terça-feira, 3 de julho de 2018

Ricardo Amorim: "em Cuba só funcionam segurança, saúde e educação"

POR LEO VORTIS
O Brasil é país é rico em recursos naturais. O povo brasileiro é genericamente gente boa (pelo menos os que se consideram brasileiros). E as suas belezas são de fazer inveja a qualquer outro povo do mundo. Agora imagine se um país assim tivesse segurança, educação e saúde? Ia ser bom, não? E certamente não teríamos tanta gente querendo ir embora para outros lados.

Eis o tema em questão. Esta semana, o pessoal mais antenado das redes sociais deu de cara com um vídeo no qual o economista Ricardo Amorim, do Manhatan Conection, tem a intenção de detonar Cuba. Tema polêmico. Muita gente não aceita o modelo cubano, mas também há muitos que o defendem. Mas o vídeo só se tornou viral porque o tiro do economista acabou saindo pela culatra.

“Em Cuba só tem três coisas que funcionam: é a segurança, a educação e exatamente a saúde”, disse Ricardo Amorim, num uma voz algo esganiçada. A intenção, claro, era fazer uma crítica ao modelo da ilha. Mas num país como o Brasil, onde essas três coisas falham de maneira assustadora, isso soou a elogio. E o passou a ser ironizado nas redes sociais (aliás, não é a primeira vez que ele é alvo da zoação nos meios digitais).

É o poder das redes digitais. Um mero deslize pode viralizar e produzir o efeito contrário do que se pretende. Ou como diz o povo, se cochilar o cachimbo cai.

Em tempo: recente pesquisa CNI/Ibope, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, diz que os problemas que mais preocupam os eleitores são saúde, segurança e educação. 





6 comentários:

  1. Eu não me considero brasileiro e sou gente boa. Tenho vergonha do Brasil, na verdade…
    Mas, enfim… Tenho uma prima que foi “beneficiada” com uma bolsa para estudar em Cuba, muito antes do programa “Viagens sem Fronteiras” do governo petista. A moça que nunca se interessou por política foi estudar medicina em Havana.
    Ninguém na família tem mais experiência de vida do que ela, por tudo que ela teve que passar naquele país e pelo que ela passou para revalidar 60% das disciplinas não reconhecidas pelo MEC por serem consideradas “incompatíveis”, um eufemismo para “baixa qualidade”. Ou seja, o próprio MEC que concedeu a bolsa não reconheceu a maioria das disciplinas ofertadas na universidade cubana. Como ela há centenas de formados no Brasil.
    Falta tudo em Cuba, até papel higiênico. A educação é massante, repetitiva, ainda estão em meados do século passado – sabem muito de coisas muito restritas e desimportantes. Na universidade, questões científicas são deixadas de lado para dar lugar às discussões ideológicas e políticas (como vem ocorrendo em alguns campi da USP e UNICAMPI, que, coincidentemente vêm perdendo espaço na produção intelectual para outras universidades). Hospital com equipamentos? Tem! Nos últimos andares os leitos são destinados ao alto escalão do partido comunista. Pessoas comuns não têm acesso aos equipamentos mais sofisticados.
    Sobra campos de esportes e falta comida, pois a ração é mal distribuída. Sobram, portanto, corpos “esbeltos” para não falar subnutridos.
    Minha prima nunca foi assaltada a mão armada. Não é preciso! Ninguém tem um tostão no bolso. Porém já foi ameaçada por ser estrangeira e ocupar um lugar indevido na “fila da ração”. Sem contar os rolos de papel higiênico, barras de cereais e biscoitos levados pelos pais dela que tiveram que ficar no aeroporto de Havana e que, provavelmente, abasteceram a casa de algum figurão do partido comunista.
    Cuba é uma ditadura. Governada por tiranos. Sem liberdade.
    Quer conhecer a ilha caribenha com um olhar passional, vá em frente! Conheço vários esquerdistas como o autor que foram visitar a terra dos Castro com o mesmo olhar “antes da ilha virar um apêndice do maldito capitalismo” e voltaram com uma visão mais “realista” sobre o socialismo.

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    1. Prezado marciano (já que sendo, você mesmo assim não se sente brasileiro), se chama validação ou reconhecimento de diploma isso que você tenta descrever. Vou explicar como funciona:

      - todo mundo que obtém um diploma em uma universidade estrangeira precisa validá-lo em alguma universidade brasileira. Isso mesmo, não é o MEC quem faz isso diretamente: o estudante procura uma universidade brasileira que tenha um curso compatível com o que cursou fora e solicita a essa universidade que faça a validação do seu diploma.

      - o processo é burocrático, demorado e caro. Pra todo mundo e para todas as universidades estrangeiras credenciadas – há exceções, principalmente para quem chega ao Brasil como refugiado vindo de países em situação de catástrofe, por exemplo. Um colega com quem trabalhei passou anos penando pra conseguir validar seu diploma de doutorado na Sorbonne, que é na França, não em Cuba, por conta de um problema burocrático qualquer.

      - no caso de estudantes formados em Medicina o processo é um pouco mais complicado, porque além da validação do diploma por uma universidade brasileira – que vai, entre outras coisas, verificar carga horária e conteúdos programáticos, para que eles sejam equivalentes aos ministrados aqui - , há Revalida, um exame teórico e prático sem o qual um ou uma médica/o formada/o em qualquer universidade estrangeria, não pode exercer a profissão no Brasil.

      - se não é o MEC quem faz isso, qual o papel do MEC? Basicamente, ele acata e homologa a validação do diploma já feita por alguma universidade brasileira antes. E veja, a validação só pode ser feita se a universidade onde a pessoa cursou a graduação ou a pós-graduação for reconhecida pelo MEC.

      - trocando em miúdos: não existe isso de cursar qualquer universidade e depois esperar que o MEC reconheça o diploma, correndo o risco de que disciplinas sejam consideradas incompatíveis pela sua baixa qualidade. Se a instituição estrangeira não oferece os requisitos mínimos de qualidade que o MEC exige, ela simplesmente não é reconhecida, logo, o diploma obtido nela não vale absolutamente nada.

      Isso posto, sobre o relato de sua prima sobram três possibilidades: 1- ela lhe forneceu informações distorcidas; 2- você distorceu as informações que recebeu, por má fé ou ignorância; 3- você está mentindo. Não sei porque, mas desconfio que as alternativas 2 ou 3 sejam as corretas.

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    2. E sobre Cuba - que é sim, uma ditadura -, prefiro o que tem a dizer sobre a ilha alguém que, além de inteligente, a conhece de fato.

      https://www.youtube.com/watch?v=kHlJ3M5a3fo

      https://www.youtube.com/watch?v=0vZcMJZERyg

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  2. Incrível, todo esquerdista tem essa tara por Cuba, mas quanto junta din-din vai gastar na Champs Elysees em Paris...
    Ou faz enxoval em Nova Yorque e posta no Instagram, depois apaga!

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    1. Eu nunca tinha reparado que o Ricardo Amorim é esquerdista.

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