terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O racismo naturalizado


POR FELIPE CARDOSO

Após entrar em um longo e produtivo debate no meu Facebook sobre a “ação solidária” para com Adriano, morador de rua de Joinville, pude perceber que as ideologias colonizadoras de branqueamento, higienização e etnocentrismo não só fazem parte da nossa sociedade, como já estão naturalizadas, o que as tornam mais difíceis de serem desconstruídas e contribuem para a propagação do racismo. Logo, e infelizmente, o racismo já se naturalizou na nossa sociedade.

Nem todo o material teórico parecia ser capaz de explicitar e exemplificar a minha análise crítica sobre o caso. Então, recorri a minha monografia para tentar explicar um pouco mais do que acontece diariamente com os corpos negros, mutilados em busca do padrão de beleza que, em sua maioria, é europeu.

Branqueamento e higienização nada mais são do que ferramentas do racismo, que é causado pelo etnocentrismo, por onde pretendo iniciar a minha explicação.

Nas expedições em busca de novos territórios, o europeu ao se deparar com um novo povo, teve a experiência do choque cultural. Esse choque se dá pelo encontro com a diferença que representa uma ameaça, pois fere a própria identidade cultural.

Isso explica o motivo dos europeus inventarem diversas teorias que comprovavam que os africanos eram inferiores. Tal pensamento europeu é reconhecido como etnocentrismo, o que Everardo P. Guimarães Rocha, em seu livro “O que é etnocentrismo”, define como:

“... uma visão do mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é existência. No plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença; no plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade, etc.”.

Então, após tomarmos o choque ao vermos Adriano, automaticamente tentamos colonizá-lo com a nossa visão de mundo, com os nossos valores e pontos de vistas que fomos ensinados a ter e propagar. O incômodo que um morador de rua nos causa é justamente por ele representar o “diferente” no nosso mundo. Não procuramos entende-lo, respeitá-lo e preservá-lo. Tentamos de todas as formas traze-lo para a nossa realidade, para o nosso cotidiano, pois o “eu” está certo, o centro somos “nós”, com empregos, carros, rotina. Ele está à margem, é o desempregado, o inferior, representa o insucesso.

Além de ser morador de rua, Adriano é negro, e optou por deixar seu cabelo crescer.

Com a educação brasileira pautada na Europa e a construção e preservação da cultura escravista desde o período colonial, sempre nos foi apresentado e ensinado que o que era do branco era bom e, tudo o que tinha de ruim, pertencia ao negro. Assim, a partir da representação do negro enquanto um ser não civilizado, o branco forjou a sua própria imagem como civilizado e distinta por sua superioridade. Dessa maneira, o negro começou a desprezar a si próprio e tomar como verdade a imposição do branco.

“O processo escravista de colonização, associado a uma catequese opressora, conseguiu engendrar mudanças fundamentais na auto visão do negro. Após gerações de perda absoluta de direitos e dos valores, a visão do negro sobre si mesmo absorveu influências da concepção escravista da época” (AZEVEDO, Eliane –Raça - Preconceito e conceito, p. 48).

Tudo isso somado a tentativa de branquear o país, principalmente a região sul, trouxe ainda mais consequências ruins para a população negra.

Para tentar permanecer e sobreviver no Brasil industrializado, os negros tiveram que se adaptar ao modelo imposto pela elite branca da época. Com intuito de lucrar, a indústria de cosméticos passou a produzir produtos exclusivos para os negros recém-libertos, fazendo-os pensar que, utilizando tais produtos, ficariam brancos e seriam, assim, incluídos na sociedade. Alisar o cabelo, passar pó de arroz, afinar o nariz, a boca... Gerando, assim, uma crise na identidade étnica negra.

(Uma das exigências dos brancos para com os negros era que eles negassem seus traços, suas culturas, suas raízes e podemos perceber que tais exigências permanecem até hoje).

 Mas a partir da década de 1960, com o início da luta por direitos civis dos negros norte-americanos, houve uma grande mobilização para a preservação e o respeito da cultura e do povo africano, que acabou influenciando muitos países, inclusive o Brasil. Muitos movimentos começaram a surgir aqui e o cabelo afro tornou-se símbolo dessa época. O black power representava a resistência negra.

