo a liberdade de escolher o que fazer diante desta diversidade."
      Hahahahahaha....tá falando da vila homóbica, preconceituosa, racista e provinciana? É como o Manoel disse, tem gente que acha que está no centro do Universo....

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  27. Percebe-se que alguns entenderam o que significa opção de escolha... ou você vai ou não vai no bar... ou você vive onde há democracia, ou vai para onde há comunismo... o que não dá é viver na democracia, falar mal dela, desfrutar do que ela oferece... mas... querendo empurrar goela abaixo o comunismo para os que não concordam com ela.
    Novamente observa-se que o que falta é coragem para buscar para si mesmo, seja em que área da vida for, aquilo que considera ser o certo e o melhor.
    Criticar é mais cômodo.

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    1. Puta. Isso sim é um nível de argumentação. Me deixou sem resposta...

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  28. "José Baço17 de fevereiro de 2014 10:42
    Eu não falei em certo e errado. Falei em relações comerciais em que alguém compra um serviço e alguém vende. Eu paguei por um serviço e exijo que ele seja bom."


    Tens feito uso do INSS? E de todos os serviços municipais e Federais? Você paga o "serviço" dos deputados, senadores e vereadores?
    MINHA PERGUNTA É: TENS EXIGIDO COM A MESMA VEEMÊNCIA A QUALIDADE ESPERADA?
    OU POR ESSES SERVIÇOS VOCÊ NÃO PAGA?

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    1. Vou cobrar. Tem gente que precisa de atendimento urgente na área de saúde mental.

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  29. Falando em "onde vives".. Onde mesmo tu vives Baço?
    Queres viver em "Paris" sem estar nele?
    Te enquadres cara!

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    1. Como diria Rick Blaine, sempre teremos Paris.

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  30. Baço...
    Quando tiveres coragem para vir até Joinville e montar o "bar" que tu desejas para o povo, não esqueça de avisar, estou entendendo que podes fazer muito melhor, mas que te falta coragem para começar, então culpa os outros.
    Realmente coisas novas é boa para a cidade, mas para de pedir, faça tu mesmo.
    Saia de tua "zona" de conforto. arregaça esta manga.

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    1. Pois é. Eu não sabia que os pais deixavam menores de idade fazerem comentários nos blogs. Só posso dar um conselhor. Desliga, antes que os teus país percebam que estás a usar internet sem a autorização deles.

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  31. A ideia era essa mesmo, levar você a entender que tem muita gente precisando urgente de atendimento médico, e tu só preocupado com "bares"... captou a ideia? Vamos ver se se anima a criticar e lutar por coisas mais necessárias e significantes para o povo como um todo.

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    1. Ah... não entendi. O que passa pela tua cabeça? Ah... entendi. Passa tudo...nada fica.

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    2. Olha que com os atores e personagens desta vila, talvez seja mais negócio continuar falando (e frequentando antes que fechem) os bares...

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