quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
Uma viagem pelos vales alpinos no Glacier Express
Apresentado como “o trem mais lento do mundo”, o Glacier Express demora mais de sete horas a percorrer o percurso entre Zermatt e St. Moritz, na Suíça. A viagem, que é considerada inigualável, percorre as belíssimas paisagem dos vales alpinos e os passageiros podem apreciar todas essas belezas a partir das confortáveis carruagens com vista panorâmica.
Mas para conseguir um lugar as reservas devem ser feitas com três meses de antecedência.
Mas para conseguir um lugar as reservas devem ser feitas com três meses de antecedência.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
O que Renan sabe que nós não sabemos?
Estaria Renan Calheiros a advertir para a possibilidade de um golpe do vice-presidente Hamilton Mourão contra o presidente Jair Bolsonaro? O que ele sabe?
EU AVISEI: Bolsonaro é um veneno inoculado nas veias da democracia*
POR JOSÉ ANTÓNIO BAÇO
*Texto originalmente publicado no Jornal A Notícia em dezembro de 2014
“Falei que não estuprava você porque você não merece”. Parecia um déjà vu, mas não. O deputado federal Jair Bolsonaro voltou a fazer o que já tinha feito no ano passado, quando teve um desaguisado com a deputada Maria do Rosário. Ainda muito convicto da sua imunidade (e impunidade), voltou a agir de forma acanalhada e, sem medir as palavras, vestiu a pele de violador e do homem que tudo pode contra a mulher.
Surpresa? Não. Uma pessoa que defende a tortura em público é capaz do pior. Mas o que realmente causa estupefação é ver que a truculência tem o apoio de muitíssimos brasileiros. Aliás, vale lembrar que ele não só foi reeleito, como também foi o candidato a deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, nas últimas eleições. Ou seja, respaldado pela legitimidade de 400 mil votos, Jair Bolsonaro opera para gangrenar a democracia.
O episódio levanta muitas questões. Houve quem falasse em apologia do crime. Outros indagaram sobre a justeza da imunidade parlamentar. O tema do decoro parlamentar reentrou no debate. Também veio à tona a questão da violência de gênero, onde o homem faz da mulher simples objeto. Tudo isso sem falar num estilo obtuso e atrabiliário que atropela as mais básicas regras de civilidade e boa educação.
Essas questões são importantes, claro, mas não podem tirar o foco de um problema de fundo: Jair Bolsonaro é um perigo para a democracia. Porque ele é a negação da própria democracia. Eis a questão que se põe: pode a democracia ser tolerante com os intolerantes? Não. Tudo isso remete para Karl Popper que, ao descrever os inimigos da sociedade aberta, alertou para o paradoxo da tolerância.
Tolerar os intolerantes, diz o pensador austríaco, é um perigo: “se não estivermos preparados para defender uma sociedade tolerante contra o ataque violento dos intolerantes, os tolerantes serão destruídos, e a tolerância com eles” (o aviso é de Popper, o texto de Bryan Maggy). Em resumo, Jair Bolsonaro é um veneno inoculado nas veias da democracia e há que encontrar um antídoto. Urgente!
É a vista do meu ponto.
*Texto originalmente publicado no Jornal A Notícia em dezembro de 2014
“Falei que não estuprava você porque você não merece”. Parecia um déjà vu, mas não. O deputado federal Jair Bolsonaro voltou a fazer o que já tinha feito no ano passado, quando teve um desaguisado com a deputada Maria do Rosário. Ainda muito convicto da sua imunidade (e impunidade), voltou a agir de forma acanalhada e, sem medir as palavras, vestiu a pele de violador e do homem que tudo pode contra a mulher.
Surpresa? Não. Uma pessoa que defende a tortura em público é capaz do pior. Mas o que realmente causa estupefação é ver que a truculência tem o apoio de muitíssimos brasileiros. Aliás, vale lembrar que ele não só foi reeleito, como também foi o candidato a deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, nas últimas eleições. Ou seja, respaldado pela legitimidade de 400 mil votos, Jair Bolsonaro opera para gangrenar a democracia.
O episódio levanta muitas questões. Houve quem falasse em apologia do crime. Outros indagaram sobre a justeza da imunidade parlamentar. O tema do decoro parlamentar reentrou no debate. Também veio à tona a questão da violência de gênero, onde o homem faz da mulher simples objeto. Tudo isso sem falar num estilo obtuso e atrabiliário que atropela as mais básicas regras de civilidade e boa educação.
Essas questões são importantes, claro, mas não podem tirar o foco de um problema de fundo: Jair Bolsonaro é um perigo para a democracia. Porque ele é a negação da própria democracia. Eis a questão que se põe: pode a democracia ser tolerante com os intolerantes? Não. Tudo isso remete para Karl Popper que, ao descrever os inimigos da sociedade aberta, alertou para o paradoxo da tolerância.
Tolerar os intolerantes, diz o pensador austríaco, é um perigo: “se não estivermos preparados para defender uma sociedade tolerante contra o ataque violento dos intolerantes, os tolerantes serão destruídos, e a tolerância com eles” (o aviso é de Popper, o texto de Bryan Maggy). Em resumo, Jair Bolsonaro é um veneno inoculado nas veias da democracia e há que encontrar um antídoto. Urgente!
É a vista do meu ponto.
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