Mais uma vez, sentindo uma eminente ameaça, a elite branca decidiu enfraquecer tais movimentos, investindo duramente contra as comunidades negras.

No início da década de 1990, os black powers perderam a força, depois de muitos investimento para manchar a imagem de quem apreciava e preservava a cultura afro. O black power perdeu espaço para os cabelos raspados e, principalmente, alisados. E foi aproveitado dessa situação para construir, novamente, no imaginário popular, que o cabelo grande representava a falta de higiene e que o melhor padrão a ser utilizado pelos homens negros era o cabelo raspado e, para as mulheres, alisado. Essa ideologia foi passada por meio de piadas, publicidade, novelas, com comentários semelhantes ao do tempo da escravidão.

Depois da virada de século é quase raro você encontrar pessoas negras usando black power. Adriano fazia parte dessa raridade. Mesmo em uma cidade provinciana, racista, que cultua uma única cultura, Adriano representava a resistência negra. Destacava-se ainda mais por ter um estilo diferente de todos os outros moradores de rua. Todas as roupas que ele ganhava, ele vestia, e assim, seguia. Mas o que dava todo o estilo e toda a sua identidade era o seu cabelo. E, pelo visto, era o que mais incomodava também... Os outros, é claro.

Durante três anos tentaram convencê-lo a cortar. Ele resistiu o quanto pode, até aceitar.

Mas o fato de ele passar por uma mudança “ESTÉTICA” ganhou destaque.  Adriano, que era tratado como qualquer outro morador de rua (à margem da sociedade, invisível) recebeu muita atenção por ter deixado seus traços para trás. Mais uma vez houve festa na Casa Grande. Mais um negro negou a sua raiz. Mais um negro entrou para o padrão de beleza branco. Ficou “IRRECONHECÍVEL”, ou seja, quase um branco.

“Dissemos quase, agora pode voltar pra rua, pra marginalidade”.

“Agora ele está agradável aos “nossos” olhos. Agora não terei mais aquele choque cultural quando estiver indo para a casa ou para o trabalho. Agora ele está do jeito que “eu” queria e gostaria que ele sempre estivesse. Que conforto. Que alívio.”.

Esse ato praticado com Adriano representa sim o racismo, a falta de entendimento e aceitação da cultura negra. E achar que é um simples caso de solidariedade, sem tentar analisar tudo isso que foi citado, toda a história por trás da nossa vivência ou é maldade, ou inocência, ou falta de conhecimento. O que está sendo criticado aqui é a perpetuação dessa cultura racista, colonizadora, recheada de padrões, rótulos e ignorância.

Se Adriano fosse branco, de olhos azuis, com traços finos, talvez tivesse a oportunidade de virar modelo, sair das ruas. Pois segundo a nossa sociedade que “não é mais racista”, a rua não é lugar para branco estar.

Se os erros do passado continuam acontecendo hoje, se ainda tudo o que é/vem do negro ainda é visto como ruim e tudo o que é/vem do branco ainda é visto como bom e como superior, ainda existe racismo. E nesse caso, após essa análise, espero que tenha ficado evidente.

No mais, fiquem avisados: vai ter crítica sim e vai ter militância também. Se ficar reclamando, ou com raiva, ou até mesmo em silêncio, vai ter do mesmo jeito. Não nos calaremos!

Nosso cabelo não é moda, não é tendência. Nosso cabelo é nossa identidade. Nosso cabelo é resistência!

42 comentários:

  1. Felipe, após tua exposição histórica do branqueamento, concluíste afirmando que o Adriano resistiu o quanto pode mas que no fim foi “branqueado”. Depois afirmou que esse ato foi um racismo (velado?) e que se trata da falta de aceitação da cultura negra explícita no caso no cabelo do Adriano. Ao meu ver a conclusão do teu pensamento só tem alguma validade se o Adriano está totalmente apto de todas as suas faculdades mentais. Numa rápida pesquisa pela internet encontram-se reportagens e matérias que colocam em questionamento a capacidade do Adriano recordar-se das pessoas mesmo tendo um contato regular com algumas delas.
    Inclusive não reconhecendo a mãe (parece que esse processo está sob tutela do ministério público também mas não tenho certeza).
    Agora te pergunto: Se existe a possibilidade de um indivíduo não ter consciência total das pessoas com as quais convive regularmente não é possível que ele não tenha a consciência total da sua própria individualidade? Deste modo a maneira como ele mantinha sua aparência pode ser consequência simplesmente de uma ausência de autoafirmação e se for isso talvez ele não se sinta como um instrumento da cultura negra. Neste caso, não compete ao estado uma intervenção sobre o indivíduo independente das questões raciais? Caso o mesmo caso tivesse ocorrido em Salvador por exemplo, o argumento do branqueamento continuaria válido? E, por último, alguém buscou a opinião do próprio Adriano para saber se ele sente-se como um símbolo de uma transformação étnica forçada?

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    1. Por mais que não "esteja apto de todas as suas faculdades mentais" ele é um ser e merece respeito e liberdade, como qualquer outro. Ponto.

      O papel do Estado foi feito, de acordo com o que ele se propõe a fazer. O que critico é justamento o fato de como ele se propõe a fazer. Cortando o cabelo do negro como forma de higienização. É aí que mora o preconceito que tentei explicar no texto. A intenção pode ser das melhores, mas a cultura escravista, racista, com a falta de conhecimento da cultura afro fazem com que essas ações se perpetuem e se naturalizem. Por isso não é visto como maldade. Mas há uma cultura racista por trás dessas ações. Assim como temos racismo por trás do preconceito contra nordestinos, contra os estilos musicais, contra a periferia, etc.

      Por que cargas d'água não continuaria sendo se fosse em Salvador? Por que a maioria lá é negra? Na África do Sul a maioria era negra e sofreu com o apartheid, e aí? A nossa colonização foi feita por europeus, nossa cultura foi baseada na cultura deles. Como disse ali em cima "o que é branco é bom e o que é do negro é ruim". Justamente pelo fato de quem tinha o poder na época eram os brancos e para se ter total controle sobre os negros precisariam investir pesado na inferiorização dos negros, para que eles se mantivessem na condição de escravos. Isso foi assimilado também por muitos negros, justamente por conta dessa educação cultural da escravidão. Isso dura até hoje, aqui ou no nordeste. A desconstrução da cultura escravista levará algum tempo para acontecer. Mas devemos continuar.

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  2. Por ele ser comunista, e eu, adepto do livre mercado,discordo de todas as opiniões políticas do Felipe. Porém todos os comentários de caráter sociológico são perfeitos. Como caucasiano, de olhos azuis, concordo totalmente com sua exposição. Discriminação é principalmente a tentativa de aculturação das raízes africanas no sul do Brasil.

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    1. Visão interessante. Mesmo.

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  3. Esse assunto não precisa estar envolvido em tantas teorias. Adriano é um homem doente e que precisa de ajuda. Ponto. Adriano não quis ter um cabelo black power. Foi a vida de abandono que sempre levou que o deixou daquele jeito. Adriano não tem filosofia de vida, porque é incapaz de reconhecer alguém com quem conversou há 10 minutos. Não entendo. Deveríamos deixá-lo na rua pra sempre? O problema foi o cabelo cortado? Esquecemos todo o resto que fizeram por ele? Respeitamos suas pesquisas, Felipe. Mas respeite quem estudou tanto quanto você para aprender como se deve cuidar de alguém. Conheço o trabalho daqueles funcionários públicos que ajudaram o Adriano. Acusá-los de terem cometido um ato racismo é uma injustiça gigantesca. Eles não têm tempo pra tanta teoria. Chegaram a conclusão de que com o cabelo raspado seria mais fácil cuidar do Adriano. Definitivamente, pouco se importam com o que as pessoas achavam do Adriano quando o encontravam na rua ou como o veem agora. Eles precisam agir. E agiram com o coração. Apenas isso.

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    1. "Esquecemos todo o resto que fizeram por ele?" O que fizeram por ele? Tiraram foto, ganharam prêmio e destaque e ele continuou na rua? Cortaram o cabelo dele e ele continua na rua? E agora o levaram para uma Igreja. Afinal, o que fizeram com ele além de tentar inclui-lo na nossa cultura? Que tipo de ajuda é essa? Deveríamos deixá-lo onde ele quisesse estar. Como disse ali em cima em outro comentário:

      "O papel do Estado foi feito, de acordo com o que ele se propõe a fazer. O que critico é justamento o fato de como ele se propõe a fazer. Cortando o cabelo do negro como forma de higienização. É aí que mora o preconceito que tentei explicar no texto. A intenção pode ser das melhores, mas a cultura escravista, racista, com a falta de conhecimento da cultura afro fazem com que essas ações se perpetuem e se naturalizem. Por isso não é visto como maldade. Mas há uma cultura racista por trás dessas ações. Assim como temos racismo por trás do preconceito contra nordestinos, contra os estilos musicais, contra a periferia, etc."

      Eles não tem tempo para teoria? Pois deveriam ter. Estão lidando com pessoas e a teoria contribui muito para a prática. Psicologia, sociologia, filosofia, antropologia, enfim, todos os estudos sociais possíveis, são necessários para essa pessoas. Como disse ali: sem conhecimento da cultura afro, você pode propagar o racismo. Sem perceber. Então eles não são seres intocáveis e podem sim serem criticados e exigirmos mais estudo para a melhoria do trabalho.

      Agiram com o coração? Apenas isso? Ah dá licença.

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    2. Quando falava de teorias, quis dizer que aquelas pessoas não precisam saber com tamanha profundidade as teorias que você tão bem conhece. Você pegou um exemplo errado pra defender tuas colocações. O cabelo do Adriano seria cortado sendo ele negro, branco ou índio. Ele não cultivava aquele cabelo. Era apenas o resultado de muita sujeira. Não é difícil entender isso. Ele não está na rua porque quer. Ele é vítima de uma série de coisas e precisa ser ajudado. É muita infantilidade acreditar que aquele cabelo é identidade de alguém. Antes de seguir com essa história, você deveria ao menos perguntar ao Adriano se ele se sente melhor assim. Cara... sequer ele lembra como era o cabelo dele. Concordo que foi pouco o que fizeram por ele. Mas o que você fez? Apenas usou a imagem do cara para promover teu discurso com a arrogância de sempre.

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    3. "Era apenas o resultado de muita sujeira." Olha isso kkkkk cara, se tu me diz que eu não posso afirmar que ele representava resistência, eu tenho que aguentar você falando isso? Da licença.

      "É muita infantilidade acreditar que aquele cabelo é identidade de alguém." Cara olha o que você está falando! Que absurdo.

      Eu me aproveitei dele? HAHAHAHAHA O problema é que eu e mais um monte de gente escancaramos esse RACISMO enraizado na nossa sociedade. Não tem arrogância nenhuma. Olha aí esse teu comentário recheado de preconceito, cara. Não sou obrigado a ficar calado vendo isso. Isso que faço não se chama arrogância, chama-se desconstrução. E você está desesperado e com medo de perder teus privilégios. Abraço.

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  4. Felipe, e se ele fosse branco e tivesse tido o cabelo cortado, você manteria todo esse discurso da higienização por racismo? Do branqueamento forçado do indivíduo? Há um "que" de intransigência na maneira como você responde a tudo cara!

    Você não entende que usar o caso do Adriano como um modelo para defender tua explanação não dá credibilidade ao teu próprio argumento? Sério, você é um cara estudado, deve entender de metodologia certo?

    Qual o dano que o estado causou ao Adriano? O próprio Adriano aceita o uso da imagem dele como ilustração das críticas sociais que você está falando? A apropriação da imagem dele para este fim não é a mesma coisa que usar a imagem dele em um concurso de fotografia? Você é ciente da extensão do problema que assola o homem para poder afirmar que ele mantinha seu aspecto como uma identidade individual e não um reflexo do seu estado mental?

    Cara, antes de sair procurando exemplos para ilustrar teu pensamento talvez devesse procurar entender as particularidades do evento.

    Você já conversou com o Adriano? Conhece os procedimentos dos assistentes sociais que atuaram no caso? Conversou com eles?

    Veja que não estou discordando do que você publicou, apenas acho que para se criar um símbolo de resistência como você está propondo, é preciso fazer uma análise mais apurada.

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  5. Por etnocentrismo sim. Da formação e propagação de um padrão, de um modelo a ser seguido e tudo o que for diferente disso é ridicularizado, humilhado e descartado.

    Intransigência no que?
    Como não da credibilidade ao meu argumento?

    Quem começou a usar o Adriano não fui eu, cara. Eu estou tentando defender o direito dele de ser livre, sem ter que enfrentar todo e qualquer tipo de barreiras, preconceito.

    Eu não estou criando um símbolo de resistência. Ele representaria a resistência mesmo sem saber, mesmo que não quisesse. Ele estava fora dos padrões pré estabelecidos e seu cabelo era sua identidade.

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  6. Olha...de todos os absurdos que ouvi falar do Adriano...esse ganhou o Oscar...Ver Racismo no simples fato da familia.. a sociedade ou orgãos publicos fazerem alguma coisa para o bem estar dele...é no minimo olhar só para o seu proprio umbigo...e firmar a sua insensata teoria...e isso não é Etnocentrismo...mas Egoismo...

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    1. Aqui neste site de frustrados é assim, se não se faz nada pelo Adriano governo é criticado, se faz, é criticado. Isso é explicado pela psicologia.

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    2. "O papel do Estado foi feito, de acordo com o que ele se propõe a fazer. O que critico é justamento o fato de como ele se propõe a fazer. Cortando o cabelo do negro como forma de higienização. É aí que mora o preconceito que tentei explicar no texto. A intenção pode ser das melhores, mas a cultura escravista, racista, com a falta de conhecimento da cultura afro fazem com que essas ações se perpetuem e se naturalizem. Por isso não é visto como maldade. Mas há uma cultura racista por trás dessas ações. Assim como temos racismo por trás do preconceito contra nordestinos, contra os estilos musicais, contra a periferia, etc."

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  7. O que aconteceu? Quem é esse Adriano?
    Estou fora de Jlle, seria bom colocar o link de alguma reportagem para saber o que de fato aconteceu, porque o texto do Felipe parece uma metralhadora desgovernada.
    Só sei que o Felipe não parece muito apto a apontar preconceitos nos outros.

    Eduardo. Jlle

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    1. Olá Eduardo. Não sabe nem o que aconteceu e já vem me criticando. Quanta sabedoria. Mais amor, cara. Um abraço carinhoso para você. <3

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  8. dread dá fungo se não cuidar.

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    1. Ignorância fode com o mundo se não cuidar.

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    2. lendo o teu texto só tenho que concordar.

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  9. Realmente é muito estranho esse texto. Propondo que é proibido cortar o cabelo de uma pessoa simplesmente pelo fato de ela ser negra.
    E se isso é uma questão de saúde e higiene para o Adriano ?
    Cabelo descuidado (independente da "raça" da pessoa) pode gerar problemas como piolhos, acumulo de sujeira que poderia gerar algum problema no couro cabeludo.
    Mas pelo que li é preferível ignorar ele do que tentar ajudar porque esse tipo de ajuda é "racismo" ?
    Isso é absurdo!

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    1. Ah meu oxalá! Ninguém está proibindo nada cara. Ia tentar te explicar, mas já vi que é inexplicável. Absurdo são pessoas em 2015 não saberem interpretar um texto. Absurdo é achar que a higiene do cabelo afro é cortá-lo. Absurdo são esses covardes que comentam de maneira anônima por aqui. Isso sim são absurdos. Abraço.

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    2. Claro que todos que tem alguma vontade e paciência de comentar tendem usar o recurso do comentário anônimo.
      Cada argumentação contrária a este texto é recebida como se fosse um crime de racismo e respondida com rispidez.
      Ninguém quer por aqui o nome verdadeiro para que você apareça nos nossos Facebooks emails e outros para ser acusado de racista ou ignorante.
      Li o texto todo.
      Partindo de um pressuposto histórico verdadeiro, prossegue para criar uma acusação que em tese atinge toda Joinville.
      Como se todo mundo nesta cidade odiasse negros e louvasse a cultura germânica.
      Cortar cabelo nunca foi um ato de imposição cultural contra ele, foi uma intervenção possivelmente emergencial.
      Deveria-se ir atrás dos fatos e das fontes para confrontar o outro lado desta história.
      Quem cortou o cabelo?
      Qual motivo ?
      Adriano foi forçado ou ele próprio consentiu o ato ?

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    3. Meu caro anônimo, Felipe sempre foi assim e por isso tantas vezes quebrou a cara. Quer impingir sua visão do mundo, quem eh contra eh conspirador com nefastos fins. Com ele eh assim, ame-o ou deixe-o, bem, todos veem o que ele tem conseguido.

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    4. "Cada argumentação contrária a este texto é recebida como se fosse um crime de racismo e respondida com rispidez". Interessante. Se fosse recebida desse jeito já teria processado muitas pessoas então, mas esse não é o caso.

      "Com ele eh assim, ame-o ou deixe-o, bem, todos veem o que ele tem conseguido." Falando merda da boca pra fora hein cara. Nem me conhece e fica de ataque, dá licença. Preocupe-se com a sua vida. Se não é capaz de debater com argumentos, não fale nada. Pega mal vim aqui atacar pessoas.

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    5. É, dá licença, dá licença. Não sabe interpretar um texto em pleno 2015. Dá licença!...... -.-

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  10. Felipe,

    O caso do Adriano não dá credibilidade pro teu argumento porque você não apresentou nenhum conhecimento do estado mental dele, e mais, sendo publicamente sabido que ele tem algum problema mental, você sequer cogitou e além disso omitiu totalmente que a condição dele de morador de rua talvez deva-se a isso.

    Se a condição de morador de rua, rastafári e maltrapilho existia porque mentalmente ele não tinha consciência da sua própria condição, então ele não é representante da cultura negra coisa nenhum e os cabelos dele não simbolizavam a resistência do negro perante o "branqueamento" da sociedade. Ele é simplesmente uma pessoa que precisa de assistência social porque não consegue cuidar de si mesmo.

    Isso que eu tentei expor quando falei de metodologia, de procurar se inteirar mais dos eventos e da condição do Adriano. Você escreveu um belo artigo, com boas referências e expôs de maneira correta o racismo velado que existe na sociedade e o reflexo dele nas atitudes do estado. Mas acabou aí cara, a referência do caso do Adriano como objeto ilustrativo do teu artigo simplesmente não se aplica no que tu explicou. Os pensamentos ficaram, mas usar um caso tão particular sem se preocupar em considerar a condição mental dele foi um erro. Talvez você tenha se equivocado em usar esse exemplo para uma idéia que tinha em mente há algum tempo.

    Por fim, tirando os comentários passionais, a intransigência a que me referi pode ser constatada na tua resposta acima: " Ia tentar te explicar, mas já vi que é inexplicável. Absurdo são pessoas em 2015 não saberem interpretar um texto. Absurdo é achar que a higiene do cabelo afro é cortá-lo" - Felipe, sinceramente você acha que alguma assistência social no mundo vai retirar alguém das ruas com o cabelo do jeito que estava e fazer um tratamento estético para limpar e higienizar? Em algum momento tu pensou que talvez o cabelo do Adriano estivesse tão emaranhado e sujo que era simplesmente impossível higienizar sem cortar? Cara, como te falei: procedimentos! Tu conhece os procedimentos da assistência social num caso desses? E se ele fosse para um abrigo com o cabelo cheio de piolhos? Uma infestação de piolhos é aceitável desde que se respeite o direito do indivíduo de ter seus cabelos como quiser? Quanto mais eu raciocino hipóteses mais o uso da imagem do Adriano no teu texto é que é inexplicável, ou melhor: inapropriado.

    E outra, o que mais tem são pessoas que não sabem interpretar um texto em 2015. Aí está o teu próprio preconceito velado. Abraço.

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    1. Resumiu perfeitamente. Um banho de bom senso para um texto medíocre, sem embasamento.

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  11. Ana Paula Petronilho21 de fevereiro de 2015 15:34

    Eu fui a fotógrafa Felipe, não concordo em dizer nos comentários que foi só fotografei e deixei ele na rua, e o que você fez com a sua profissão diante do Adriano? Eu apenas cumpri meu papel, você sabe qual é o seu?

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    1. Sou publicitário. Só olhei ele e prossegui. Só segui a minha profissão... Ah dá licença. Faça só a sua profissão e seja feliz. Minha monografia foi justamente sobre a presença do negro na mídia, em especial nas propagandas do poder executivo de Joinville. Estou produzindo um documentário para contar a história do negro aqui na cidade. Participei e criei junto de mais 2 camaradas da criação de um Movimento Negro na cidade para lutar e combater o racismo de todas as maneiras possíveis. Não uso minha profissão como desculpa para manter o status quo. Procuro criar medidas para mudar a realidade que me incomoda, dentro e fora da minha profissão.

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    2. Vc. Precisa e de tratamento para eliminar todos esses monstros imaginários. Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

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    3. Você precisa de leituras, estudar História a fundo e ter um pouco mais de maturidade para comentar. CUUUUU

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  12. Felipe Cardoso dos Santos, porque o senhor não vai ao centro de Joinville ás 00:00hr e adota um mendigo e cuida dele segundo seus princípios? É muito fácil sentar o cú na cadeira e digitar uma parede de texto com conteúdo puramente abobrinhas pregando um "politicamente correto" incorreto.

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    1. Own fofo, não vou pelo mesmo motivo do que o teu, que senta o cu na cadeira e fica criticando quem critica algo. Quer manter o status quo, quer? Tá desesperado com o que? Com a perda de privilégios? Vai ter critica sim.

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  13. Sempre que aparece alguém com bons argumentos para questionar alguns posicionamentos deste rapaz, ele diz que "não soube interpretar o texto." Quem sabe é hora do Felipe avaliar a qualidade e a organização do texto que escreve. Ou será mesmo que só ele é inteligente aqui? Pelo visto, Felipe também tem dificuldade de interpretar respostas. Todos aqui concordam com racismo velado e tudo mais. E todos afirmam que ele apenas usou um exemplo errado pra debater essa importante questão.

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    1. Quantas vezes eu disse "não soube interpretar o texto."? Conta aí. Exemplo errado na tua visão, parece que quem está tentando impor algo aqui é você.

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    2. Hahahahahahahaha. O Anônimo acabou de criticar a atitude do autor do texto nos comentários, que é compartilhado por todos que comentam aqui, e ele não consegue enxergar.
      Sobra vontade, falta bom senso.
      Sobra boas intenções, falta formação, conhecimento.

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  14. Que São Michel Foucault te proteja, Felipe, porque, a julgar pelos comentários você tá precisando...

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  15. "Nem todo o material teórico parecia ser capaz de explicitar e exemplificar a minha análise crítica sobre o caso. Então, recorri a minha monografia...". Seria engraçado, se não fosse triste.

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  16. Não vou entrar no mérito de dar opiniões sobre assunto que não domino.
    Mas,se me permitem, dou minhas impressões me desculpando antes de tudo,caso eu esteja errado:
    Com todo respeito e humildade, quero dizer que eu gostava muito do visual do Adriano. Achava muito show!!! Depois da transformação, foi tirado seu estilo, que apresentava de maneira muito autêntica, diferente e bacana, sua personalidade.
    Se alguma coisa deveria ter sido feita em favor dele, não deveria passar por tornar sua preciosa imagem em algo comum, tornando-o apenas mais um no meio da multidão.

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